Janela que tem a diversidade sexual como temática, a Mostra Quatro Estações chega a sua 12ª edição em 2022. Sua exibição acontece na sexta-feira, dia 23 de setembro, às 17 horas, na Sala Marien Calixte, no Centro Cultural Sesc Glória. A mostra integra a programação do 29º Festival de Cinema de Vitória, que acontece de 19 a 24 de setembro, na cidade de Vitória, e conta com a curadoria da cineasta e produtora, Flavia Candida; do cineasta, curador, escritor e pesquisador Erly Vieira Jr; e do mestrando em cinema e artes; Waldir Segundo.
Com o objetivo de potencializar discursos afirmativos em torno das questões da população LGBTQIAP+, a sessão apresenta filmes que exploram diferentes maneiras de existir. “Os modos de existência escolhidos por pessoas LGBTQIA+ sempre fugiram da obviedade, porque ela sempre soou limitadora. Daí vidas inteiras em que o percurso em si e suas incontáveis esquinas e encruzilhadas, e alguns oásis inesperados de vez em quando, nos convida a performar cotidianamente ao sabor dos nossos desejos, a criar todo um novo repertório de gestos, saberes e valores que entendam a vida como um grande experimento e a própria sociedade como um conjunto muito mais marcado pelo que nos faz diferentes do que pelo que temos em comum”, afirma a dupla Erly Vieira Jr e Waldir Segundo.
O público vai poder conferir cinco curtas-metragens dirigidos por realizadores e realizadoras de diversas partes do Brasil que expressam as múltiplas identidades sexuais existentes. São eles: o experimental Tenho Receio de Teorias que Não Dançam, de Gau Saraiva; e que o documentário Filhos da Noite, de Henrique Arruda; e as ficções Na Estrada sem Fim Há Lampejos de Esplendor, de Liv Costa e Sunny Maia; Hortelã, de Thiago Furtado; e Não Somos Mais o que Éramos, de Patrícia Sá.
As obras, que concorrem ao Troféu Vitória nas categorias de Melhor Filme (Júri Técnico) e Melhor Filme (Júri Popular), apresentam as múltiplas camadas presentes na produção queer do cinema brasileiro. “Conjugando política e estética, afetividades e questionamentos, memórias e projetos de futuro, o cinema queer brasileiro mostra cada vez mais sua potência transformadora, que não se apaga nem nos momentos mais difíceis de nossas existências”.
O 29º Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio do Ministério do Turismo, através da Lei de Incentivo à Cultura e também com o patrocínio da EDP, através da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba. Conta com o apoio da Rede Gazeta e da TV Educativa ES. E conta com o apoio institucional do Canal Like, da Carla Buaiz Jóias e do Cine Metrópolis. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).
29º Festival de Cinema de Vitória
19 a 24 de setembro
12ª Mostra Quatro Estações
23 de Setembro, 17 horas
Sala Marien Calixte , Centro Cultural Sesc Glória

TENHO RECEIO DE TEORIAS QUE NÃO DANÇAM
Gau Saraiva
EXP, Cor, MP4 H264, 4’, BA, 2021
Sinopse: Pode uma travesti produzir teoria? Este curta, gravado nos vilarejos de Santo André e Guaiú, no sul da Bahia, traz o texto e a atuação da performer e professora Dodi Leal, que apresenta uma visão de produção de conhecimento corporalizada a partir de uma breve narrativa de seu trabalho artístico. Tenho Receio de Teorias que Não Dançam indica a relação profunda do corpo trans com a arte ambiental, investigando o movimento do gênero no mangue, a vivificação do pensamento de rio e fluxos de dança do mar. Os conceitos dançam e vibram na medida em que se rompe com o binarismo corpo versus natureza.
Classificação Indicativa: Livre

NA ESTRADA SEM FIM HÁ LAMPEJOS DE ESPLENDOR
Liv Costa e Sunny Maia
FIC, Cor, MP4 H264, 11’, CE, 2021
Sinopse: Uma vez, elu disse: quando fui embora de mim, adeus era tudo o que tinha para dizer. Nessa viagem, talvez não exista uma chegada. Só um caminho infinito.
Classificação Indicativa: 14 anos

FILHOS DA NOITE
Henrique Arruda
DOC, Cor/Preto e Branco, MOV H264, 16’, PE, 2022
Sinopse: Oito homens gays entre 50 e 70 anos compartilham suas memórias, vivências e imagens noturnas, questionando-se sobre qual lugar seus corpos ocupam agora.
Classificação Indicativa: 12 anos

HORTELÃ
Thiago Furtado
FIC, Cor, MOV H264, 14’, PI, 2021
Sinopse: Uma história sobre afetos e atravessamentos. Quando o relacionamento de Luís e Alexandre chega ao fim, vem à tona o fato de que Dinha, doméstica que cuida de Luís desde pequeno, é avó de Alexandre. Encarando preconceitos, relações familiares e trabalhistas, o filme traz um debate universal.
Classificação Indicativa: 14 anos

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