{"id":72316,"date":"2026-07-22T13:18:00","date_gmt":"2026-07-22T16:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=72316"},"modified":"2026-07-22T20:31:07","modified_gmt":"2026-07-22T23:31:07","slug":"13a-mostra-outros-olhares-reune-cinco-curtas-sobre-trabalho-fe-politica-memoria-e-afeto-na-sala-carie-lindenberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/22\/13a-mostra-outros-olhares-reune-cinco-curtas-sobre-trabalho-fe-politica-memoria-e-afeto-na-sala-carie-lindenberg\/","title":{"rendered":"13\u00aa Mostra Outros Olhares re\u00fane cinco curtas sobre trabalho, f\u00e9, pol\u00edtica, mem\u00f3ria e afeto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tarde da ter\u00e7a-feira (21) no <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\">33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a><\/strong> foi marcada pela diversidade de olhares e territ\u00f3rios na <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/14\/13o-mostra-outros-olhares-revela-o-brasil-profundo-em-sessao-no-33o-festival-de-cinema-de-vitoria\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/14\/13o-mostra-outros-olhares-revela-o-brasil-profundo-em-sessao-no-33o-festival-de-cinema-de-vitoria\/\">13\u00aa Mostra Outros Olhares<\/a><\/strong>, realizada na Sala Cari\u00ea Lindenberg, 2\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria. A programa\u00e7\u00e3o contou com os filmes <em>Gr\u00e3o<\/em>, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa; <em>Os Arcos Dourados de Olinda<\/em>, de Douglas Henrique; <em>Caldeir\u00e3o<\/em>, de Bruno Fernandes; <em>Conflu\u00eancia dos Olhos D&#8217;\u00c1gua<\/em>, de Keila-Sankofa; e <em>Elo\u00edsa Joga<\/em>, de Yuri Rodrigues e Ta\u00eds Melo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filme que abriu a sess\u00e3o, <em>Gr\u00e3o<\/em> acompanha Leandro, um jovem que vive informalmente recolhendo a soja extraviada durante o transporte no Porto de Rio Grande, no extremo sul do Brasil. Quando a crise econ\u00f4mica p\u00f5e em risco seu sustento, ele vaga com seu carro com o som no m\u00e1ximo. Noite adentro, parte em busca de companhia, mas nada sai como esperado. O curta, gravado em preto e branco, \u00e9 o terceiro filme produzido pela dupla de diretores formada por ex-alunos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e j\u00e1 conquistou o Pr\u00eamio Canal Brasil de Curtas na 29\u00aa Mostra de Cinema de Tiradentes e o Grande Pr\u00eamio do 35\u00ba Curta Cinema, no Rio de Janeiro. Esta \u00faltima conquista qualifica o filme para concorrer a uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar 2027. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/13a-Mostra-Outros-Olhares_Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao_IBCA_0438-Copy-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72292\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/13a-Mostra-Outros-Olhares_Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao_IBCA_0438-Copy-980x654.jpg 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/13a-Mostra-Outros-Olhares_Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao_IBCA_0438-Copy-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O <em>corroteirista Arnon Hochman apresentando o doc Os Arcos Dourados de Olinda. Foto: S\u00e9rgio Cardoso\/ Acervo Galp\u00e3o IBCA<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo curta da sess\u00e3o foi o document\u00e1rio pernambucano <em>Os Arcos Dourados de Olinda<\/em>, que resgata uma hist\u00f3ria quase m\u00edtica: o embate entre a primeira prefeita comunista do Brasil e a chegada do McDonald&#8217;s \u00e0 cidade de Olinda \u2014 que ficou conhecida como a primeira cidade do mundo a falir uma franquia da rede. Com um impressionante trabalho de arquivo, o filme percorre os bastidores da &#8220;Batalha de Olinda&#8221;, no in\u00edcio dos anos 2000, quando duas mulheres de campos pol\u00edticos opostos disputaram o comando da cidade. Presente na sess\u00e3o, o corroteirista do filme Arnon Hochman destacou que&nbsp; o filme n\u00e3o se compromete com a verdade factual, mas sim com a pot\u00eancia narrativa de uma hist\u00f3ria: \u201cO Douglas passou, mais ou menos, junto com outras pessoas da equipe, pesquisando uns cinco anos para encontrar todo esse material. Eu entrei no finalzinho, j\u00e1 na parte de tentar, atrav\u00e9s do roteiro, organizar um pouco isso. E \u00e9 sobre a hist\u00f3ria da primeira cidade do mundo a falir o McDonald&#8217;s, que \u00e9 o que Olinda diz que \u00e9. N\u00e3o \u00e9 necessariamente verdade, mas document\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 sobre verdade. Ent\u00e3o espero que voc\u00eas gostem. Estou muito feliz de estar aqui, com outros filmes maravilhosos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/galeria-de-imagens\/\">CLIQUE E CONFIRA A COBERTURA FOTOGR\u00c1FICA DO 33\u00ba FESTIVAL DE CINEMA DE VIT\u00d3RIA<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sequ\u00eancia, o p\u00fablico assistiu ao document\u00e1rio potiguar <em>Caldeir\u00e3o<\/em>, que traz \u00e0 tona a hist\u00f3ria da comunidade hom\u00f4nima, no sert\u00e3o do Cear\u00e1, liderada pelo beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o na d\u00e9cada de 1930. O curta investiga as mem\u00f3rias de um dos maiores movimentos messi\u00e2nicos do Brasil, que foi brutalmente reprimido pela for\u00e7a policial em 1936, num epis\u00f3dio que ficou conhecido como o &#8220;Massacre do Caldeir\u00e3o&#8221;. O filme revisita a mem\u00f3ria do Caldeir\u00e3o, uma hist\u00f3ria que muitos tentaram apagar, a partir do olhar dos descendentes e da paisagem do sert\u00e3o, que ainda guarda as marcas daquele epis\u00f3dio tr\u00e1gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois,<strong> <\/strong>o document\u00e1rio amazonense <em>Conflu\u00eancia dos Olhos D&#8217;\u00c1gua<\/em> parte de um processo colaborativo com o povo Pankararu, que vive h\u00e1 mais de oito d\u00e9cadas em bairros pr\u00f3ximos ao Rio Pinheiros, em S\u00e3o Paulo. A obra reposiciona o Rio Pinheiros como entidade viva para al\u00e9m de sua fun\u00e7\u00e3o urbana, articulando diferentes cosmologias e ativando o cinema como espa\u00e7o de rela\u00e7\u00e3o entre saberes ind\u00edgenas e afro-diasp\u00f3ricos, tendo a cuia como elemento ancestral comum. Presente na sess\u00e3o, Uilton Oliveira, da Corpo Fechado, distribuidora do filme, falou da emo\u00e7\u00e3o de participar do FCV.&nbsp; \u201cConfluente dos Olhos d&#8217;\u00c1gua \u00e9 um filme que nos convida a olhar as \u00e1guas, o territ\u00f3rio e as vidas que a cidade tenta apagar. O filme aproxima progresso e ancestralidade relacionando as \u00e1guas, o povo Pancaruru, a grilhagem urbana, o racismo ambiental e tamb\u00e9m a resist\u00eancia dos territ\u00f3rios negros e ind\u00edgenas. Ao reunir ancestralidade, mem\u00f3ria e resist\u00eancia, o document\u00e1rio mostra que mesmo soterradas pelo asfalto, essas hist\u00f3rias continuam vivas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fechando a mostra, o document\u00e1rio paulista <em>Elo\u00edsa Joga<\/em> acompanha a trajet\u00f3ria de uma jovem jogadora de futebol em um contexto de transforma\u00e7\u00e3o e descoberta. O filme aborda os afetos, os desafios e as tens\u00f5es da juventude contempor\u00e2nea a partir do universo esportivo . O curta retrata a juventude a partir do futebol como espa\u00e7o de afeto e de afirma\u00e7\u00e3o dando visibilidade a hist\u00f3rias que escapam dos estere\u00f3tipos tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da <strong>TV Gazeta<\/strong>, da <strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong> Canal Brasil<\/strong>, do <strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da <strong>Stone Milk<\/strong>, da <strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da <strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong> e do <strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da <strong>Vol Service<\/strong> e a parceria do <strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tarde da ter\u00e7a-feira (21) no 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria foi marcada pela diversidade de olhares e territ\u00f3rios na 13\u00aa Mostra Outros Olhares, realizada na Sala Cari\u00ea Lindenberg, 2\u00ba andar do Sesc Gl\u00f3ria. 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