O 33º Festival de Cinema de Vitória (FCV) promoveu, na capital do Espírito Santo, uma intensa programação audiovisual e se transformou na capital do cinema brasileiro durante oito dias.  O evento conta com patrocínio da Petrobras e da Vale e com o copatrocínio do Banestes, através da Lei Rouanet. De 18 a 25 de julho de 2025, aproximadamente cerca de 25 mil pessoas participaram de alguma das inúmeras atividades do evento. Foram exibidas mais de 90 obras distribuídas em 11 mostras competitivas, quatro sessões especiais não-competitivas, sete debates com realizadores, duas homenagens e duas coletivas de imprensa com homenageados. 

Além da expressiva participação presencial, a interação online foi pujante. Durante os oito dias de evento, o 33º Festival de Cinema de Vitória alcançou 1.083.831 visualizações e aproximadamente 24 mil interações nas redes sociais. Foram alcançadas 251,4 mil contas, 12,4 mil visitas ao perfil, 1,9 mil cliques no link e quase mil seguidores registrados no período.  Além disso, de abril a agosto, as redes sociais do evento alcançaram 3.504.434 visualizações e aproximadamente 111,1 mil interações nas redes sociais. A escala foi acompanhada por 675,7 mil contas alcançadas, 32,2 mil visitas ao perfil, 8,2 mil cliques no link e 4,4 mil seguidores registrados neste espaço temporal.

A intensa produção audiovisual do País passou pelo Festival, com 91 obras ao todo, entre mostras competitivas e sessões especiais, oferecendo ao público olhares diversos do que tem sido feito em todas as regiões brasileiras, com destaque para as produções capixabas exibidas na programação. Tivemos ainda o privilégio de homenagear Camila Morgado e Rodrigo Aragão, dois artistas múltiplos que brilham em diversas áreas e são referenciais para a cultura brasileira”, afirma a diretora do Festival de Cinema de Vitória, Lucia Caus.

EXIBIÇÕES E DEBATES

A 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória trouxe 87 filmes selecionados para as 11 mostras competitivas – 85 curtas-metragens e sete longas-metragens – dos mais variados gêneros, temáticas e das cinco regiões brasileiras, apresentando um panorama atual da produção no País, e tendo o audiovisual como um instrumento social, inclusivo e de geração e renda.

Nas mostras competitivas, os realizadores dos filmes escolhidos por Júri Popular e pelo Júri Técnico foram premiados, em 33 categorias, com o Troféu Vitória. As premiações ocorreram na última noite do festival, no dia 25 de julho, na Cerimônia de Encerramento, que aconteceu no Teatro Glória (Sesc Glória), e que também entregou três prêmios extras: o Prêmio Canal Brasil de Curtas, o Prêmio Sesc Glória e quatro Prêmios Stone Milk. 

Os filmes que disputaram o Troféu Vitória foram exibidos na 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, na 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, na 16ª Mostra Quatro Estações, na 15ª Mostra Foco Capixaba, na 15ª Mostra Corsária, na 13ª Mostra Outros Olhares, na 11ª Mostra Mulheres no Cinema, na 11ª Mostra Cinema e Negritude, na 10ª Mostra Nacional de Videoclipes, na 9ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental, e na 8ª Mostra do Outro Lado – Cinema Fantástico, além do prêmios extras. Confira a lista completa com os vencedores AQUI.

Além das produções das mostras competitivas, a programação teve, fora de competição, quatro produções audiovisuais exibidas em Sessão Especial, no Teatro Glória. Na sexta-feira (25), o público conferiu a cópia restaurada de Água, Açúcar e Sal, de Paulo Jabur, Nelson Rodrigues Jr, Noilton Nunes e Rubens Corveto, documentário filmado em 1979, de forma clandestina, por presos políticos do Presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, também a exibição inédita do primeiro episódio da série Não se Reprima, de Rafael Terpins, sobre o fenômeno do grupo Menudo no Brasil da década de 1980. No sábado (25), o festival realizou a pré-estreia de duas obras produzidas no Espírito Santo. A noite começou com a pré-estreia do longa-metragem Folclórica, primeira incursão de Rodrigo Aragão no universo das produções infantojuvenis. Depois a plateia conferiu o episódio um de de Admirável Mundo Gordo, série documental capixaba dirigida por Erly Vieira Jr. e Melina Galante.  

A pesquisadora, crítica, curadora e roteirista Viviane Pistache comandou os debates com os realizadores da 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas e 15ª Mostra Foco Capixaba. De domingo (19) a sábado (25), sempre às 10 horas, no Salão Penedo do Hotel Senac Ilha do Boi, os encontros apresentaram importantes discussões e diferentes pontos de vista sobre as produções exibidas na programação do FCV.

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL CAPIXABA 

Das mais de 90 produções audiovisuais exibidas no 33º Festival de Cinema de Vitória, 25 foram produzidas no Espírito Santo, sendo 23 nas mostras competitivas e duas em sessões especiais. De 18 a 25 de julho, o público conferiu, em diferentes mostras, as obras da nova safra do audiovisual capixaba. Curtas-metragens, longa-metragem e videoclipes foram distribuídos em nove mostras competitivas e duas sessões especiais, o que comprova o talento e a criatividade dos realizadores que produzem no Espírito Santo. 

O grande vencedor da 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté, de Marcelo Guarani, que levou Troféu Vitória de Melhor Filme (Júri Técnico e Júri Popular) e Melhor Contribuição Artística, além do Prêmio Sesc Glória e Prêmio Stone Milk de Pós-Produção – Melhor Longa-Metragem (Júri Técnico). Na 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o filme Irmã, de Anderson Bardot, ganhou o Troféu Vitória de Melhor Fotografia (para Andie Freitas) e Melhor Interpretação (para Arthur Batista Leão), além do Prêmio do Canal Brasil de Curtas. Na mesma mostra, O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?, de Julia Uliana e Natália Dornelas, ganhou os prêmios de Melhor Filme do Júri Popular e o Prêmio Especial do Júri.  

Na 15ª Mostra Foco Capixaba, o curta-metragem Liberdade de Morar, de Penha Souza, ganhou o Troféu Vitória de Melhor Filme, do Júri Técnico e Popular. Os curtas, Noites Proibidas, de Júlio Cesar, na 16ª Mostra Mostra Quatro Estações; Depois Levanta Voo ou Abisma-se, de Marcus Neves, Aline Dias; na 15ª Mostra Corsária; Pra Morrer Basta Estar Vivo,  de Francisco Xavier, na 13ª Mostra Outros Olhares; e Filtro, de Rayan Casagrande e Vinicius Caus, na 10ª Mostra Nacional de Videoclipes, foram eleitos o Melhor Filme do Júri Popular das respectivas mostras. 

HOMENAGENS 

A Homenageada Nacional do 33º Festival de Cinema de Vitória foi Camila Morgado. Uma das atrizes mais talentosas do Brasil, a carioca tem uma carreira versátil com grandes sucessos como o filme Olga, a minissérie A Casa das Sete Mulheres, a série Bom Dia, Verônica e a peça A Falecida. 

A Coletiva de Imprensa e o lançamento do Caderno da Homenageada aconteceram na tarde de segunda-feira (20), com a presença de jornalistas, realizadores e fãs. À noite, foi realizada a Cerimônia de Homenagem,  no Teatro Glória (Sesc Glória). Ele recebeu o Troféu Vitória (símbolo do FCV), o Caderno da Homenageada e uma jóia exclusiva da Carla Buaiz Joias, entregues pela atriz Vera Holtz e pela diretora do FCV, Lucia Caus. 

No sábado (18), o público rendeu aplausos ao Homenageado Capixaba, Rodrigo de Oliveira. Diretor, roteirista e produtor, além de maquiador e mestre em efeitos práticos, o cineasta é um dos nomes mais importantes do cinema de horror no Brasil.   Com mais de 30 anos de carreira, ele acumula quase 10 longas-metragens no seu currículo – como Prédio Vazio e A Mata Negra – ao lado de curtas, séries e webséries. A Coletiva e a Cerimônia de Homenagem aconteceram no Sesc Glória quando ele recebeu o Troféu Vitória (símbolo do FCV), o Caderno do Homenageado e uma jóia exclusiva da Carla Buaiz Joias, entregues pela produtora e esposa do Homenageado, Mayra Alarcon e os filhos Ramiro e Alicia. 

FORMAÇÕES 

Paralelo a intensa programação de exibições e homenagens, o 33º Festival de Cinema de Vitória promoveu quatro atividades de formação gratuitas em diversas áreas do audiovisual. As atividades tiveram o objetivo de aproximar a educação da cultura e de promover o diálogo com profissionais de diversas áreas. Foram duas oficinas e duas masterclasses com foco em Direção de Arte, Direção de Documentário, Roteiro e Gestão de Carreira. O público, que compareceu em massa as formações, participou da Oficina de Roteiro e Direção de Documentário, com Bertrand Lira; Masterclass “A Laje do Talento”, com Carla Cristina Cardoso; Oficina Percursos Criativos: a Construção de Propostas Visuais de Direção de Arte, com Joyce Castello; e Masterclass “Da Ideia ao Roteiro”, com Leandro Soares.

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

Reforçando o compromisso com a democratização do audiovisual e com as políticas de inclusão e diversidade, o 33º Festival de Cinema de Vitória contou com uma estrutura robusta de acessibilidade para garantir o acolhimento de todos os públicos na programação do evento. As exibições dos filmes trazem os recursos integrados de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Legendagem Descritiva em tela e Audiodescrição por aplicativo. A programação também estava disponível em braile para consulta.

Toda a experiência do evento foi desenhada para ser inclusiva: as cerimônias oficiais e as apresentações das sessões contaram com tradução em tempo real para Libras, enquanto os ambientes físicos foram adaptados com rotas e espaços 100% acessíveis para garantir o conforto e a livre locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

Além de uma das mais importantes janelas para a difusão e formação audiovisual brasileiro, o Festival de Cinema de Vitória é um  importante braço para à geração de emprego e renda ligado a cultura através dos diversos segmentos que envolvem a cadeia de produção e exibição audiovisual. Para a realização da sua 33ª edição foram gerados 120 postos de trabalho e 300 empregos indiretos, movimentando a economia da cultura no Espírito Santo.

O 33° Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio da Petrobras e da Vale e com o copatrocínio do Banestes, através da Lei Rouanet. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Carla Buaiz Joias, do Canal Brasil, do Fórum dos Festivais, da Stone Milk, da Conecta Acessibilidade, da TVE Espírito Santo e do Canal Like. Conta também com o apoio cultural da Vol Service e a parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA.    

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