De janeiro a fevereiro, balneários do litoral do Espírito Santo receberão as sessões da versão itinerante do 24º Festival de Cinema de Vitória. Na telona, o público de todas as idades irá assistir ao melhor do cinema brasileiro em filmes de curta e de longa-metragem 

 

Aliar o turismo ao lazer cultural e valorizar as belezas do litoral capixaba fazem parte dos objetivos do 24º Festival de Cinema de Vitória Itinerante – iniciativa que tem patrocínio do Ministério da Cultura, através da lei de incentivo à cultura, do Governo Federal e da Petrobras e percorrerá balneários litorâneos do Espírito Santo com uma programação gratuita de filmes para todas as idades. Cinco municípios localizados de norte a sul do estado receberão as exibições deste circuito de cinema ao ar livre. No próximo dia 05 de janeiro, o Pontal do Ipiranga, em Linhares, recebe a primeira exibição. Na telona, o longa-metragem “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, ficção que tem como protagonista a atriz Maria Ribeiro no papel de Rosa, uma mulher de 38 anos imersa em conflitos pessoais e geracionais. O 24º Festival de Cinema de Vitória Itinerante segue até o início de fevereiro e ainda passará pelos municípios de Aracruz, Anchieta, São Mateus e Vitória.

 

Em cada uma das localidades atendidas pela rota é recriada uma verdadeira sala de cinema com equipamentos de projeção e de som adequados, cadeiras para os espectadores e até um tapete vermelho. Alguns desses lugares não dispõem de cinema, o que torna o projeto um instrumento de democratização ao audiovisual brasileiro. O 24º Festival de Cinema de Vitória é uma iniciativa que contribui com a formação de plateia e promove o lazer cultural comunitário, é uma forma afetuosa e descompromissada de aproximar o cinema nacional do público de moradores e turistas.

 

As sessões do Festival de Cinema de Vitória Itinerante são eventos culturais acessíveis a uma faixa etária ampla e que são vivenciados por toda a comunidade. Para contemplar os pequenos espectadores, a itinerância também exibirá uma seleção de curtas-metragens de classificação livre. O encerramento desse circuito será em Vitória, no dia 02 de fevereiro, com a exibição de quatro episódios da série de animação “Irmão do Jorel”, de Juliano Enrico.

 

Sobre os filmes do circuito

 

Sucesso de crítica, “Como Nossos Pais” (imagem acima) é escrito e dirigido por Laís Bodanzky (“Bicho de Sete Cabeças”) e estrelado por Maria Ribeiro e Paulo Vilhena. Esse longa teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Berlim e foi premiado nas categorias Melhor Interpretação (Clarisse Abujamra), Melhor Direção e Melhor Filme (Júri Popular) no 24º Festival de Cinema de Vitória. Na trama dessa ficção, é explorado o embate de gerações que serve de pano de fundo para a abordagem de temas complexos, como a mortalidade, o feminismo e o papel da tecnologia nos relacionamentos atuais.

 

O Festival de Cinema de Vitória Itinerante também garantirá a diversão do público infanto-juvenil com a exibição de seis curtas-metragens que fizeram parte das últimas edições do Festivalzinho de Cinema. São eles as animações “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato e “Victor”, de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; e as ficções “Braços Abertos”, de Monique Lima; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva e “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos.

 

A última sessão do circuito exibirá quatro episódios da segunda temporada da série “Irmão do Jorel”. Criado e dirigido por Juliano Enrico, esse desenho animado é uma co-produção da Cartoon Network Brasil e Copa Studio que estreou em 2014. A série apresenta situações em que sempre acontecem confusões, algumas bem sérias e outras nem tanto, todas bem típicas de um ambiente familiar brasileiro da década de 1980, em meio a aventuras surreais e sem-sentido, sempre a partir da perspectiva do Irmão do Jorel.

 

O 24° Festival de Cinema de Vitória Itinerante é uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte e conta com o apoio da Rede Gazeta, ArcelorMittal Tubarão, da Caixa Econômica Federal e das Prefeituras locais.

 

SERVIÇO
24° Festival de Cinema de Vitória Itinerante
De 05 de janeiro a 02 de fevereiro de 2018
Locais: Linhares, Aracruz, Anchieta, São Mateus e Vitória.
Filmes: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos; e série “Irmão do Jorel”, de Juliano Enrico – episódios “Em Busca da Liberdade”, “Elefante de Porcelana”, “Dormindo, Acordado, Dormindo” e “Eject Especial”.

 

IMPORTANTE: todas as sessões são gratuitas e têm início às 19 horas!

 

05 de janeiro de 2018 – Pontal do Ipiranga – Linhares

Local: Praça Central

Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky

 

06 de janeiro de 2018 – Pontal do Ipiranga – Linhares
Local: Praça Central
Filmes: “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos. Classificação: livre

 

12 de janeiro de 2018 – Santa Cruz – Aracruz
Local: Rua Piraqueaçu (próximo ao Restaurante Mocambo)
Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky

 

13 de janeiro de 2018 – Santa Cruz – Aracruz
Local: Rua Piraqueaçu (próximo ao Restaurante Mocambo)
Filmes: “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos. Classificação: livre

 

19 de janeiro de 2018 – Iriri – Anchieta
Local: Praia Costa Azul
Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky

 

20 de janeiro de 2018 – Iriri – Anchieta
Local: Praia Costa Azul
Filmes: “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos. Classificação: livre

 

26 de janeiro – Guriri – São Mateus
Local: Praça de Guriri – Avenida Oceano Atlântico
Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky

 

27 de janeiro – Guriri – São Mateus
Local: Praça de Guriri – Avenida Oceano Atlântico
Filmes: “O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria; “Luiz”, de Alexandre Estevanato; “Braços Abertos”, de Monique Lima; “Victor”, de Darcy Alcantatra, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara; “A Piscina de Caíque”, de Gustavo da Silva; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos. Classificação: livre

 

02 de fevereiro de 2018 – Ufes – Vitória
Local: Estacionamento do Cine Metrópolis – Ufes / Campus Goiabeiras
Filme: Episódios da série “Irmão do Jorel”

 

FILMES DA PROGRAMAÇÃO

“Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky (Ficção, 102 minutos, 2017, SP / Classificação: 14 anos) Sinopse: Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas as suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que, em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

 

“O Projeto do Meu Pai”, de Rosaria (Animação, 6 minutos, ES, 2016 / Classificação: livre)

Sinopse: eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.

 

“Luiz”, de Alexandre Estevanato (Animação, 16 minutos, SP, 2017 / Classificação: livre)

Sinopse: Luiz é uma daquelas doces crianças que têm olhos de ver. Vê pureza, vê bondade, vê o mundo com inocência, vê até um amigo imaginário! Junte-se a eles nesta delicada aventura e descubra o que há de bom na vida. E você, tem olhos de criança?

 

“Braços Abertos”, de Monique Lima (Ficção, 9 minutos, RJ, 2017 / Classificação: livre).

Sinopse: Marquinhos um menino com Síndrome de Down, sempre sufocado pela sua mãe, nunca teve vontade de sorrir, sua vida é chata. Ele gosta de ficar sempre sozinho. Num dia indo ao novo terapeuta, Marquinhos vê um dançarino de rua e se encanta. Sua mãe o reprime, por zelo e o afasta do dançarino, impaciente, Marquinhos foge de casa enquanto sua mãe está dormindo. Nessa fuga, Marquinhos é levado a um mundo de liberdade e magia após reencontrar o dançarino, que o ajudará a viver uma vida normal e feliz.

 

“Victor”, de Darcy Alcantara, Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara (Animação, 1 minuto, ES, 2016 / Classificação: livre)

Sinopse: os pingos da chuva parecem não incomodar um estranho homem e seu surrão quando atravessam na madrugada a fachada de um cemitério na alameda mal iluminada. Enquanto o carro policial ronda a esquina, o misterioso sujeito, cuja face permanece oculta na névoa densa, aperta o passo até chegar num pequeno cômodo onde dedica o restante da madrugada ao seu enigmático projeto.

 

“A Piscina de Caíque”, de Raphael Gustavo da Silva (Ficção, 15 minutos, GO, 2017 / Classificação: livre).

Sinopse: sonhando em ter uma piscina, Caíque e seu amigo inseparável se divertem escorregando no chão molhado e ensaboado da área de serviço. Por causa do desperdício de água, Caíque acaba criando problemas com sua mãe.

 

“Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos (Ficção, 15 minutos, RJ, 2015 / Classificação: livre)

Sinopse: se não fosse pelo almoço gratuito na escola pública, os irmãos Joalisson, Joedson e Jowilson iriam ficar de barriga vazia o dia inteiro. A mãe dos meninos, que é solteira e está desempregada, tem dificuldade até mesmo para colocar comida em casa, mas não quer que os vizinhos saibam de seus problemas financeiros. Por isso, toda tarde, ela obriga as crianças a ir para a janela da frente e fingir que estão mastigando. A vizinhança toda acredita. Até quando essa farsa vai se sustentar?

 

“Irmão do Jorel”, de Juliano Enrico (Animação, 45 minutos, RJ-SP-ES / Classificação: Livre)

Sinopse: o cotidiano de uma família excêntrica e extravagante da década de 1980. Jorel é o filho do meio, com o cabelo sedoso e bem liso e uma maneira doce e atraente para ganhar meninas, que faz dele o cara mais popular da cidade. No entanto, o show não gira em torno dele, mas em torno de seu irmão mais novo, um garoto tímido e sem nome e sempre chamado de “Irmão do Jorel”. Sendo quase sempre ofuscado pela fama e popularidade de seu irmão mais velho, Irmão do Jorel tenta ganhar sua própria identidade e ser alguém importante da família.

Episódios que serão exibidos:

-Em Busca da Felicidade (2017) / Sinopse: Irmão do Jorel viaja de carro pela estrada com as suas avós enquanto estão sendo perseguidos pela polícia e isso pode ser bem perigoso.

-Elefante de Porcelana (2017) / Sinopse: durante o trabalho em dupla da escola que a Professora Adelaide pediu no feriado, Lara faz uma grande revelação que choca Irmão do Jorel.

-Dormindo, Acordado, Dormindo (2017) / Sinopse: enquanto tenta assistir ao momento exato em que a noite vira dia, Irmão do Jorel não sabe mais se está acordado dormindo ou dormindo acordado.

-Eject Especial (2017) / Sinopse: para tirar sua tristeza, Irmão do Jorel quer gravar o último episódio da sua série favorita “Microwave Warriors”, mas para tirar uma fita que estava no videocassete do aparelho de DVD da Vovó Gigi, é preciso apertar o botão “Eject”, mas quando o botão não funciona, Irmão do Jorel aperta o botão Eject Especial e tudo que foi gravado na fita, acaba sendo transportado para a realidade.