Destacando as novas linguagens exploradas no cinema experimental brasileiro, a 11ª Mostra Corsária acontece no dia 20 de setembro, às 17 horas, na Sala Marien Calixte, no Centro Cultural Sesc Glória. A janela de exibição integra a programação do 29º Festival de Cinema de Vitória, que acontece de 19 a 24 de setembro com uma programação extensa voltada para o fomento do audiovisual brasileiro. 

A Mostra Corsária traz produções que refletem sobre diversas temáticas sociais através das experimentações, inventando novas técnicas, linguagens e formatos criativos na produção cinematográfica, com o uso aguçado das imagens e dos sons. Nesta edição,  os  filmes transitam entre os gêneros de ficção e experimental, e vem dos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. As produções em exibição são as seguintes: Sonhos de Pedra, de Thabata Ewara e Nay Mendl; Nunca Pare na Pista, de Thamires Vieira; Tekoha, de Carlos Adriano; Boa Sorte e até Breve, de Bruna Schelb Corrêa; e Fragmentos Pandêmicos, de Aline Dias, Marcus Neves e GEXS. 

As temáticas envolvidas nos filmes exploram diversas questões, e utilizam as linguagens experimentais para refletir sobre temas sensíveis como a dor do luto; os desafios de artistas em seus processos criativos; os conflitos que afetam terras indígenas; o autoconhecimento;  a questão do olhar por trás de janelas e vitrines, entre outras sensações e vivências. 

A Comissão de Seleção desta edição é formada pela curadora, cineasta e produtora audiovisual, Flavia Candida; pelo cineasta, curador, escritor e pesquisador em audiovisual, Erly Vieira Jr; e pelo curador, produtor e mestrando em Cinema e Artes do Vídeo, Waldir Segundo. “Achamos importante expandir o público, trazer filmes mais narrativos, pensando na abrangência do Brasil, não só do eixo Rio-São Paulo, mas de trazer filmes do nordeste, do norte e diversas regiões, dirigidos por mulheres, por pessoas negras, pela comunidade LGBTQIA+ e por diversas camadas sociais do país”, comenta Flávia. 

As produções exibidas concorrem ao Troféu Vitória em duas categorias. Para a categoria de Melhor Filme, pelo Júri Técnico, serão premiados os dois melhores filmes sem ordem de classificação;  e além de mais uma premiação para o Melhor Filme pelo Júri Popular. 

O 29º Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio do Ministério do Turismo, através da Lei de Incentivo à Cultura e também com o patrocínio da EDP, através da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba. Conta com o apoio da Rede Gazeta e da TV Educativa ES. E conta com o apoio institucional do Canal Like, da Carla Buaiz Jóias e do Cine Metrópolis. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).

29º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA
19 a 24 de setembro de 2022

11ª Mostra Corsária
20 de Setembro, às 17 horas
SONHOS DE PEDRA
Thabata Ewara e Nay Mendl
EXP, Cor, MOV H264, 12’, SP, 2022
Sinopse: Sonhos de Pedra é livremente inspirado em sonhos profundos que nos arrebatam a algum princípio, ao mesmo tempo nos despertam após o impacto de uma ruptura, na dor do luto e sob a força imemoriável do desejo de continuidade. Corpos que se desprendem da Terra são um lugar de passagem, do corpo no estado ínfimo para o insólito.
Classificação Indicativa: Livre
NUNCA PARE NA PISTA
Thamires Vieira
FIC, Cor, MP4 H264, 19’, BA, 2021
Sinopse: No interior do Brasil, Amanda tenta conseguir seu primeiro show, Thamires tenta fazer seu primeiro filme, ambas correm o risco da pista.
Classificação Indicativa: Livre
TEKOHA
Carlos Adriano
EXP, Cor, MOV H264, 14’, SP, 2022
Sinopse: Em 6/09/21, seguranças de fazendeiros queimaram uma casa familiar Guarani Kaiowá, no Tekoha Ava’te, em área de Retomada, na Reserva de Dourados (MS). Em 29/12/21, membros da igreja “Deus é Amor” queimaram uma casa de reza Guarani Kaiowá, no Tekoha Itay Ka’Agwyrusu, em Douradina (MS). Estas ações criminosas foram registradas em vídeo pelo Povo Guarani Kaiowá. A Oga Pysy é patrimônio coletivo da cultura e da religião do Povo Guarani Kaiowá. Para eles, Tekoha é a definição de terra indígena, território étnico e vital dos povos originários do Brasil – um lugar onde se é.
Classificação Indicativa: Livre
BOA SORTE E ATÉ BREVE
Bruna Schelb Corrêa
FIC, Cor, MP4 H264, 9’, MG, 2021
Sinopse: O reencontro de uma mulher consigo mesma.
Classificação Indicativa: Livre

FRAGMENTOS PANDÊMICOS
Aline Dias, Marcus Neves e GEXS
EXP, Cor, MP4 H264, 15’, ES, 2021
Sinopse: O curta percorre o limiar entre o anímico e o inanimado em tempos de confinamento e retiro para dentro de si, mesmo que torto. Aproxima vistas das cidades de Vitória, Vila Velha e Manaus, principalmente através de janelas de apartamentos, gestos de artistas que colaboram com o projeto e a experiência do olhar diante das vitrines de animais empalhados filmadas em 2019 no Museu Mello Leitão, INMA. As imagens foram desenvolvidas em diálogo e embate com a composição musical do Grupo de Experimentação Sonora (GEXS) comissionada pela Mostra de Música Contemporânea ES – Rumos Itaú Cultural.
Classificação Indicativa: Livre