{"id":70814,"date":"2026-06-19T15:03:00","date_gmt":"2026-06-19T18:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/?p=70814"},"modified":"2026-07-13T14:43:22","modified_gmt":"2026-07-13T17:43:22","slug":"curta-metragem-fronteriza-atravessa-territorios-e-identidades-na-triplice-fronteira-brasil-paraguai-e-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/2026\/06\/19\/curta-metragem-fronteriza-atravessa-territorios-e-identidades-na-triplice-fronteira-brasil-paraguai-e-argentina\/","title":{"rendered":"Curta-metragem &#8216;Fronteriza&#8217; atravessa territ\u00f3rios e identidades na Tr\u00edplice Fronteira Brasil, Paraguai e Argentina"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma carta de amor e despedida \u00e0s experi\u00eancias e aprendizados que s\u00f3 a Tr\u00edplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina poderia proporcionar. \u00c9 com essa premissa que <em>Fronteriza<\/em>, curta-metragem dos diretores <strong>Nay Mendl<\/strong> e <strong>Rosa Caldeira<\/strong>, foi selecionado para a <strong>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/strong> do <strong><a href=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/\">33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a><\/strong>. A obra, que investiga mem\u00f3rias, hist\u00f3rias e afetos atravessados por esse territ\u00f3rio multicultural, ser\u00e1 exibida no dia 19 de julho de 2026, \u00e0s 19h, no Sesc Gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia para o filme Fronteriza surgiu da viv\u00eancia de Nay Mendl na Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (UNILA), em Foz do Igua\u00e7u, regi\u00e3o da Tr\u00edplice Fronteira &#8211; Brasil, Paraguai e Argentina. Foi nesse territ\u00f3rio t\u00e3o multicultural, complexo e rico em contradi\u00e7\u00f5es que nasceu o desejo de investigar as mem\u00f3rias, hist\u00f3rias e afetos que atravessam esse lugar. &#8220;Durante o desenvolvimento do Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso, come\u00e7ou a tomar forma a concep\u00e7\u00e3o do filme como uma carta de amor e despedida \u00e0s experi\u00eancias e aprendizados que s\u00f3 aquela fronteira poderia proporcionar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No curta-metragem os diretores buscam olhar para os elementos hist\u00f3ricos que definiram a regi\u00e3o: &#8220;O projeto busca olhar para as marcas deixadas por acontecimentos hist\u00f3ricos que moldaram a regi\u00e3o, como a Guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a, a constru\u00e7\u00e3o de Itaipu durante o per\u00edodo das ditaduras militares, a explora\u00e7\u00e3o da natureza e os processos de apagamento e marginaliza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios, especialmente os Guarani.&#8221; Paralelamente, o filme tamb\u00e9m analisa os espa\u00e7os entre as fronteiras: &#8220;Ao mesmo tempo, Fronteriza nasce da necessidade de refletir sobre os espa\u00e7os entre as fronteiras: de g\u00eanero, de nacionalidade, de territ\u00f3rio, de performance. \u00c9 um filme interessado em como nossas identidades e rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o constru\u00eddas a partir desses atravessamentos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os diretores tamb\u00e9m tiveram o cuidado de tratar a representa\u00e7\u00e3o das pessoas trans com naturalidade para al\u00e9m da identidade: &#8220;Desde o in\u00edcio, tamb\u00e9m houve o desejo de naturalizar a representa\u00e7\u00e3o trans para al\u00e9m da sua condi\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria, construindo uma personagem que ama, busca sua fam\u00edlia e vive conflitos humanos que extrapolam o fato de ser trans como narrativa central e \u00fanica do personagem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viabilizado gra\u00e7as a recursos de um edital p\u00fablico, o filme reuniu uma equipe de diferentes pa\u00edses e, da escrita inicial \u00e0 estreia, levou cinco anos para ficar pronto. &#8220;O filme \u00e9 fruto das pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o e cultura. Foi realizado a partir de um edital de curtas-metragens de baixo or\u00e7amento da SPCine, que possibilitou reunir uma equipe formada por pessoas de diferentes territ\u00f3rios: S\u00e3o Paulo, Foz do Igua\u00e7u, Ciudad del Este, Asunci\u00f3n, al\u00e9m de colaboradores de Cuba, Venezuela, Bol\u00edvia e Col\u00f4mbia. O apoio da UNILA e dos estudantes do curso de Cinema foi fundamental em todas as etapas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Fronteriza-3-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-70816\" srcset=\"http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Fronteriza-3-980x551.jpg 980w, http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/06\/Fronteriza-3-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As filmagens aconteceram no Brasil, no Paraguai e no espa\u00e7o simb\u00f3lico do &#8220;entre-dois&#8221;: a Ponte da Amizade. J\u00e1 a finaliza\u00e7\u00e3o do filme ocorreu em Cuba, durante o per\u00edodo em que a produtora dos diretores, Maloka Filmes, esteve em forma\u00e7\u00e3o na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo das filmagens, apareceram alguns obst\u00e1culos: &#8220;Enfrentamos desafios para filmar em espa\u00e7os tur\u00edsticos e comerciais da regi\u00e3o. A cena da bicicleta na Ponte da Amizade exigiu uma verdadeira opera\u00e7\u00e3o de guerrilha, j\u00e1 que se trata da fronteira entre dois pa\u00edses e de uma ponte que nunca p\u00e1ra devido ao intenso fluxo comercial. Gravamos durante a madrugada, monitorando o movimento por c\u00e2meras ao vivo, em uma experi\u00eancia cheia de adrenalina.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um momento emocionante das filmagens foi nas Cataratas do Igua\u00e7u, especialmente para um dos atores do elenco: &#8220;Chegamos ainda de madrugada e pudemos assistir ao nascer do sol naquele cen\u00e1rio impressionante. Foi especialmente marcante porque um dos nossos atores, Diegol\u00f3, morador da fronteira, nunca havia visitado as Cataratas. Isso revela uma contradi\u00e7\u00e3o comum em cidades tur\u00edsticas: espa\u00e7os promovidos para visitantes internacionais que permanecem inacess\u00edveis para quem vive ali.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os diretores destacam o arranjo e a conflu\u00eancia lingu\u00edstica advindos da diversidade \u00e9tnicas e de nacionalidades da equipe do filme : &#8220;Uma das caracter\u00edsticas mais especiais do nosso set foi o &#8216;portu\u00f1ol selvagem&#8217; como l\u00edngua oficial. Est\u00e1vamos entre pessoas de diferentes nacionalidades e, naquele territ\u00f3rio, a linguagem \u00e9 viva: nasce do encontro entre portugu\u00eas, espanhol, guarani, jopara e tantas outras formas de falar. O portu\u00f1ol atravessou todo o processo, da pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o \u00e0 finaliza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o para o festival capixaba \u00e9 especialmente significativa para os diretores: &#8220;Em 2020 tamb\u00e9m fomos selecionados para o festival e recebemos o pr\u00eamio de melhor curta-metragem com Perifericu, por\u00e9m, por conta da pandemia, n\u00e3o conseguimos comparecer presencialmente. Ent\u00e3o estamos muito contentes de manter essa rela\u00e7\u00e3o e estarmos novamente na programa\u00e7\u00e3o esse ano. Estamos muito animados para conhecer mais a cidade de Vit\u00f3ria e sua rela\u00e7\u00e3o com esse festival t\u00e3o importante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles tamb\u00e9m afirmam estarem curiosos para ver como o p\u00fablico capixaba receber\u00e1 o filme: &#8220;Nosso filme tem uma tem\u00e1tica bastante universal, por\u00e9m situado em uma realidade de fronteira bastante espec\u00edfica do interior do Paran\u00e1, em Foz do Igua\u00e7u, ent\u00e3o \u00e9 sempre interessante ver como cada regi\u00e3o do Brasil e do mundo reage a essas quest\u00f5es. Temos certeza que vai ser uma grande estreia no Esp\u00edrito Santo!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0<strong>33\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>\u00a0conta com o patroc\u00ednio da\u00a0<strong>Petrobras<\/strong>\u00a0e da\u00a0<strong>Vale<\/strong>\u00a0e com o copatroc\u00ednio do\u00a0<strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da\u00a0<strong>Lei Rouanet<\/strong>. Conta com o apoio da\u00a0<strong>TV Gazeta<\/strong>, da\u00a0<strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do<strong>\u00a0Canal Brasil<\/strong>, do\u00a0<strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>, da\u00a0<strong>Stone Milk<\/strong>, da\u00a0<strong>Conecta Acessibilidade<\/strong>, da\u00a0<strong>TVE Esp\u00edrito Santo<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Canal Like<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com o apoio cultural da\u00a0<strong>Vol Service<\/strong>\u00a0e a parceria do\u00a0<strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da\u00a0<strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<strong>IBCA<\/strong>. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong><br><em>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/em><br><strong>Quando<\/strong>: 19 de julho de 2026, 19h&nbsp;<br><strong>Local<\/strong>: Sesc Gl\u00f3ria<br><strong>Entrada Gratuita<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fronteriza&nbsp;<\/strong><br>Nay Mendl e Rosa Caldeira<br>(FIC, Cor, PR, 20\u2019, 2025)<br><strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: Livre<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sinopse<\/strong>: Lucca, um jovem homem trans da periferia de S\u00e3o Paulo, viaja at\u00e9 a fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. Ao chegar, conhece Diego, um paraguaio que vive na fronteira e o apresenta \u00e0 regi\u00e3o de uma forma que Lucca jamais imaginou. Juntos, eles descobrem semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as em seus modos de vida que v\u00e3o al\u00e9m dos binarismos de g\u00eanero, identidade e territ\u00f3rio.<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma carta de amor e despedida \u00e0s experi\u00eancias e aprendizados que s\u00f3 a Tr\u00edplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina poderia proporcionar. \u00c9 com essa premissa que Fronteriza, curta-metragem dos diretores Nay Mendl e Rosa Caldeira, foi selecionado para a 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas do 33\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria. 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