{"id":72017,"date":"2026-07-21T14:18:50","date_gmt":"2026-07-21T17:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=72017"},"modified":"2026-07-21T14:18:53","modified_gmt":"2026-07-21T17:18:53","slug":"33o-fcv-coletiva-marca-lancamento-do-caderno-da-homenageada-de-camila-morgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/07\/21\/33o-fcv-coletiva-marca-lancamento-do-caderno-da-homenageada-de-camila-morgado\/","title":{"rendered":"33\u00ba FCV: Coletiva marca lan\u00e7amento do Caderno da Homenageada de Camila Morgado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;<\/strong>A gente n\u00e3o pode virar uma c\u00f3pia dos outros. A gente tem que falar sobre a nossa cultura, sobre o nosso territ\u00f3rio\u201d, afirma Camila Morgado, homenageada nacional do<strong> 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> (FCV), evento que conta com o o patroc\u00ednio da<strong> Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do<strong> Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de receber a homenagem do <strong>33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>, a atriz Camila Morgado atendeu a imprensa na <strong>Coletiva de Homenagem<\/strong> que marcou o lan\u00e7amento do <strong>Caderno da Homenageada<\/strong>, na tarde desta segunda-feira (20). O Sal\u00e3o Penedo, no Hotel Senac Ilha do Boi, reuniu jornalistas e admiradores da artista para uma conversa que abordou assuntos como sua evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica, os desafios da estereotipagem na ind\u00fastria audiovisual e a import\u00e2ncia social das personagens que interpreta. A media\u00e7\u00e3o da coletiva foi feita pelo jornalista Vitor B\u00farigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Emocionada, Camila Morgado falou das extensas entrevistas conduzidas pelos jornalistas Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos para a constru\u00e7\u00e3o do Caderno da Homenageada que funcionaram como um mergulho e revis\u00e3o de carreira. Segundo ela, esse processo serviu para afirmar o quanto o trabalho \u00e9 definidor de sua identidade pessoal. Publica\u00e7\u00e3o impressa que chega a sua 26\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o Caderno da Homenageada traz uma reportagem sobre a trajet\u00f3ria art\u00edstica da atriz no teatro, no cinema, na televis\u00e3o e no streaming, est\u00e1 ricamente ilustrado com imagens de seus principais trabalhos e re\u00fane depoimentos de personalidades a respeito da homenageada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Camila, foi&nbsp; um presente o convite para ser homenageada pelo 33\u00ba FCV. \u201cNa hora eu falei \u2018poxa, mas eu s\u00f3 tenho 51 anos e j\u00e1 vou ser homenageada\u2019. E a\u00ed depois caiu a ficha. Eu s\u00f3 me entendo pelo trabalho. Eu sou uma pessoa muito melhor trabalhando. E o trabalho pra mim \u00e9 fundamental. A minha vida inteira \u00e9 voltada para o trabalho. Eu estou agradecida, porque isso n\u00e3o acontece diariamente. \u00c9 muito lindo estar sendo homenageada, porque me fez revisitar de onde eu vim e como foi a minha luta para chegar at\u00e9 aqui, como eu insisti mesmo. E eu consegui, eu estou aqui hoje sendo homenageada, coisa que eu nem imaginava. Ent\u00e3o, \u00e9 um lugar que eu n\u00e3o sei direito como ocupar, que eu t\u00f4 aprendendo, mas \u00e9 um lugar que est\u00e1 me fazendo muito bem, estou muito feliz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela ressaltou a import\u00e2ncia do FCV. \u201cO Festival de Cinema de Vit\u00f3ria \u00e9 especial porque aqui voc\u00ea \u00e9 muito bem acolhido e se sente em casa. A equipe inteira \u00e9 afetuosa e amorosa, \u00e9 uma equipe que enaltece o cinema nacional e o cinema capixaba. A Lucia Caus \u00e9 uma grande admiradora das artes e do cinema. \u00c9 um festival que as pessoas se reconhecem. E muita gente teve o trabalho reconhecido aqui no festival, muita gente do Esp\u00edrito Santo e de fora j\u00e1 passou por aqui e teve o trabalho reconhecido aqui. Os festivais s\u00e3o muito importantes porque atrav\u00e9s deles as pessoas podem encontrar um distribuidor para o filme, podem fazer novas parcerias\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro trabalho audiovisual de Camila Morgado foi na miniss\u00e9rie A Casa das Sete Mulheres, na TV Globo, dirigido por Jayme Monjardim, trabalho que a projetou nacionalmente. Na sequ\u00eancia, com o mesmo diretor, ela protagonizou o filme Olga, seu primeiro trabalho no cinema. Ela falou do impacto dessas estreias. \u201cAquilo era muito grande para mim. E foi lindo porque tive uma equipe maravilhosa me dando as m\u00e3os, todo mundo me ajudando e, aos pouquinhos, eu fui dando conta daquele personagem. Quando terminei o trabalho, eu estava&nbsp; muito envolvida dramaticamente pela personagem. Eu ainda n\u00e3o tinha me dado conta desse liga e desliga do ator, que \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido. Eu era muito jovem e me emocionava muito com os personagens. Hoje tenho uma outra vis\u00e3o, porque a gente amadurece&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-38-Copy-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-72020\" srcset=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-38-Copy-980x653.jpg 980w, https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/CREDITOS_-Melina-Furlan-38-Copy-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olga foi um grande sucesso de p\u00fablico e gerou grande repercuss\u00e3o em sua carreira ao ponto de vincul\u00e1-la ao estere\u00f3tipo da personagem hero\u00edna revolucion\u00e1ria. \u201cQuando a Olga foi lan\u00e7ada, foi um neg\u00f3cio que eu n\u00e3o estava preparada psicologicamente falando, era muito, e eu n\u00e3o estava entendendo essa ind\u00fastria. E a\u00ed muita gente come\u00e7ou a me chamar para viver revolucion\u00e1rias, pessoas que choravam bem. Fui percebendo, pelos roteiros que chegavam, que eu estava ficando estereotipada, as pessoas estavam me enxergando nesse lugar. E a\u00ed volto ao teatro na minha vida como pensamento. Eu falei, \u2018sou uma atriz de teatro, n\u00e3o sou isso. Eu sou outras coisas e n\u00e3o posso ficar nesse lugar, porque n\u00e3o vai me fazer bem\u2019. Tive o privil\u00e9gio de trabalhar com pessoas muito boas no teatro. Fiz parte de uma companhia, t\u00ednhamos um repert\u00f3rio. Tive a sorte de estudar com o Antunes Filho. Passei pelas m\u00e3os da Mar\u00edlia Pera e trabalhei com o Jo\u00e3o Falc\u00e3o. Tive uma forma\u00e7\u00e3o um pouco grande&nbsp; que me deu um ch\u00e3o. Ent\u00e3o falei n\u00e3o e recusei algumas coisas, e foi um per\u00edodo at\u00e9 dif\u00edcil, porque quando voc\u00ea recusa as pessoas param de te chamar. Mas \u00e9 assim a vida, a gente tem que fazer nossas escolhas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda sobre o filme Olga<strong>, Camila <\/strong>&nbsp;destaca como esse tipo de produ\u00e7\u00e3o contribuiu para educar as novas gera\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria e enfatizou o papel social da arte. \u201cAcho que os personagens ensinam muita gente. Eu nunca imaginei que a Olga fosse se desdobrar desse jeito. Hoje, os professores passam o filme nas escolas. Tem muito adolescente que veio falar comigo porque me assistiu e sempre pergunta, \u2018voc\u00ea ficou careca mesmo?\u2019. Eu fico muito orgulhosa de saber que fiz um personagem que me ensinou a import\u00e2ncia do Estado democr\u00e1tico, o quanto a democracia \u00e9 o melhor lugar que a gente tem justamente para isso: para a fun\u00e7\u00e3o da arte, para criar di\u00e1logo, para trazer reflex\u00e3o e para trazer senso cr\u00edtico. A arte sem o social n\u00e3o existe. A fun\u00e7\u00e3o do artista \u00e9 social, por causa do senso cr\u00edtico, para a gente estabelecer ponte de di\u00e1logo, para a gente ficar melhor. E n\u00e3o tem que ter senso comum, tem que ter descenso. A arte \u00e9 o lugar onde a gente pode, onde \u00e9 permitido. Portanto a gente tem que enaltecer a arte. A arte \u00e9 fundamental para a nossa cultura, para a nossa autoralidade, para o nosso cinema independente. A gente n\u00e3o pode virar uma c\u00f3pia dos outros. A gente tem que falar sobre a nossa cultura, sobre o nosso territ\u00f3rio, sobre a nossa regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Camila o seu engajamento em projetos \u00e9 feito com base em hist\u00f3rias que ela acredita poder ajudar a contar, que s\u00e3o pertinentes e que a levar\u00e3o a explorar lugares ainda n\u00e3o tentados. \u201cEu me atraio por hist\u00f3rias que v\u00e3o me levar para algum lugar que eu ainda n\u00e3o tentei, hist\u00f3rias que eu acho pertinentes a serem contadas. \u00c0s vezes, coisas muito divertidas. Normalmente, eu vou pelo roteiro, mas tamb\u00e9m vou pela dire\u00e7\u00e3o, vou por um amigo. Eu dou mais valor ao que est\u00e1 sendo dito, se \u00e9 que eu posso contribuir com alguma coisa. Mas isso, sem comprometimentos, se vai ficar bom ou ruim, eu n\u00e3o fa\u00e7o ideia. Mas eu me atrevo. A arte \u00e9 sempre um salto, a gente n\u00e3o sabe se aquilo vai dar certo, mas a gente se joga\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> conta com o patroc\u00ednio da <strong>Petrobras<\/strong> e da <strong>Vale<\/strong> e com o copatroc\u00ednio do <strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da <strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da <strong>TV Gazeta<\/strong>, da <strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong> Canal Brasil<\/strong>, do <strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da <strong>Stone Milk<\/strong>, da <strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da <strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong> e do <strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da <strong>Vol Service<\/strong> e a parceria do <strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da <strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong> e do <strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong> \u2013 <strong>IBCA<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A gente n\u00e3o pode virar uma c\u00f3pia dos outros. 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