{"id":70859,"date":"2026-06-24T09:36:00","date_gmt":"2026-06-24T12:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=70859"},"modified":"2026-07-13T14:40:05","modified_gmt":"2026-07-13T17:40:05","slug":"curta-floresta-do-fim-do-mundo-mistura-ficcao-cientifica-poeticas-baniwa-e-afetos-contemporaneos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/06\/24\/curta-floresta-do-fim-do-mundo-mistura-ficcao-cientifica-poeticas-baniwa-e-afetos-contemporaneos\/","title":{"rendered":"Curta &#8220;Floresta do Fim do Mundo&#8221; mistura fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, po\u00e9ticas Baniwa e afetos contempor\u00e2neos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um sonho recorrente de <strong>Denilson Baniwa<\/strong> em que ele despertava perdido entre a ideia de ser uma pessoa ou ser uma \u00e1rvore. \u00c9 desse relato on\u00edrico que nasce <em>Floresta do Fim do Mundo<\/em>, curta-metragem dirigido por Baniwa e <strong>Felipe M. Bragan\u00e7a<\/strong>, selecionado para a <strong>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/strong> do <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\">33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a><\/strong>. A obra, que estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2026 e agora come\u00e7a a circular pelo Brasil, ser\u00e1 exibida no dia 22 de julho de 2026, no Sesc Gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Floresta do Fim do Mundo faz parte de uma trilogia de obras audiovisuais que surgiu de muitas conversas que os dois diretores tiveram ao longo dos \u00faltimos tr\u00eas anos. &#8220;Essa mistura de seres sonhados remetia a elementos de narrativas m\u00edticas do povo Baniwa e tamb\u00e9m nos lembrou da obra do fil\u00f3sofo italiano Emanuele Coccia, cujo livro A Vida das Plantas, prop\u00f5e uma esp\u00e9cie de imagina\u00e7\u00e3o vegetal como caminho de uma renova\u00e7\u00e3o do nosso estar no mundo&#8221;, contam os diretores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo criativo misturou fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, po\u00e9ticas Baniwa e afetos contempor\u00e2neos em torno de uma ideia central. &#8220;A partir da\u00ed, mergulhamos em um processo de cria\u00e7\u00e3o que misturava fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, po\u00e9ticas Baniwa e afetos contempor\u00e2neos para tentar tocar uma ideia central: para adiar o fim do mundo, para citar Krenak, \u00e9 preciso ouvir novas vozes, novos corpos e novas formas de intelig\u00eancia, afeto e desejo.O &#8216;fim do mundo&#8217; ent\u00e3o, pode ser, por fim, uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa e j\u00e1 em processo. Uma revolu\u00e7\u00e3o vegetal.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de produ\u00e7\u00e3o do filme foi marcado pelo di\u00e1logo, escuta e busca por uma dramaturgia m\u00e1gica e pol\u00edtica, que misturasse reflex\u00e3o espiritual com tens\u00e3o narrativa: &#8220;Misturar aspectos do cinema contempor\u00e2neo e das artes visuais ind\u00edgenas contempor\u00e2neas, expandir nossos gestos, era algo que nos inspirou imensamente em um processo de cria\u00e7\u00e3o que foi marcado pelo di\u00e1logo, pela escuta e pela busca de uma certa dramaturgia m\u00e1gica e pol\u00edtica que misturasse reflex\u00e3o espiritual com uma suave tens\u00e3o narrativa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Floresta-do-Fim-do-Mundo_02-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-70863\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Floresta-do-Fim-do-Mundo_02-980x551.png 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Floresta-do-Fim-do-Mundo_02-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha da atriz protagonista, Iracema Pankararu, tamb\u00e9m trouxe for\u00e7a simb\u00f3lica ao projeto: &#8220;Trabalhar com a artes\u00e3 Iracema Pankararu como nossa protagonista, Suely, foi um gesto que trouxe o estranhamento e o mist\u00e9rio que buscavamos no retrato de uma personagem \u00e0 deriva entre dois mundos e dois corpos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As filmagens aconteceram em apenas quatro dias, no Rio de Janeiro, em loca\u00e7\u00f5es que inclu\u00edram a pr\u00f3pria casa da atriz \u2013 em sua estreia no cinema. Os diretores destacam um lugar especial onde parte das cenas foi filmada: a Aldeia Vertical, um edif\u00edcio dentro do Condom\u00ednio Popular Z\u00e9 K\u00e9ti, no Est\u00e1cio, Zona Central do Rio de Janeiro &#8211; espa\u00e7o que \u00e9 um espa\u00e7o de converg\u00eancia para culturas ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este edif\u00edcio \u00e9 todo ocupado por pessoas ind\u00edgenas de diversas partes do Brasil &#8211; artistas, artes\u00e3os e ativistas &#8211; que se reuniram neste espa\u00e7o para viver e que fizeram deste lugar um ponto de refer\u00eancia espont\u00e2neo e natural para pessoas e culturas ind\u00edgenas brasileiras encravado no cora\u00e7\u00e3o urbano do Rio de Janeiro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Floresta do Fim do Mundo <\/em>fez sua estreia no Festival de Berlim em fevereiro de 2025 e j\u00e1 circulou por alguns festivais internacionais. Os diretores celebram a oportunidade de exibir a obra em solo brasileiro. &#8220;O incr\u00edvel Festival de Cinema de Vit\u00f3ria \u00e9 uma dessas primeiras paragens &#8211; o que nos deixa muito animados e ansiosos para as exibi\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0<strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>\u00a0conta com o patroc\u00ednio da\u00a0<strong>Petrobras<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>Vale<\/strong>\u00a0e com o copatroc\u00ednio do\u00a0<strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da\u00a0<strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da\u00a0<strong>TV Gazeta<\/strong>, da\u00a0<strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong>\u00a0Canal Brasil<\/strong>, do\u00a0<strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da\u00a0<strong>Stone Milk<\/strong>, da\u00a0<strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da\u00a0<strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da\u00a0<strong>Vol Service<\/strong>\u00a0e a parceria do\u00a0<strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da\u00a0<strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<strong>IBCA<\/strong>. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong><br><em>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/em><br><strong>Quando<\/strong>: 22 de julho de 2026, 19h&nbsp;<br><strong>Local<\/strong>: Sesc Gl\u00f3ria<br><strong>Entrada Gratuita<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Floresta do Fim do Mundo&nbsp;<\/strong><br>Denilson Baniwa e Felipe M. Bragan\u00e7a&nbsp;<br>(FIC, Cor, RJ, 25\u2019, 2026)<br><strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: 14 anos<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sinopse<\/strong>: Suely, uma mulher ind\u00edgena, divide seus dias entre um pequeno apartamento em uma grande cidade brasileira e sonhos nos quais se comunica com uma floresta. Entre dan\u00e7as rom\u00e2nticas em um bar suburbano, o som pesado das m\u00e1quinas em uma f\u00e1brica de reciclagem e as vozes misteriosas de uma natureza impaciente, Suely se conecta a segredos sobre si mesma que a colocam em meio a mudan\u00e7as radicais para o futuro do mundo como o conhecemos.<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um sonho recorrente de Denilson Baniwa em que ele despertava perdido entre a ideia de ser uma pessoa ou ser uma \u00e1rvore. \u00c9 desse relato on\u00edrico que nasce Floresta do Fim do Mundo, curta-metragem dirigido por Baniwa e Felipe M. 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