A noite de quarta-feira (25) foi cheia de trocas e experiências dentro das atividades de formação do 27º Festival de Cinema de VItória com a Masterclass Assistência e Pós Produção. O bate-papo contou com a participação da assistente de edição de TV e cinema Itauana Coquet; da produtora de finalização na Tv Zero Cinema, Nat Mizher; e do editor e finalizador, André Índio

O trio apresentou uma visão global da pós-produção e sua importância no desenvolvimento e produção de projetos audiovisuais, além de introduzir questões pertinentes ao uso de imagens de arquivo em documentários, entre outros assuntos.

A conversa começou com Nat Mizher falando sobre como funciona o processo de pós-produção em uma produção audiovisual. “A gente pensa muito na pós-produção como o final do processo. Eu brinco que ‘finalizadora’ é um nome equivocado, porque fica parecendo que a gente entra só no finalzinho do filme, quando na verdade é muito mais do que isso. A gente tem que cuidar de toda a pós-produção para que a finalização aconteça de uma maneira boa. Mas pra gente conseguir fazer isso, tem começar lá do roteiro, lá no começo. A finalização, de alguma forma, é o que amarra tudo isso”. 

Itauana Coquet falou da importância do acervo, e da sua conservação, para a construção de novos trabalhos. “Eu acho super importante o acervo. Eu vejo que a gente vai reaproveitando as imagens de outros filmes. E tem tanta coisa que ainda não foi usada. Pensando as imagens da ditadura,  todo mundo reaproveita as imagens de Jango, do Silvio e essas imagens vão sendo reproduzidas e tem muito acervo de vídeo, de foto, que  está ‘perdido’. Esse trabalho de preservação é super importante de buscar [essas imagens]”. 

André Índio, falou da importância do assistente de edição para o trabalho do editor. “Eu acho que essa função do assistente técnico deveria morrer”, disse bem humorado. “Muitas vezes o editor não vai dar conta de assistir todo material. Como é o assistente que vai fazer essa seleção, o primeiro olhar é dele. Então ele não pode ser um cara apenas técnico. Eu acho que todo assitente tem que fazer parte do processo criativo e artístico. Porque o assistente é o futuro editor. Ele tem que estar treinando o olhar o tempo todo”. 

André também pontuou sobre a importância de consumir audiovisual como um processo de aprendizagem para a edição. “Consumir audiovisual é super importante. Entender como foi feito aquele corte. Pensar o audiovisual”.

As masterclasses e workshops do 27º Festival de Cinema de Vitória são resultado da parceria e articulação da montadora e editora, Natara Ney, e da generosidade dos profissionais em cederem seu trabalho de forma gratuita ao festival. 

Confira na íntegra a Masterclass: Assistência e Pós Produção