A tarde desta quinta-feira (23) foi marcada pela força do cinema que coloca crianças e jovens no centro da narrativa na 13ª Mostra Outros Olhares – Programa Pequenos Olhares, realizada na Sala Cariê Lindenberg, 2º andar do Sesc Glória, que ficou pequena diante do público interessado em prestigiar os filmes. A sessão reuniu cinco curtas-metragens que transitam entre a ficção e o afeto, abordando temas como memórias de infância, relações familiares, amizade e descobertas. A programação contou com os filmes Memória de Pivete, de Pedro Santi; Pra Morrer Basta Estar Vivo, de Francisco Xavier; Ludmilla, de Vini Moreira; Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior; e A Hora Dourada, de Juane Vaillant.

A 13ª Mostra Outros Olhares – Programa Pequenos Olhares reafirmou a potência do cinema que coloca crianças e jovens no centro da narrativa, transitando entre a aventura, o afeto e a fantasia. O filme que abriu a sessão foi Memória de Pivete, ficção paulista que investiga as camadas da memória afetiva a partir do olhar de uma criança, um retrato sensível da infância.

O segundo curta exibido foi a produção capixaba Pra Morrer Basta Estar Vivo (foto), que  narra a jornada de três primos que, no verão de 1993, saem de bicicleta de Barra de São Francisco (ES) até Mantena (MG) para alugar uma fita de videogame. Ao longo do caminho, os meninos entram em contato com fatos históricos ligados à Guerra do Contestado. O roteiro do curta é baseado em memórias reais do diretor, que define a obra como parte de sua memória afetiva. “Esse filme, ele é uma história da minha infância, quando eu era criança. E eu gravei lá em Barra de São Francisco, que é no interior do Espírito Santo, divisa com Minas Gerais. E eu queria que o pessoal de Barra de São Francisco tivesse vindo aqui hoje, só que não deu. E eles estão fazendo muita falta aqui hoje, mas eu estou aqui com o restante da equipe aqui”, afirmou Xavier.

Na sequência, foi exibida a ficção brasiliense Ludmilla, que acompanha uma professora de educação física completamente desmotivada em seu trabalho. O filme constrói uma narrativa solar e esperançosa, lançando um olhar que encontra beleza nos contrastes das emoções em meio ao caos do desânimo cotidiano. Também fez parte da sessão a ficção rondoniense Kika Não Foi Convidada, que aborda questões de identidade e pertencimento a partir da história de uma menina que se sente excluída. 

Fechando a mostra, outra produção capixaba, A Hora Dourada (foto). O curta apresenta Rubi, uma elfa que não vê a hora de cumprir seu destino e se tornar uma “elfa dourada”, a grande conselheira em seu mundo, a Ilha. O filme faz parte de um universo ficcional que a diretora vem construindo há anos, e que também inclui Deusa Menina, seu curta-metragem anterior. “Estou muito feliz de estar aqui e esse é meu terceiro filme exibido no festival. Ele é um filme de fantasia. Eu quase sempre trabalho com ficção científica e fantasia. É uma história também de encontro e de conversa, da relação entre mulheres sobre as várias formas de maternidade. Eu faço uma elfa no filme. Quero agradecer a minha família e aos meus amigos que estão aqui”,  finalizou a diretora.

O 33° Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio da Petrobras e da Vale e com o copatrocínio do Banestes, através da Lei Rouanet. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Carla Buaiz Joias, do Canal Brasil, do Fórum dos Festivais, da Stone Milk, da Conecta Acessibilidade, da TVE Espírito Santo e do Canal Like. Conta também com o apoio cultural da Vol Service e a parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA.  

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