Durante a intensa programação do 29º Festival de Cinema de Vitória, a 6ª Mostra Nacional de Videoclipes traz uma fusão criativa e diversa entre a música e o cinema. A seleção dos 11 filmes musicais desta edição será exibida no dia 22 de setembro, às 16 horas, na Sala Marien Calixte, no Centro Cultural Sesc Glória. 

A Comissão de Seleção desta edição é composta por Luiz Eduardo Neves, Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação e Territorialidades pela UFES; e Suellen Vasconcelos, realizadora audiovisual, mestre em Educação pela UERJ e professora dos cursos técnicos em Rádio e TV e Multimídia do CEET Vasco Coutinho. 

Os curadores salientam a importância da seleção de videoclipes para retratar a realidade utilizando diversas narrativas artísticas: “A representação é uma forma de se construir a imagem de um povo, gênero ou raça por meio das mídias disponíveis através dos tempos. Livros, pinturas, filmes, fotografias. A imagem construída de si ou do outro demonstram o poder que há em ocupar os espaços do sensível. A Mostra Nacional de Videoclipes 2022 traz um compilado de obras assinadas pelos fazedores de cultura de todo país que reivindicam seu lugar no território imagético do nosso tempo. Nesse imaginário presente e futuro se embaçam”, descreveu a curadoria. 

A Mostra Nacional de Videoclipes, que surgiu no FCV voltada a salientar a importância do videoclipe em ser uma inspiração para cineasta e uma forma de retroalimentar influências artísticas, traz nesta 6ª edição a seleção composta por: Kolapso, de Lazaro, Jessica Lauane; The End, de Helena Lima; Flecha, de Marcelo Engster; Chorar, de Juliana Segóvia; Tudo Eu, de Elirone Rosa, Fernando Sá, Ione Maria; Maya, de Fabrício Koltermann; A Dona do Fuxico, de Thais Lima; Arritmia, de Aksa Lima; Sou Negro, de Cintia Braga; Vestida Ou Nua, de Gabriela Moura; Oyá Ê, de Anderson Barbosa. As produções concorrem ao Troféu Vitória nas categorias de Melhor Filme (Júri Técnico) e Melhor Filme (Júri Popular).

O 29º Festival de Cinema de Vitória conta com o patrocínio do Ministério do Turismo, através da Lei de Incentivo à Cultura e também com o patrocínio da EDP, através da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba. Conta com o apoio da Rede Gazeta e da TV Educativa ES. E conta com o apoio institucional do Canal Like, da Carla Buaiz Jóias e do Cine Metrópolis. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).

29º Festival de Cinema de Vitória
19 a 24 de setembro de 2022

6ª Mostra Nacional de Videoclipes 
22 de Setembro, 16 horas 
Sala Marien Calixte, Sesc Glória 
A DONA DO FUXICO
Alexandra Nicolas
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 5’, MA, 2021
Sinopse: Videoclipe da cantora Alexandra Nicolas que parte se passa no interior com senhoras a porta fuxicando, crianças brincando, jovens se divertindo e dançando, enquanto no outro cenário, no Canadá, Alexandra conta essa história.
Classificação Indicativa: Livre
Arritmia
Aksa Lima
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 3’, SP, 2021
Sinopse: Neste videoclipe “Arritmia”, traz um recorte da sociedade atual, representado por dois dançarinos que apresentam uma coreografia contemporânea, enquanto pendurados em cabos num estúdio de 10 metros de altura. A banda se faz presente como uma representação das pessoas em suas casas, justamente em um ano pandêmico, onde o isolamento social se faz obrigatório. O clipe traz reflexões num âmbito social, urbano e político. 
Classificação Indicativa: Livre
Chorar (Karola Nunes feat. Pacha Ana e Curumin)
Juliana Segóvia 
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 4’42”, MT, 2021
Sinopse: O videoclipe Chorar é uma ode às mulheres negras. Dentre variadas tonalidades de pele, explorando a beleza de traços, formas e detalhes, são apresentadas seis guerreiras, detentoras de corpos-arte, corpos-potência. Os desafios e a trajetória de cada uma das personagens expressada nas diversas materialidades de chuva e a reverência à ancestralidade traduzida na representação das orixás, fazem do videoclipe Chorar uma pulsão artística de cores, força e resistência.
Flecha
Marcelo Engster 
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 5’, SP, 2021
Sinopse: Abordando a solidão digital, principalmente em aplicativos e sites de relacionamento, “FLECHA”  lida com a realidade do “amor virtual” (e do tesão virtual, também) com um pouco de mágoa mas também com bom humor. Quem nunca se sentiu mal depois de 20 matches e nenhum encontro bem sucedido?
Classificação Indicativa: 12 anos
KOLAPSO – Monkey Jhayam, Enme, Terra Treme
Lazaro, Jessica Lauane
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 4’, SP/MA, 2021
Sinopse: No ano de 2021 D.C (depois do colapso), o mundo é controlado por tecnologia virtual, fome e medo. Nas vozes de Monkey Jhayam e Enme Paixão, “Kolapso” apresenta a tão sonhada cura, disseminada através da tecnologia própria das periferias, trazendo o funk e kuduro com a produção musical da dupla Terra Treme.
Classificação Indicativa: Livre
Maya
Fabrício Koltermann 
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 4’06”, RS, 2021
Sinopse: “Dá um trabalho danado
Fingir que eu não me importo
Fingir que eu não sou louco por você”
Classificação Indicativa: Livre
Naná Martins – Oyá Ê
Anderson Barbosa
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 5’, AL, 2021
Sinopse: “Foi nas águas de Oxum, na doçura de Iemanjá
Na força que tem essa Mãe Oyá
Na espada de Ogum, na justiça de Xangô
Na força que tem essa Mãe Oyá
Mãe Oyá
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Foi nas águas de Oxum, o vento vai te levar
Pra longe da tristeza, Mãe Oyá
Um presente pra Iemanjá, um segredo desvendar
A força que tem essa Mãe Oyá
Mãe Oyá
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Vem cantar pra ela
Pede a benção dela
Que linda que é essa Mãe Oyá
Chega no terreiro, ilumina o mundo inteiro
Que linda que é essa Mãe Oyá
Vem cantar pra ela
Pede a benção dela
Que linda que é essa Mãe Oyá
Chega no terreiro, ilumina o mundo inteiro
Que linda que é essa Mãe Oyá
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Mãe Oyá ê, Mãe Oyá ê
Oyá ê, Oyá ê, Oyá
Oyá ê, Oyá ê, Oyá
Oyá ê, Oyá ê, Oyá
Oyá ê, Oyá ê, Oyá ê”
Classificação Indicativa: Livre
Sou Negro
Cintia Braga
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 5’27”, ES, 2022
Sinopse: “O videoclipe Sou Negro, traz a intepretação da cantora Monique Rocha e do compositor Jean Carlos retratando um casal da realeza africana em plena favela brasileira, mostrando suas vielas, becos e barracos em contraponto com o figurino luxuoso do casal, mostrando que somos descendentes de reis e rainhas. Em complemento com essa história, são retratados várias personalidades negras de renome capixabas, trazendo a autoestima do nosso povo preto.
Classificação Indicativa: Livre
The End (Electro Womangroove)
Helena Lima
Videoclipe, Cor, MP4 H264, 4’31”, PB, 2021
Sinopse: “Em um mundo distopiano e deserto, atingido por poluição extrema, uma estranha personagem dança pela natureza entre antigos prédios abandonados. As árvores e o ar são venenosos, mas ela tem o desejo de senti-los como nunca antes. É em uma festa futurista (onde a banda Electro Womangroove toca) que ela tem um despertar e vai ao encontro do que sua alma realmente anseia. The End é uma canção sobre o fim da existência de vida na terra causada pelas mudanças climáticas que estão acontecendo agora, nesse exato momento. O fim da natureza, do ser humano, da paz, da guerra, da poluição… Foi a forma que encontramos de denunciar nossa realidade atual e o impactante distanciamento social que estamos vivendo, lidando com uma terra ainda habitável, porém tóxica. É o fim do que vive, do que morre, do que persiste, do infinito. Do que começou, do que está para reiniciar. Próximo ou longe, o fim chega. Dilacera, alivia, muda. Na dança cósmica das coisas, na vontade de viver, de sentir, de mover. Pouco importa se é beijo ou é espinho, se é dor ou carinho: apenas é preciso mover. É preciso morrer. Transmutar. E recomeçar. Começo, fim, start, end, début, fin. The end.”
Classificação Indicativa: 12 anos
Tudo Eu
Elirone Rosa, Fernando Sá, Ione Maria
Videoclipe, Cor, MOV H264, 5’53”, SP, 2022
Sinopse: Tudo Eu, ilustra algumas reflexões sobre fragilidade emocional de um  homem preto. Mfalme (Amiri), que ainda está digerindo o término de seu relacionamento com Layla (Mel Duarte), tenta esconder de seu amigo Aden (Barroso) como realmente se sente enquanto tem memórias e devaneios sobre a história afeto que viveu.
Classificação Indicativa: Livre
Vestida Ou Nua
Seu Costume Acústico – Gabriel Nandes part. Bruno Gadiol (2018), Caso Com Você – Cammie (2019), Libaax Sessions (2020), Vestida Ou Nua (2021) 
Videoclipe, Cor, MOV H264, 7’30”, SP, 2021
Sinopse: O videoclipe curta metragem aborda o machismo dentro do sistema judiciário. Um caso envolvendo abusos diversos à uma mulher é julgado de maneira enviesada, absolvendo o acusado. Depois de ser injustiçada, ela precisa se refazer e buscar força de novo para seguir a vida.
Classificação Indicativa: Livre