{"id":70878,"date":"2026-06-27T09:43:00","date_gmt":"2026-06-27T12:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=70878"},"modified":"2026-07-13T14:37:12","modified_gmt":"2026-07-13T17:37:12","slug":"documentario-a-pele-do-ouro-mergulha-nos-diarios-de-uma-migrante-venezuelana-no-garimpo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/06\/27\/documentario-a-pele-do-ouro-mergulha-nos-diarios-de-uma-migrante-venezuelana-no-garimpo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio \u201cA Pele do Ouro\u201d mergulha nos di\u00e1rios de uma migrante venezuelana no garimpo brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patri escreve, narra e atua em <em>A Pele do Ouro<\/em>, document\u00e1rio dirigido pelas cineastas <strong>Marcela Ulhoa<\/strong> e <strong>Yare Perdomo<\/strong>, que parte dos di\u00e1rios da protagonista para revisitar mem\u00f3rias marcadas pela inf\u00e2ncia na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amaz\u00f4nia brasileira. Nos cadernos que acumula ao longo do caminho, onde escreve e desenha o que vive, revela a condi\u00e7\u00e3o da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo \u00e9 revirado e explorado. Selecionado para a <strong>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/strong> do <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\">33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a><\/strong>, o filme ser\u00e1 exibido no dia 20 de julho de 2026, \u00e0s 19h, no Sesc Gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia de produzir A Pele do Ouro surgiu a partir de uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a constru\u00edda com Patri desde 2017. Na \u00e9poca, uma das diretoras, Marcela Ulhoa, cursava o mestrado em Letras na Universidade Federal de Roraima e atuava como volunt\u00e1ria em aulas de portugu\u00eas para migrantes venezuelanos em um projeto de extens\u00e3o. Patri foi uma de suas alunas e, certo dia, compartilhou seus escritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cadernos de Patri sempre tiveram uma pot\u00eancia narrativa muito marcante e despertaram o interesse de Marcela, que inclusive baseou sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado na an\u00e1lise desses textos. Ao longo dos anos, Patri expressava a vontade de alcan\u00e7ar mais pessoas com sua hist\u00f3ria, frequentemente mencionando o sonho de escrever um livro, projeto ainda em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2023, com a abertura do edital Paulo Gustavo em Boa Vista e a trajet\u00f3ria pr\u00e9via de Marcela no audiovisual, surgiu a ideia de transformar os escritos de Patri em um filme. &#8220;Patri acolheu a proposta com entusiasmo e, junto a uma equipe de cinema que j\u00e1 vinha trabalhando em outros projetos em Roraima, foi assim que o filme come\u00e7ou a ganhar forma&#8221;, contam as diretoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O filme foi, desde o in\u00edcio, constru\u00eddo de forma compartilhada com a Patri, junto a uma equipe que j\u00e1 trabalhava em parceria h\u00e1 anos em Roraima, baseada em rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a, afinidade e amizade, inclusive com ela. &#8220;O olhar da Patri foi central para a constru\u00e7\u00e3o da narrativa. Como o filme parte de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, ela esteve presente e contribuiu ativamente em todas as etapas do processo, ajudando a definir caminhos, refletindo sobre as imagens e compartilhando suas percep\u00e7\u00f5es. Essa troca constante tornou a cria\u00e7\u00e3o profundamente colaborativa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/A-Pele-do-Ouro-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-70880\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/A-Pele-do-Ouro-1-980x552.jpg 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/A-Pele-do-Ouro-1-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a filmagem tenha acontecido ao longo de uma semana, a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o foi extensa e bastante cuidadosa. Houve um trabalho minucioso de edi\u00e7\u00e3o do texto, decupagem imag\u00e9tica, sele\u00e7\u00e3o de arquivos pessoais da Patri, escolha de loca\u00e7\u00f5es e reconstru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios marcantes de sua trajet\u00f3ria, como o &#8220;fuscon&#8221;, o barraco de lona onde vivia no garimpo e realizava programas. O filme foi sendo constru\u00eddo a partir de uma esp\u00e9cie de bricolagem entre imagens de arquivo registradas durante os anos em que Patri esteve no garimpo e uma constru\u00e7\u00e3o visual po\u00e9tica, capaz de revisitar e dar forma \u00e0s suas mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das curiosidades mais marcantes sobre A Pele do Ouro \u00e9 que ele foi um filme realizado por m\u00e3es. Durante as filmagens, as duas diretoras, Yare e Marcela, assim como a pr\u00f3pria Patri, viviam intensamente a maternidade, com filhos ainda muito pequenos, alguns ainda em fase de amamenta\u00e7\u00e3o. Diante desse contexto, a produ\u00e7\u00e3o precisou se adaptar a uma realidade que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 considerada nos sets de filmagem. Havia pausas para a amamenta\u00e7\u00e3o, uma organiza\u00e7\u00e3o constante da rotina das crian\u00e7as junto \u00e0s grava\u00e7\u00f5es e o apoio de bab\u00e1s contratadas pela produ\u00e7\u00e3o para que o trabalho no set ocorresse com mais tranquilidade. Al\u00e9m disso, outra curiosidade \u00e9 que o diretor de fotografia, Daniel Tancredi, \u00e9 casado com Marcela Ulhoa, fazendo com que a log\u00edstica do cuidado estivesse bem presente no cotidiano do set.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As diretoras destacam que essa viv\u00eancia tamb\u00e9m ressignificou sua pr\u00e1tica cinematogr\u00e1fica. &#8220;De certa forma, essa experi\u00eancia tamb\u00e9m transformou nossa maneira de fazer cinema. Ela trouxe reflex\u00f5es importantes sobre a necessidade de criar condi\u00e7\u00f5es concretas para a participa\u00e7\u00e3o de mulheres, especialmente m\u00e3es, no audiovisual. Pensar em estruturas de produ\u00e7\u00e3o mais humanas, inclusivas e poss\u00edveis tamb\u00e9m faz parte do processo criativo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o para o 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria foi recebida com alegria pela equipe do filme. \u201cChegar ao Festival de Cinema de Vit\u00f3ria \u00e9 uma oportunidade de compartilhar essa hist\u00f3ria com novos espectadores, ampliar as conversas e reflex\u00f5es que o filme prop\u00f5e, continuar levando as narrativas e realidades de Roraima para diferentes partes do Brasil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As diretoras refletem sobre o significado desse encontro com o p\u00fablico capixaba. &#8220;A exibi\u00e7\u00e3o \u00e9 um momento muito importante desse processo, porque \u00e9 quando o filme encontra o p\u00fablico. \u00c9 muito significativo ver uma hist\u00f3ria constru\u00edda em Roraima, atravessada pelas realidades da Amaz\u00f4nia e das mulheres que vivem esse territ\u00f3rio, chegando \u00e0s telas do Esp\u00edrito Santo e dialogando com pessoas de contextos diferentes. \u00c9 nesse encontro que o cinema ganha ainda mais sentido.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0<strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>\u00a0conta com o patroc\u00ednio da\u00a0<strong>Petrobras<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>Vale<\/strong>\u00a0e com o copatroc\u00ednio do\u00a0<strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da\u00a0<strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da\u00a0<strong>TV Gazeta<\/strong>, da\u00a0<strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong>\u00a0Canal Brasil<\/strong>, do\u00a0<strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da\u00a0<strong>Stone Milk<\/strong>, da\u00a0<strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da\u00a0<strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da\u00a0<strong>Vol Service<\/strong>\u00a0e a parceria do\u00a0<strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da\u00a0<strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<strong>IBCA<\/strong>. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong><strong><br><\/strong><em>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/em><em><br><\/em><strong>Quando<\/strong>: 20 de julho de 2026, 19h<br><strong>Local<\/strong>: Sesc Gl\u00f3ria<br><strong>Entrada Gratuita<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Pele do Ouro&nbsp;<\/strong><br>Marcela Ulhoa e Yare Perdomo<br>(DOC, Cor, RR, 15\u2019, 2025)<br><strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: 16 anos<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sinopse<\/strong>: Patri escreve, narra e atua em \u201cA Pele do Ouro\u201d, document\u00e1rio que parte de seus di\u00e1rios \u00edntimos para revisitar mem\u00f3rias marcadas pela inf\u00e2ncia na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amaz\u00f4nia brasileira. Nos cadernos que acumula ao longo do caminho, onde escreve e desenha o que vive, revela a condi\u00e7\u00e3o da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo \u00e9 revirado e explorado.<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patri escreve, narra e atua em A Pele do Ouro, document\u00e1rio dirigido pelas cineastas Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, que parte dos di\u00e1rios da protagonista para revisitar mem\u00f3rias marcadas pela inf\u00e2ncia na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amaz\u00f4nia brasileira. 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