{"id":72540,"date":"2026-07-22T19:26:00","date_gmt":"2026-07-22T22:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=72540"},"modified":"2026-07-23T10:44:04","modified_gmt":"2026-07-23T13:44:04","slug":"11a-mostra-cinema-e-negritude-ocupa-a-sala-marien-calixte-com-filmes-sobre-masculinidades-negras-e-afeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/22\/11a-mostra-cinema-e-negritude-ocupa-a-sala-marien-calixte-com-filmes-sobre-masculinidades-negras-e-afeto\/","title":{"rendered":"11\u00aa Mostra Cinema e Negritude ocupa a Sala Marien Calixte com filmes sobre masculinidades negras e afeto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pluralidade do cinema negro foi destaque da <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/21\/oficina-mostras-sobre-negritude-experimentalismo-e-longa-paraibano-no-quarto-dia-do-33o-fcv\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/21\/oficina-mostras-sobre-negritude-experimentalismo-e-longa-paraibano-no-quarto-dia-do-33o-fcv\/\">11\u00aa Mostra Cinema e Negritude<\/a><\/strong>, que aconteceu na ter\u00e7a-feira (21), na Sala Marien Calixte, 3\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria, dentro do <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/sobre-o-festival\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/sobre-o-festival\/\">33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a><\/strong>, que conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sess\u00e3o foi apresentada pela jornalista Daniela Carla e exibiu cinco curtas-metragens que colocam em cena diferentes facetas da experi\u00eancia negra, abordando afetos, paternidade, ancestralidade e identidade . A programa\u00e7\u00e3o contou com os filmes <em>FA\u00c7A UMA POSE<\/em>, de Alek Lean; <em>Encantos para Omo e Iy\u00e1<\/em>, de Antonio Balbino; <em>\u00c0s Compras<\/em>, de Luiz Guilherme Assis; <em>O Pai da Rainha de Angola<\/em>, de Rodrigo Fran\u00e7a; e <em>Dentro do meu peito mora um c\u00e3o<\/em>, de Gabriel Afonso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/galeria-de-imagens\/\">CLIQUE E CONFIRA A COBERTURA FOTOGR\u00c1FICA DO 33\u00ba FESTIVAL DE CINEMA DE VIT\u00d3RIA<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O curta experimental carioca <em>FA\u00c7A UMA POSE<\/em> abriu a sess\u00e3o com uma proposta que desafia os limites entre o corpo, a arte e o olhar do outro. Em apenas cinco minutos, o filme convida o espectador a refletir sobre as possibilidades de exist\u00eancia e representa\u00e7\u00e3o do corpo negro na cena audiovisual. O segundo curta foi <em>Encantos para Omo e Iy\u00e1<\/em>, &nbsp;fic\u00e7\u00e3o do Distrito Federal que aborda a ancestralidade como elemento central da forma\u00e7\u00e3o familiar e acompanha a ida de tr\u00eas personagens a um local sagrado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/11a-Mostra-Cinema-e-Negritude_Fotos_Melina-Furlan-e-Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao-IBCA_12-Copy-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72355\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/11a-Mostra-Cinema-e-Negritude_Fotos_Melina-Furlan-e-Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao-IBCA_12-Copy-980x653.jpg 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/11a-Mostra-Cinema-e-Negritude_Fotos_Melina-Furlan-e-Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao-IBCA_12-Copy-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O diretor Luiz Guilherme Assis, do curta \u00c0s Compras, na sess\u00e3o da 11\u00aa Mostra Cinema e Negritude. Foto: Melina Furlan\/ Acervo Galp\u00e3o IBCA<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sequ\u00eancia foi exibido a&nbsp; fic\u00e7\u00e3o carioca <em>\u00c0s Compras <\/em>acompanha a rotina de uma m\u00e3e que leva seu filho ao mercado. O filme aborda as sutilezas das rela\u00e7\u00f5es familiares e a constru\u00e7\u00e3o da identidade infantil a partir do olhar paterno, revelando como pequenos gestos do cotidiano carregam significados profundos. Presente na sess\u00e3o, o diretor Luiz Guilherme Assis celebrou a curadoria do festival por reunir hist\u00f3rias negras que fogem do estere\u00f3tipo esperado e apresenta seu filme como uma obra que, embora aborde as mazelas do povo negro, \u00e9 fundamentalmente sobre esperan\u00e7a. \u201cAcho muito importante a gente tamb\u00e9m poder contar essas hist\u00f3rias, porque s\u00f3 a gente pode contar essas hist\u00f3rias. A gente fala que o cinema t\u00e1 muito batido, t\u00e1 muito repetitivo, as hist\u00f3rias s\u00e3o muito iguais. Mas tem muitas hist\u00f3rias sendo contadas ainda, a gente n\u00e3o pode ter medo de contar nossas hist\u00f3rias, porque elas precisam ser ouvidas, precisam ser vistas, precisam ser conhecidas, porque as pessoas n\u00e3o conhecem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra fic\u00e7\u00e3o da mostra foi o curta paulista <em>O Pai da Rainha de Angola<\/em>. O filme narra a hist\u00f3ria de Ravi, um homem negro que decide adotar Thelminha, uma menina negra de sete anos. Durante o processo de adapta\u00e7\u00e3o entre pai e filha, Ravi compartilha fragmentos de sua trajet\u00f3ria, revelando afetos, mem\u00f3rias e aprendizados. Em resposta, a menina tamb\u00e9m se revela, apresentando ao pai sua verdadeira identidade: Zuri, a rainha de Angola. O filme prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sens\u00edvel sobre paternidade solo e o papel fundamental do resgate das ancestralidades afrodescendentes na forma\u00e7\u00e3o e no fortalecimento da identidade de crian\u00e7as negras. O filme marca a estreia de Dandara Arcebispo, nova revela\u00e7\u00e3o mirim da teledramaturgia brasileira. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-01-2-Copy-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72541\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-01-2-Copy-1-980x653.jpg 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-01-2-Copy-1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O diretor Gabriel Afonso, de Dentro do meu peito mora um c\u00e3o, na 11\u00aa Mostra Cinema e Negritude. Foto: Melina Furlan\/ Acervo Galp\u00e3o IBCA<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fechando a mostra, a fic\u00e7\u00e3o mineira <em>Dentro do meu peito mora um c\u00e3o <\/em>acompanha Josu\u00e9, jovem que n\u00e3o consegue dormir em uma cidade explorada pela minera\u00e7\u00e3o. Cercado por montanhas, medos e frustra\u00e7\u00f5es, ele reflete incessantemente sobre os desafios do in\u00edcio da vida adulta. O diretor Gabriel Afonso, que tamb\u00e9m assina o roteiro e protagoniza o curta, estava presente na sess\u00e3o e apontou que o filme traz uma dimens\u00e3o autobiogr\u00e1fica. \u201cVenho de Nova Lima, Minas Gerais, que \u00e9 uma cidade que \u00e9 muito impactada pela minera\u00e7\u00e3o e isso, de certa forma, atravessa tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do filme. Mas, prioritariamente, eu acho que o filme fala muito sobre a ang\u00fastia de ser um corpo preto, jovem, numa cidade que n\u00e3o oferece muito recurso para voc\u00ea sonhar, para voc\u00ea imaginar, para al\u00e9m do que j\u00e1 foi preconcebido para voc\u00ea. Estou muito feliz de estar aqui, minha primeira vez no festival, meu primeiro filme de fic\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m tem sido um ano de primeiras vezes muito especiais. Espero que voc\u00eas gostem e que, de alguma maneira, a mensagem chegue para cada um de voc\u00eas, gente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da <strong>TV Gazeta<\/strong>, da <strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong> Canal Brasil<\/strong>, do <strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da <strong>Stone Milk<\/strong>, da <strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da <strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong> e do <strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da <strong>Vol Service<\/strong> e a parceria do <strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pluralidade do cinema negro foi destaque da 11\u00aa Mostra Cinema e Negritude, que aconteceu na ter\u00e7a-feira (21), na Sala Marien Calixte, 3\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria, dentro do 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria, que conta com o patroc\u00ednio da Petrobras e da Vale e com o copatroc\u00ednio do Banestes, atrav\u00e9s da Lei Rouanet. 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