{"id":72629,"date":"2026-07-23T12:29:00","date_gmt":"2026-07-23T15:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=72629"},"modified":"2026-07-24T10:33:46","modified_gmt":"2026-07-24T13:33:46","slug":"10a-mostra-nacional-de-videoclipes-apresenta-diversidade-musical-e-potencia-audiovisual-em-sessao-na-sala-marien-calixte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/23\/10a-mostra-nacional-de-videoclipes-apresenta-diversidade-musical-e-potencia-audiovisual-em-sessao-na-sala-marien-calixte\/","title":{"rendered":"10\u00aa Mostra Nacional de Videoclipes apresenta diversidade musical e pot\u00eancia audiovisual"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O encontro entre m\u00fasica e imagem ganhou destaque na <strong>10\u00aa Mostra Nacional de Videoclipes<\/strong>, realizada na Sala Marien Calixte, no 3\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria, dentro da programa\u00e7\u00e3o do 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria que conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sess\u00e3o reafirmou o evento como um dos poucos no circuito audiovisual brasileiro a dedicar uma janela competitiva exclusiva para videoclipes, consolidando-se como um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o e fomento da produ\u00e7\u00e3o musical e audiovisual nacional. Com a sala lotada, a mostra exibiu 20 produ\u00e7\u00f5es, com forte presen\u00e7a capixaba, revelando a pot\u00eancia criativa e a pluralidade da linguagem videocl\u00edptica brasileira. O apresentador da sess\u00e3o, ator e diretor Alexandre Barilari, celebrou sua trajet\u00f3ria no festival e anunciou uma novidade desta edi\u00e7\u00e3o: o videoclipe vencedor pelo j\u00fari t\u00e9cnico ser\u00e1 contemplado com o Pr\u00eamio Stone Milk de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, equivalente a R$ 5 mil em servi\u00e7os de finaliza\u00e7\u00e3o, um incentivo significativo para os realizadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram exibidos os videoclipes: <em>At\u00e9<\/em> (de Victorhugo Amorim; Taciano Faccini E Gabrielle Nalli. Artista: Ronnie Silveira; ES); <em>Hist\u00f3rias Perif\u00e9ricas<\/em> (de Luan Allen. Artista: Priscila Neres; SE), <em>Vida Que Segue<\/em> (de Jo\u00e3o Wainer. Artista: Dexter; SP); <em>Epopeia de uma Vida Feliz<\/em> (de Douglas Barros; Artista: Luno Torres; SE), <em>Coco do Recado<\/em> (de Clara Campos E Bianca Bomfim; Artista: Christine Valen\u00e7a &amp; Caetana; PE\/RJ\/BA), <em>A Posse \u00e9 um Fato<\/em> (de Murilo Mun\u00ec\u00ed; Mar Fagundes. Artista: Murilo Mun\u00ec\u00ed; RS); <em>Quase Te Esqueci<\/em> (de Raquel Pinheiro. Artista: Julia Branco; MG); <em>Fino Prazer<\/em> (de Tati Rabelo. Artista: Elo\u00e1 Puri; ES), <em>Astro Rei<\/em> (de Gabriel Uchida; Talita Gusm\u00e3o. Artista: Gabri\u00ea; RO), <em>Planeta Marte<\/em> (de Jo\u00e3o Vitor Linhares; Z\u00e9ca Vieira. Artista: Cesar Soares ; RJ), <em>Filtro<\/em> (de Rayan Casagrande; Vinicius Caus. Artista: Inseton; ES), <em>Monalisa<\/em> (de Lucas S\u00e1. Artista: Frimes; MA), <em>Paladar <\/em>(de Andr\u00e9 Castro Neto. Sthel\u00f4. Artista: Sthel\u00f4; BA), <em>Heran\u00e7a<\/em> (de Keila-Sankofa. Artista: Keila-Sankofa; AM), <em>Cana Queimada de Desejos<\/em> (de Ricardo S\u00e9kula; S\u00e1vio Sabi\u00e1. Artista: S\u00e1vio Sabi\u00e1; PE), <em>Telaviva<\/em> (de Rafael Sandim. Artista: Nobat; ES), <em>Dist\u00e2ncia<\/em> (de Daniel Bones. Artista: Laika no Espa\u00e7o; ES), <em>A Presa<\/em> (de Tommy Bellone; Julio Camelo. Artista: Big River; ES), <em>T\u00f4 Ligando Pra Nada<\/em> (de Enzo Rodrigues. Artista: Jessica Roberts; ES) e <em>sozinho numa bike pra 2<\/em> (de Carlo De C\u00e1sula. Artista: cas\u00fc; ES).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/galeria-de-imagens\/\">CLIQUE E CONFIRA A COBERTURA FOTOGR\u00c1FICA DO 33\u00ba FESTIVAL DE CINEMA DE VIT\u00d3RIA<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns dos diretores estiveram presentes nas sess\u00f5es. Vitor Hugo Amorim, diretor de <em>At\u00e9<\/em>, explicou que o clipe, uma cria\u00e7\u00e3o coletiva, nasceu do desejo do cantor de poetizar sua transi\u00e7\u00e3o da advocacia para a carreira art\u00edstica. Com refer\u00eancias ao surrealismo na pintura e na literatura, o filme foi rodado em mais de cinco loca\u00e7\u00f5es, incluindo mangue, piscina e o alto de uma montanha. \u201cA gente traz refer\u00eancias do surrealismo, tanto na pintura quanto na literatura, e fazendo esse filme maluco. Foram mais de cinco loca\u00e7\u00f5es: no mangue, em piscina, no alto da montanha a gente subindo com uma caminhonetezinha e, um monte de espelho, mas foi muito prazeroso fazer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Douglas Barros, diretor de <em>Epopeia de Uma Vida Feliz<\/em>, descreveu seu clipe como uma tentativa de passar a leveza do amor cotidiano. \u201cEu sou baiano, mas eu estou morando em Sergipe j\u00e1 tem uns 10 anos. E foi l\u00e1 que a gente encontrou o Luno Torres, que \u00e9 o m\u00fasico, o compositor da m\u00fasica. E foi um encontro muito bom, porque o Luno tem um estilo musical meio psicod\u00e9lico, meio surrealista. E essa m\u00fasica que ele fez foge um pouco disso. Ele disse que queria fazer uma m\u00fasica sobre amor, uma m\u00fasica leve sobre amor, mas que ainda tivesse uma pitada de surrealismo. A m\u00fasica fala sobre esses amores do nosso cotidiano, essas coisas simples que acontecem, mas que justamente por serem simples e \u00fanicas de cada um, se tornam extraordin\u00e1rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar Fagundes, diretor de <em>A Posse \u00e9 um Fato<\/em>, falou sobre o trabalho colaborativo do projeto. \u201c\u00c9 um clipe coletivo de uma luta coletiva por retomada de territ\u00f3rio e moradia. Todas as pessoas que participaram da produ\u00e7\u00e3o eram ocupantes que moravam nesses territ\u00f3rios. \u00c9 um trabalho realmente impressionante pelas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de vida de todo mundo, mas que tamb\u00e9m era algo que todo mundo acreditava muito, porque contava muito da nossa hist\u00f3ria, porque a gente fazia parte desse coletivo j\u00e1 h\u00e1 muitos. Eu queria s\u00f3 fazer um pedido que \u00e9: nem casa sem gente, nem gente sem casa. Esse clipe \u00e9 uma luta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ryan Casagrande, diretor de <em>Filtro<\/em>, destacou a parceria com a banda Inseton. &#8220;A m\u00fasica s\u00f3 existe por causa do clipe e o clipe s\u00f3 existe por causa da m\u00fasica. Foi a primeira vez que me senti parte de um projeto musical do zero.&#8221; A obra faz uma cr\u00edtica \u00e0 necessidade de se encaixar em padr\u00f5es, representada por um personagem de papel que vai se transformando ao longo da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00e9 Castro Neto, diretor de <em>Paladar<\/em>, destacou a parceria com a diretora de arte Joelma Silva, tamb\u00e9m presente na sess\u00e3o, e contou que, para produzir o clipe, optou-se por fugir de um &#8220;set ca\u00f3tico&#8221; tendo como loca\u00e7\u00e3o a paradis\u00edaca praia de Corumbau, no extremo sul da Bahia, com uma pegada sci-fi e improviso. &#8220;A gente foi pra l\u00e1 e teve essa ideia de improvisar algo que a gente se sentisse pertencente, que fizesse essa reflex\u00e3o, inclusive, de algo de outro mundo, pra realmente fugir daquela realidade\u201d.&nbsp; Nobat, artista do clipe <em>Telaviva<\/em>, explicou a met\u00e1fora do clipe: um desktop gigante dos anos 1990 que aprisiona o personagem em meio a paisagens exuberantes de Vit\u00f3ria. \u201c\u00c9 uma cr\u00edtica ao aprisionamento que a gente vive das telas, que mediam nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo.\u201d A produtora Ana Pio complementou: \u201cFoi gravado com or\u00e7amento zero, uma c\u00e2mera e um sonho. A gente ia com o bebezinho e realizamos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daniel Bones, diretor de Dist\u00e2ncia, falou sobre a proposta do clipe. \u201c Dist\u00e2ncia \u00e9 um clipe que fala sobre quando o relacionamento de algu\u00e9m est\u00e1 com ar, est\u00e1 acontecendo, mas n\u00e3o tem aquele amor realmente acontecendo. Uns chamam isso de liberdade, outros chamam isso de toxicidade, outros chamam isso de \u2018acabou\u2019. Mas depende de como voc\u00ea analisa e como voc\u00ea vai analisar no clipe, voc\u00ea decide a maneira que voc\u00ea vai achar sobre isso\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tommy Bellone, co-diretor de <em>A Presa<\/em>, falou sobre a proposta narrativa do clipe. \u201cRodamos o clipe em S\u00e3o Mateus. Porque tem um cen\u00e1rio que condiz muito com a est\u00e9tica da pr\u00f3pria banda, que \u00e9 meio que um velho oeste brasileiro, meio sert\u00e3o tamb\u00e9m\u201d. O outro co-diretor, Julio Camelo, complementou: \u201cA Presa \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que conduz muito como Big River, essa banda que a gente tenta fazer um folclore sertanejo brasileiro, uma esp\u00e9cie de faroeste do Brasil. O clipe foi feito a v\u00e1rias m\u00e3os, a corte de fac\u00e3o. A gente foi sem glamour nenhum no carro, todo mundo junto, com todos os equipamentos amontoados um em cima do outro. Foram dois dias de filmagem, sem nenhum or\u00e7amento tamb\u00e9m e com muita vontade de ser feliz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jessica Roberts, artista e co-diretora de <em>T\u00f4 Ligado Pra Nada<\/em>, emocionou a plateia ao relatar que quase desistiu da m\u00fasica ap\u00f3s perder uma prima e ver o pai adoecer. \u201cEssa galera n\u00e3o deixou. Fizeram de tudo, desde cenografia at\u00e9 roteiro. Eu t\u00f4 aqui como artista para agradecer.\u201d&nbsp; Outro co-diretor do clipe, Enzo Rodrigues finalizou. \u201c\u00c9 uma obra que real\u00e7a a presen\u00e7a, a magnetizante, a for\u00e7a que a Jessica como artista tem. No clipe, a gente tentou pautar o dispositivo, a forma, como um objeto tamb\u00e9m inerentemente narrativo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da <strong>TV Gazeta<\/strong>, da <strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong> Canal Brasil<\/strong>, do <strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da <strong>Stone Milk<\/strong>, da <strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da <strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong> e do <strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da <strong>Vol Service<\/strong> e a parceria do <strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encontro entre m\u00fasica e imagem ganhou destaque na 10\u00aa Mostra Nacional de Videoclipes, realizada na Sala Marien Calixte, no 3\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria, dentro da programa\u00e7\u00e3o do 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria que conta com o patroc\u00ednio da Petrobras e da Vale e com o copatroc\u00ednio do Banestes, atrav\u00e9s da Lei Rouanet. 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