{"id":69919,"date":"2025-07-28T07:51:30","date_gmt":"2025-07-28T10:51:30","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/32fv\/?page_id=69919"},"modified":"2026-07-30T16:05:40","modified_gmt":"2026-07-30T19:05:40","slug":"justificativa-do-juri","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/justificativa-do-juri\/","title":{"rendered":"Justificativa do juri"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.5&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_fullwidth_image src=&#8221;http:\/\/festivaldevitoria.com.br\/conteudo\/uploads\/sites\/24\/2026\/07\/25072026_Sergio-Cardoso_Acervo-Galpao_IBCA_3216-Copy.JPG.jpeg&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.5&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; title_text=&#8221;Festival de Cinema 2026&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_fullwidth_image][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.16&#8243; custom_margin=&#8221;45px|auto||auto||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_post_title][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.16&#8243; custom_padding=&#8221;|||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; custom_padding__hover=&#8221;|||&#8221;][et_pb_text admin_label=&#8221;Text&#8221; _builder_version=&#8221;4.27.5&#8243; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_repeat=&#8221;repeat&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h3>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Andr\u00e9 Fischer, Carol Benjamin, GG F\u00e1k\u1ecd\u0300l\u00e0d\u00e9<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Ti\u00e3o Personal Dancer<\/strong>, de Arist\u00f3telis Tothi (FIC, GO, 23\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> O filme vencedor se apresenta com uma naturalidade provocadora. O elenco d\u00e1 vida a personagens que n\u00e3o cabem em estere\u00f3tipos, com a seguran\u00e7a de quem j\u00e1 n\u00e3o precisa provar nada. Tem um humor certeiro e uma sensualidade que nos envolve em um universo bastante espec\u00edfico, como se fiz\u00e9ssemos parte dele. Um filme que normaliza o que deveria ser banal e ainda n\u00e3o \u00e9. E que faz isso seduzindo e nos pegando de surpresa at\u00e9 o \u00faltimo minuto. Um filme sobre a possibilidade, ainda rara nas nossas telas, de corpos negros e maduros serem sujeitos de afeto, onde envelhecer n\u00e3o significa ren\u00fancia, e o desejo finalmente encontra espa\u00e7o para se realizar plenamente.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Dire\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Arist\u00f3telis Tothi<\/strong>, por <em>Ti\u00e3o Personal Dancer<\/em> (FIC, GO, 23\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> O desejo \u00e9 tamb\u00e9m uma constru\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cenas que n\u00e3o nos comovem apenas pelo que mostram, mas porque foram conduzidas com tal precis\u00e3o que, quando acontecem, parecem inevit\u00e1veis. O cinema \u00e9 tamb\u00e9m a arte de criar expectativas, sustentar a espera e confiar no tempo. \u00c9 a partir dessa arquitetura invis\u00edvel que uma cena deixa de ser desfecho e se transforma em acontecimento. Pela condu\u00e7\u00e3o precisa do conjunto do elenco e pela capacidade de edificar um instante de suspens\u00e3o, beleza e liberdade, o J\u00fari T\u00e9cnico concede o pr\u00eamio de Melhor Dire\u00e7\u00e3o da 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas a Arist\u00f3telis Tothi, por <em>Ti\u00e3o Personal Dancer<\/em>.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Roteiro<\/h4>\n<p><strong>Kimberly Palermo<\/strong>, por <em>A Trag\u00e9dia da Lobo-Guar\u00e1<\/em>, de Kimberly Palermo (ANI, RJ, 18\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Por sua fluidez narrativa que vai do absurdo ao nonsense, este filme nos faz rir da falta de controle sobre a imprevisibilidade da vida. N\u00e3o se levar a s\u00e9rio \u00e9 a melhor forma de estar em uma jornada, mesmo que ela seja tr\u00e1gica. Pelo uso criativo da metalinguagem e pela inevitabilidade do destino, o J\u00fari T\u00e9cnico da 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas concede o pr\u00eamio de Melhor Roteiro a Kimberly Palermo, por <em>A Trag\u00e9dia da Lobo-Guar\u00e1<\/em>.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Fotografia<\/h4>\n<p><strong>Andie Freitas<\/strong>, por <em>Irm\u00e3<\/em>, de Anderson Bardot (FIC, ES, 25\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Acreditamos que a fotografia traduz, a partir da sensibilidade, o que o corpo escreve com o gesto. O gesto do corpo no espa\u00e7o escreve uma biblioteca. Do que queremos nos livrar e como queremos nos lembrar? As imagens constru\u00eddas por essa fotografia nos conduzem a sentir a liberdade sem medo de olhar para tr\u00e1s, como quem passeia por um \u00e1lbum de fam\u00edlia ou como quem lembra de um grande amor. Fotografar \u00e9 escrever com a imagem uma hist\u00f3ria de desobedi\u00eancia. Pela inventividade \u00e0 servi\u00e7o da narrativa na constru\u00e7\u00e3o dos planos, o J\u00fari T\u00e9cnico da 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas concede o pr\u00eamio de Melhor Fotografia a Andie Freitas, por <em>Irm\u00e3<\/em>.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Contribui\u00e7\u00e3o Art\u00edstica<\/h4>\n<p><strong>Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr.<\/strong>, por <em>Morfeu e Caronte<\/em>, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. (FIC, RJ 13\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> H\u00e1 filmes que escolhem contar uma hist\u00f3ria. E h\u00e1 filmes que escolhem, antes de mais nada, uma forma. E \u00e9 atrav\u00e9s dela que tudo o mais se revela. O vencedor do Pr\u00eamio de Contribui\u00e7\u00e3o Art\u00edstica usa um g\u00eanero feito para o escapismo e o vira do avesso. Uma narrativa fora do padr\u00e3o, com imagens sem a menor inten\u00e7\u00e3o de perfei\u00e7\u00e3o e que prop\u00f5e um novo territ\u00f3rio est\u00e9tico para o cinema queer brasileiro. Desejo expl\u00edcito, sem pudor de se mostrar. A velhice avan\u00e7ando sem disfarce. O luto revestido com humor. O excesso, aqui, \u00e9 ferramenta de sobreviv\u00eancia afetiva e tamb\u00e9m de inven\u00e7\u00e3o de linguagem.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Interpreta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Arthur Batista Le\u00e3o<\/strong>, por <em>Irm\u00e3<\/em>, de Anderson Bardot (FIC, ES, 25\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Uma interpreta\u00e7\u00e3o que acontece para al\u00e9m da palavra. Nela, o olhar atravessa a viol\u00eancia sem se reduzir a ela, preservando a esperan\u00e7a mesmo diante da dor. Em seu primeiro trabalho no cinema, este jovem ator revela uma maturidade art\u00edstica incomum, sustentando com impressionante delicadeza uma personagem marcada por conflitos profundos, sem jamais perder o espanto da inf\u00e2ncia. Pela extraordin\u00e1ria for\u00e7a de sua presen\u00e7a em cena, o J\u00fari T\u00e9cnico concede o pr\u00eamio de Melhor Interpreta\u00e7\u00e3o da 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas a Arthur Le\u00e3o, por <em>Irm\u00e3<\/em>.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Pr\u00eamio Especial do J\u00fari<\/h4>\n<p><strong>O Que Fa\u00e7o Com Isso Agora Que Acabou?<\/strong>, de Julia Uliana e Nat\u00e1lia Dornelas (FIC, ES, 14\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Ao borrar as fronteiras entre mem\u00f3ria e inven\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia, este filme faz do pr\u00f3prio processo de cria\u00e7\u00e3o um modo de elaborar a vida. Aqui, a metalinguagem deixa de ser um recurso formal para se tornar a pr\u00f3pria mat\u00e9ria da narrativa, revelando uma rara converg\u00eancia entre forma e conte\u00fado. Pela ousadia de quebrar todas as paredes para dar conta de uma experi\u00eancia lim\u00edtrofe, o J\u00fari T\u00e9cnico concede o Pr\u00eamio Especial do J\u00fari da 30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas a <em>O Que Fa\u00e7o com Isso Agora que Acabou?<\/em>, de Julia Uliana e Nat\u00e1lia Dornelas.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Esp\u00edrito S\u00e3o \u2013 O Lugar de Toda F\u00e9<\/strong>, de Matheus Costa, Breno Chamon (DOC, ES, 14\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Navegando entre a fic\u00e7\u00e3o e o registro, respirando a paisagem local, este filme compreende que preservar uma tradi\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, exige reinvent\u00e1-la. E transforma a mem\u00f3ria em mat\u00e9ria viva, propondo um novo territ\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o, onde luz e escurid\u00e3o, som e sil\u00eancio se articulam para revelar aquilo que permanece, mesmo quando parece prestes a desaparecer. Por propor novas formas de lembrar e compreender o patrim\u00f4nio cultural, convertendo a experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica em gesto de resist\u00eancia e transmiss\u00e3o, o J\u00fari concede a Men\u00e7\u00e3o Honrosa da 15\u00aa Mostra Foco Capixaba a Matheus Costa e Breno Chamon, por <em>Esp\u00edrito S\u00e3o, Lugar de Toda F\u00e9<\/em>.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>16\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Longas<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Fabio Meira, Simone Yunes, Vinicius Arneiro<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywaret\u00e9<\/strong>, de Marcelo Guarani (DOC, ES, 75\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Ao revisitar a trajet\u00f3ria de uma lideran\u00e7a xam\u00e2nica por meio da oralidade, da escuta e da experi\u00eancia compartilhada, o filme faz da mem\u00f3ria o princ\u00edpio de sua narrativa e da sonoridade um elemento fundamental de evoca\u00e7\u00e3o. Entre territ\u00f3rio, espiritualidade e ancestralidade, afirma o cinema como espa\u00e7o de presen\u00e7a, transmiss\u00e3o e continuidade.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Dire\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Priscyla Bettim e Renato Coelho<\/strong>, por <em>As Florestas da Noite<\/em> (FIC, SP, 76\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Por conduzir com excel\u00eancia o desafio de conferir unidade e coer\u00eancia est\u00e9tica a uma narrativa de estrutura epis\u00f3dica, articulando com sensibilidade todos os elementos da mise-en-sc\u00e8ne. Pelo delicado e preciso trabalho de dire\u00e7\u00e3o de atores e pela integra\u00e7\u00e3o harmoniosa entre fotografia, dire\u00e7\u00e3o de arte e trilha sonora, fazendo com que cada pe\u00e7a desse filme singular encontre seu lugar em um conjunto coeso, original e consistente.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Roteiro<\/h4>\n<p><strong>Priscyla Bettim<\/strong>, por <em>As Florestas da Noite<\/em>, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (FIC, SP, 76\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa que encontra unidade em sua estrutura fragmentada, conduzindo diferentes personagens e situa\u00e7\u00f5es com sensibilidade e originalidade. Ao criar um espa\u00e7o f\u00e9rtil para a atua\u00e7\u00e3o, o roteiro possibilita interpreta\u00e7\u00f5es marcantes e aut\u00eanticas, fundamentais para a for\u00e7a e a singularidade do filme.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Fotografia<\/h4>\n<p><strong>Carol Quintanilha<\/strong>, por <em>A Fabulosa M\u00e1quina do Tempo<\/em>, de Eliza Capai (DOC, RJ, 72\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Por dar forma, cor e sensibilidade ao universo l\u00fadico constru\u00eddo pelas crian\u00e7as do filme, enfrentando com maestria tanto os desafios visuais mais complexos quanto os mais sutis. A fotografia traduz em imagens o imagin\u00e1rio e a fantasia criadas por elas, transformando sua vis\u00e3o de mundo em uma experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica envolvente e poeticamente realizada.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Contribui\u00e7\u00e3o Art\u00edstica<\/h4>\n<p><strong>A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywaret\u00e9<\/strong>, de Marcelo Guarani (DOC, ES, 75\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Mais do que representar uma cosmovis\u00e3o ind\u00edgena, <em>A Caminhada de Tatatxi Yuaret\u00e9<\/em> produz cinema a partir dela. Ao deslocar o centro da enuncia\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3prios Guarani, a obra realiza um gesto contracolonial em que est\u00e9tica, narrativa e autoria se tornam indissoci\u00e1veis. Sua maior contribui\u00e7\u00e3o art\u00edstica est\u00e1 em afirmar que a perspectiva n\u00e3o \u00e9 apenas um ponto de vista, mas uma linguagem.<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Interpreta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Veronica Valenttino<\/strong>, por <em>As Florestas da Noite<\/em>, de Priscyla Bettim e Renato Coelho (FIC, SP, 76\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> A atua\u00e7\u00e3o de Ver\u00f3nica Valenttino alia rigor t\u00e9cnico e radicalidade po\u00e9tica. Sua composi\u00e7\u00e3o suspende qualquer chave psicol\u00f3gica para afirmar um corpo que produz sentido pela for\u00e7a de sua pr\u00f3pria presen\u00e7a, na fronteira entre o vis\u00edvel e o fantasmag\u00f3rico. Ao fazer do mist\u00e9rio uma forma de conhecimento, sua interpreta\u00e7\u00e3o expande os limites entre performance, cinema e ritual.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Malaika<\/strong>, de Andr\u00e9 Morais (FIC, PB, 85\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Por construir, com delicadeza e rigor est\u00e9tico, um retrato sens\u00edvel da adolesc\u00eancia a partir do olhar de uma jovem albina em processo de amadurecimento. Por revelar as marcas de um Brasil atravessado por desigualdades e invisibilidades, o j\u00fari decide outorgar men\u00e7\u00e3o especial ao filme <em>Malaika<\/em>, de Andr\u00e9 Morais.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Entre o Sucesso e a Lama<\/strong>, de Cristiano Burlan (DOC, SP, 86\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Por registrar com olhar generoso um momento hist\u00f3rico e pol\u00edtico que aborda o abandono do Estado a corpos pobres e perif\u00e9ricos, colocando luz em artistas inviabilizados e revelando momentos memor\u00e1veis de entrega art\u00edstica avassaladora, o j\u00fari decide outorgar uma men\u00e7\u00e3o especial para o filme <em>Entre o Sucesso e a Lama<\/em>, de Cristiano Burlan.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>16\u00aa Mostra Quatro Esta\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Erly Vieira Jr, Douglas Soares e Marina Abranches<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Marimb\u00e3 Est\u00e1 Acontecendo<\/strong>, de Maryn Marynho (ANI, CE, 13\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela pot\u00eancia narrativa de se contar as pr\u00f3prias hist\u00f3rias e os desejos de futuro, sem a necessidade de reencenar as mesmas viol\u00eancias, e trazendo novas perspectivas e imagin\u00e1rios para as exist\u00eancias Trans, o Pr\u00eamio de Melhor Filme da 16\u00aa Mostra Quatro Esta\u00e7\u00f5es vai para a anima\u00e7\u00e3o <em>\u201cMarimb\u00e3 Est\u00e1 Acontecendo\u201d<\/em>.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Picum\u00e3<\/strong>, de Sladk\u00e1 Meduza (FIC, SP, 19\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela constru\u00e7\u00e3o narrativa de um universo denso e conduzido com excel\u00eancia t\u00e9cnica, ao mesmo tempo que faz uso de um humor-travesti recheado de acidez e sagacidade, e contando com um elenco afiad\u00edssimo, nossa Men\u00e7\u00e3o Honrosa vai para <em>\u201cPicum\u00e3\u201d<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3>15\u00aa Mostra Foco Capixaba<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Andr\u00e9 Fischer, Carol Benjamin, GG F\u00e1k\u1ecd\u0300l\u00e0d\u00e9<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico e J\u00fari Popular)<\/h4>\n<p><strong>Liberdade de Morar<\/strong>, de Penha Souza (DOC, ES, 21\u2032)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> O direito ao sonho \u00e9 fundamento da constitui\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. O sonho \u00e9 capaz de preencher a falta, a lacuna: ele escapa pela brecha. O sonho \u00e9 o arque\u00f3logo que inventa, remonta, remixa e aprofunda o que \u00e9 superficial. Assim, de uma hora para outra, ele nos faz investigar, descobrir \u2014 ou melhor, lembrar \u2014 que sempre esteve ali, junto de n\u00f3s. E a gente sempre volta para ele. \u00c0s vezes viramos rainhas. \u00c0s vezes sonhamos acordadas com os nossos castelos. A \u00fanica coisa que o sonho nos d\u00e1 \u00e9 a certeza de que nunca vai nos abandonar ou nos expulsar. Dentro desse espa\u00e7o perec\u00edvel de liberdade, mora a convic\u00e7\u00e3o de que, sempre que estivermos juntas, ali ser\u00e1 o nosso lar. \u00c9 justamente dessa mat\u00e9ria que <em>Liberdade de Morar<\/em> faz cinema. Sem transformar suas personagens em s\u00edmbolos ou v\u00edtimas, o filme constr\u00f3i, por meio de uma escuta atenta e do respeito ao tempo dos encontros, um espa\u00e7o onde o sonho deixa de ser abstra\u00e7\u00e3o para ganhar corpo, voz e territ\u00f3rio. Ao acompanhar mulheres que inventam coletivamente um lugar para viver, revela que morar tamb\u00e9m \u00e9 pertencer. \u00c9 por essa for\u00e7a cinematogr\u00e1fica e pol\u00edtica que o J\u00fari oficial concede o pr\u00eamio de Melhor Curta da 15\u00aa Mostra Foco Capixaba a <em>Liberdade de Morar<\/em>, de Penha Souza.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>15\u00aa Mostra Cors\u00e1ria<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Daniela Zanetti, Douglas Soares, Gui Castor<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Filme-Copacabana<\/strong>, de Sofia Le\u00e3o (DOC, RJ, 12\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela atualiza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria das imagens cinematogr\u00e1ficas no retrato de um pa\u00eds, alcan\u00e7ado por meio de uma pesquisa aprofundada de diversos registros imag\u00e9ticos, al\u00e9m do rigor da montagem e do desenho sonoro que constr\u00f3i sentidos que v\u00e3o al\u00e9m de um territ\u00f3rio espec\u00edfico, construindo registro pro futuro, o pr\u00eamio de melhor filme vai para <em>\u201cFILME-COPACABANA\u201d<\/em>, de Sofia Le\u00e3o.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Vim e Irei Como Uma Profecia<\/strong>, de F\u00e1bio Rog\u00e9rio (DOC, SE, 15\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pelo modo como estabelece o di\u00e1logo e encontro de gera\u00e7\u00f5es, por meio da experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que subverte modos can\u00f4nicos de representa\u00e7\u00e3o e pensamento no campo cinematogr\u00e1fico, tensionando as possibilidades da linguagem audiovisual, decidimos conceder uma men\u00e7\u00e3o honrosa para o curta <em>\u201cVim e Irei como uma profecia\u201d<\/em>, de F\u00e1bio Rog\u00e9rio.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>13\u00aa Mostra Outros Olhares<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Erlon Paschoal, Margarita Hern\u00e1ndez, Thiago Moulin<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Gr\u00e3o<\/strong>, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa (FIC, RS, 24\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Um filme com uma proposta est\u00e9tica rica em sua linguagem, que aborda um tema de relev\u00e2ncia social com olhar cr\u00edtico.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Kika N\u00e3o Foi Convidada<\/strong>, de Juraci J\u00fanior (FIC, RO, 15\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Um filme com uma tem\u00e1tica simples, mas bem solucionado e que aborda o racismo e o preconceito social.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>11\u00aa Mostra Mulheres no Cinema<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Gabriela Gastal, Leandra Moreira, Tati Rabelo<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>N\u00fabia<\/strong>, de Barbara Bello (EXP, MG, 12\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela coer\u00eancia da trilha sonora, pelo destaque para a instigante textura da fotografia e por sua absoluta conex\u00e3o com o tema da mostra, o j\u00fari elegeu como melhor filme a videoarte <em>N\u00fabia<\/em>.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>11\u00aa Mostra Cinema e Negritude<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Paulo Sena, Yasmine Evaristo, Tamires Batista<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>O Pai da Rainha de Angola<\/strong>, de Rodrigo Fran\u00e7a (FIC, SP, 12\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela sensibilidade ao construir imagens sobre as inf\u00e2ncias negras, as parentalidades e as rela\u00e7\u00f5es com espa\u00e7o urbano \u2013 que desloca nosso olhar do sentido tradicional e aponta o acolhimento \u2013 em uma metr\u00f3pole arrematada por um desenho sonoro simb\u00f3lico que transforma assistir ao filme em um abra\u00e7o coletivo.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>Dentro do Meu Peito Mora um C\u00e3o<\/strong>, de Gabriel Afonso (FIC, MG, 24\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela organicidade do corpo de atores, pela forma cuidadosa e sens\u00edvel com que a masculinidade negra foi abordada e pelo gesto de sonhar com fins que se convertem em recome\u00e7os.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>10\u00aa Mostra Nacional de Videoclipes<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Gabriela Gastal, Fabr\u00edccio, Patr\u00edcia Bragatto<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Monalisa<\/strong>, de Lucas S\u00e1. Artista: Frimes; MA<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Diante de uma sess\u00e3o t\u00e3o diversa e inspiradora, este j\u00fari destaca a obra que se sobressaiu pela harmonia entre narrativa visual e composi\u00e7\u00e3o musical. Pela originalidade marcante de seu roteiro e pela execu\u00e7\u00e3o com humor e uma pitada de terror, o pr\u00eamio de Melhor Videoclipe vai para <em>&#8216;Monalisa&#8217;<\/em>, dirigido por Lucas S\u00e1.<\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/h4>\n<p><strong>At\u00e9<\/strong>, de Victorhugo Amorim, Taciano Faccini e Gabrielle Nalli. Artista: Ronnie Silveira; ES<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> O j\u00fari concede uma men\u00e7\u00e3o honrosa pela originalidade do roteiro, esmero na dire\u00e7\u00e3o de arte e uma montagem fluida que dialoga perfeitamente com a can\u00e7\u00e3o. a indica\u00e7\u00e3o vai para <em>&#8216;At\u00e9&#8217;<\/em>, de Victorhugo Amorim, Taciano Faccini e Gabrielle Nalli.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>9\u00aa Mostra Cinema Nacional de Cinema Ambiental<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Adriana Jacobsen, Margarita Hern\u00e1ndez, Yasmine Evaristo<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Bijupir\u00e1<\/strong>, de Eduardo Boccaletti (FIC, BA, 14\u2032)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Em uma mostra marcada pela maneira como a humanidade se relaciona com o meio ambiente, o filme escolhido se destaca pela articula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de suas imagens, envolvendo o homem enquanto parte pulsante da natureza.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>8\u00aa Mostra do Outro Lado &#8211; Cinema Fant\u00e1stico<\/h3>\n<p><strong>J\u00fari Oficial:<\/strong> Bernadette Lyra, Margareth Galv\u00e3o, Gabriele Stein<\/p>\n<h4>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico)<\/h4>\n<p><strong>Ybi<\/strong>, de Eliza Telles e Beg\u00ea Muniz (FIC, AM, 16\u2019)<\/p>\n<p><strong>Justificativa:<\/strong> Pela tem\u00e1tica escolhida pertinente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es do planeta sem perder a fantasia do fant\u00e1stico. Pelo bom uso da c\u00e2mera atrav\u00e9s da escolha de planos e ritmo de narrativa que atende a categoria do fant\u00e1stico, Pela fotografia em suas nuances que acompanha a narrativa do filme. Com um t\u00edtulo que significa terra que leva a necessidade de regenera\u00e7\u00e3o do planeta expl\u00edcita no filme. Al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o ex\u00edmia da personagem Maria como menina ind\u00edgena, que soa como a esperan\u00e7a do futuro do planeta. N\u00f3s elegemos o filme <em>Ybi<\/em> de ELIZA TELLES E BEG\u00ca MUNIZ, como melhor curta da mostra Do lado de Cinema Fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>30\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas J\u00fari Oficial: Andr\u00e9 Fischer, Carol Benjamin, GG F\u00e1k\u1ecd\u0300l\u00e0d\u00e9 Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico) Ti\u00e3o Personal Dancer, de Arist\u00f3telis Tothi (FIC, GO, 23\u2019) Justificativa: O filme vencedor se apresenta com uma naturalidade provocadora. 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S. Martins, Leandra Moreira e Margarita Hern\u00e1ndez<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme<\/strong> (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>M\u00e3es (Bruna Aguiar, DOC, RJ, 22\u2032)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: O melhor filme da Mostra Mulheres no Cinema \u00e9 o document\u00e1rio M\u00e3es - pela inova\u00e7\u00e3o no tema abordado, excelente escolha de perfil das personagens e coer\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o f\u00edlmica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>10\u00aa MOSTRA CINEMA E NEGRITUDE<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Izah Candido e Tamyres Batista<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme<\/strong> (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>O C\u00e9u N\u00e3o Sabe Meu Nome (Carol A\u00d3, FIC, BA, 20\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: Premiamos a obra por retratar o cinema negro como um gesto profundamente coletivo, realizado por uma equipe preta e enraizado na periferia da bahia. o filme mergulha no luto com uma densidade simb\u00f3lica tocante, evocando saberes e afetos da negritude brasileira com pot\u00eancia, beleza e verdade. uma realiza\u00e7\u00e3o que afirma a for\u00e7a est\u00e9tica e pol\u00edtica do nosso cinema.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/strong> - <em><u>Sebastiana (Pedro de Alencar, DOC, RJ, 16\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O j\u00fari oficial da Mostra Cinema e Negritude concede men\u00e7\u00e3o honrosa para o filme Sebastiana, por sua qualidade art\u00edstica, pela sensibilidade em sua pesquisa hist\u00f3rica e montagem criativa que juntos conferem \u00e0 obra uma narrativa consistente e original.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>12\u00aa MOSTRA OUTROS OLHARES<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Bertrand Lira, Edson Ferreira e Ver\u00f4nica Gomes<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme<\/strong> (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Guarapari Revisitada (Adriana Jacobsen, DOC, ES, 13\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: premiamos Guarapari Revistada, de Adriana Jacobsen, pela abordagem objetiva e, ao mesmo tempo, sens\u00edvel e po\u00e9tica, com uso seguro de imagens de arquivo, que emolduram todo o filme ao trazer um paralelo com a pr\u00f3pria vida da entrevistada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>14\u00aa MOSTRA CORS\u00c1RIA<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Gabriele Stein, Higor Campagnaro e Julia T. S. Martins<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria - Melhor Filme<\/strong> (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Cavaram uma Cova no Meu Cora\u00e7\u00e3o (Ulisses Arthur, DOC, AL, 24\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>concedemos o pr\u00eamio de melhor filme ao cavaram uma cova no meu cora\u00e7\u00e3o, por criar com excel\u00eancia uma narrativa que combina as linguagens documental e ficcional, ao abordar a realidade de uma trag\u00e9dia social de maneira l\u00fadica por meio da imagina\u00e7\u00e3o popular. gostar\u00edamos de fazer men\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ao uso especialmente criativo dos efeitos especiais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/strong> - <em><u>O Som do Trov\u00e3o no Deserto (Diego Zon, FIC, ES, 22\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O j\u00fari concedeu Men\u00e7\u00e3o Honrosa a O Som do Trov\u00e3o no Deserto, de Diego Zon, por realizar um paralelo contundente entre fic\u00e7\u00e3o e realidade, oferecendo um retrato brutal atrav\u00e9s dos sons e encampando como protagonista o rio, que extrapola suas margens e tra\u00e7a novas trajet\u00f3rias.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>14\u00aa MOSTRA FOCO CAPIXABA<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Gabriela Gastal, Izah Candido e Victor Di Marco<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Castelos de Areia (Giuliana Zamprogno, EXP, ES, 14\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: Por ser um filme que por ser t\u00e3o singular se torna universal, e por utilizar a experimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas como linguagem mas tamb\u00e9m como frui\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios sentimentos, e pela diretora\/personagem que se coloca de forma corajosa e reta.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>15\u00aa MOSTRA QUATRO ESTA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Ana Pessoa, Bertrand Lira e GG F\u00e1k\u1ecd\u0300l\u00e0d\u00e9<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Lacraia Vai Tremer (L\u00e1 Baiano e Jadson Titanium, DOC, ES, 12\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: Pela import\u00e2ncia do registro de um momento hist\u00f3rico de um legado de solidariedade e milit\u00e2ncia, que afirma sua sobriedade em permitir que as hist\u00f3rias que o constituem continue florescendo e se articulando pol\u00edtico, art\u00edstico e socialmente, tendo como base a fam\u00edlia que se escolheu.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/strong> - <em><u>2 de Copas (Ana Squilanti, FIC, SP, 18\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Pela sensibilidade da narrativa em permitir que o amor fosse tecido independente da idade como quem brinca de carteado, a brincadeira s\u00e9ria revelou o destino tal qual o tar\u00f4. Ouvir as mais velhas, torna a vida leve e faz a gente sonhar que o amor \u00e9 lindo de novo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>15\u00aa MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Heraldo de Deus, Joyce Castello e Marc\u00e9lia Cartaxo<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme <\/strong>(J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Mambembe (F\u00e1bio Meira, DOC, GO, 98\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: O pr\u00eamio do j\u00fari de melhor filme vai para Mambembe pelo trabalho metalingu\u00edstico que aborda a realiza\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica apresentando a vida de artistas\/personagens populares que s\u00e3o historicamente marginalizados e invisibilizados transitando entre o registro documental e ficcional de maneira brilhante.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/strong> - <em><u>Madonna Show de Mambembe (F\u00e1bio Meira, DOC, GO, 98\u2019)<br><\/u><\/em>Por compartilhar sua hist\u00f3ria de vida e sua arte em um registro que nos convoca a olhar com devido respeito para toda arte feita no Brasil profundo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>29\u00aa MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fari Oficial: Gabriela Gastal, Izah Candido e Victor Di Marco<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Trof\u00e9u Vit\u00f3ria \u2013 Melhor Filme<\/strong> (J\u00fari T\u00e9cnico): <em><u>Na Volta Eu Te Encontro (Ur\u00e2nia Munzanzu, DOC, BA, 13\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Justificativa: Um filme que rompe com o tempo, desafia a hist\u00f3ria e a est\u00e9tica, e coloca em cena um novo cinema \u2014 que sempre esteve diante de n\u00f3s. Abre espa\u00e7o para outras linguagens, outras tens\u00f5es, sem se limitar ao que j\u00e1 foi escrito. Mais que vis\u00e3o, \u00e9 o an\u00fancio: de um cinema que caminha com a nossa gente, a partir do ch\u00e3o da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<\/strong> - <em><u>O Panda e o Bar\u00e3o (Melina Galante, FIC, ES, 16\u2019)<\/u><\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O j\u00fari concede men\u00e7\u00e3o a O Panda e o Bar\u00e3o, pois o filme utiliza do humor para recontar e reinventar um imagin\u00e1rio de viol\u00eancia que ainda persiste mas que atrav\u00e9s da sua linguagem e assertividade se faz poss\u00edvel vislumbrar um novo futuro.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-69919","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/69919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69919"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/69919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73233,"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/69919\/revisions\/73233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/33fv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}