{"id":67890,"date":"2025-05-07T11:40:36","date_gmt":"2025-05-07T14:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/32fv\/?p=67890"},"modified":"2025-08-14T11:16:10","modified_gmt":"2025-08-14T14:16:10","slug":"veronica-gomes-e-homenageada-capixaba-do-32o-festival-de-cinema-de-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/32fv\/2025\/05\/07\/veronica-gomes-e-homenageada-capixaba-do-32o-festival-de-cinema-de-vitoria\/","title":{"rendered":"Ver\u00f4nica Gomes \u00e9 Homenageada Capixaba do 32\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atriz, diretora, produtora e ativista. Esta \u00e9 Ver\u00f4nica Gomes, a <strong>Homenageada Capixaba<\/strong> do <strong>32\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>, que acontece de <strong>19 a 24 de julho<\/strong>, na capital capixaba. Uma das figuras mais emblem\u00e1ticas da produ\u00e7\u00e3o cultural no Esp\u00edrito Santo, a artista tem uma trajet\u00f3ria expressiva nos palcos e, nos \u00faltimos anos, mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade com o audiovisual, al\u00e9m de ser uma presen\u00e7a de destaque na milit\u00e2ncia cultural capixaba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ver\u00f4nica Gomes diz ter ficado surpreendida pelo convite, mas afirma ter sido tomada pela alegria com a homenagem. \u201cEu tenho um carinho muito grande pelo festival. Mas n\u00e3o esperava essa homenagem, fui pega de surpresa. Acho que todo artista quer ser reconhecido, principalmente em vida. E parece que valeu a pena, sabe? A resist\u00eancia, a gente n\u00e3o ter desistido. Acho que foi uma das coisas mais lindas que aconteceu na minha vida, no meu tempo de atriz, em quase 40 anos de atua\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como parte da homenagem, ela receber\u00e1 o Trof\u00e9u Vit\u00f3ria e o Caderno da Homenageada, publica\u00e7\u00e3o in\u00e9dita e biogr\u00e1fica, assinada pelos jornalistas Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos, que trata da sua vida e trajet\u00f3ria profissional.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>TEATRO<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Natural de Aracruz, Maria Ver\u00f4nica do Nascimento Gomes mudou-se com sua fam\u00edlia para a cidade de Vit\u00f3ria, aos quatro anos de idade, em 1964.&nbsp; Sua rela\u00e7\u00e3o com o universo cultural se deu desde a inf\u00e2ncia, mas atrav\u00e9s do contato com o mundo musical especialmente atrav\u00e9s de seus tios que eram m\u00fasicos. A dan\u00e7a, a poesia e o teatro fizeram parte da adolesc\u00eancia e do in\u00edcio da juventude de Ver\u00f4nica. Em 1986, ela estreou profissionalmente nos palcos, com <strong>A Gang do Beijo<\/strong>, de Jos\u00e9 Louzeiro. Nesta fase, conciliou o teatro com a gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social (Jornalismo), que ela concluiu em 1989, e atuou como produtora de TV e jornalista na TV Educativa do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da sua estreia ela se dividiu entre as fun\u00e7\u00f5es de atriz, produtora e diretora. Entre os trabalhos como atriz, na d\u00e9cada de 1980, est\u00e3o <strong>Eu Sou Vida, Eu N\u00e3o Sou Morte<\/strong> (1987); <strong>Auto de Frei Pedro Pal\u00e1cios<\/strong> (1987); e <strong>O Riso<\/strong> (1988), espect\u00e1culos dirigidos por C\u00e9sar Huapaya; e <strong>Negritude<\/strong> (1988), com dire\u00e7\u00e3o de Vera Viana. Na d\u00e9cada de 1990, ela assinou in\u00fameros trabalhos como diretora de produ\u00e7\u00e3o, entre eles, <strong>Que Droga N\u00e3o Ter Asas<\/strong> (1992); e <strong>Quarta-Feira L\u00e1 em Casa Sem Falta<\/strong> (1993), pelo qual recebeu o Pr\u00eamio Sated-ES de Melhor Produ\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m esteve presente como atriz em montagens como <strong>Grades Suspensas<\/strong> (1996), mon\u00f3logo que contou com a&nbsp; Dire\u00e7\u00e3o de Robson de Paula; <strong>Palha\u00e7o<\/strong> (1996), dirigido por D\u00e1cio Lima; e <strong>A Mulher Que Matou Os Peixes<\/strong> (1996), adapta\u00e7\u00e3o do texto hom\u00f4nimo de Clarice Lispector, em que assinou a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica e de produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de atuar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio dos anos 2000, ela faz uma dobradinha com o diretor Robson de Paula em dois espet\u00e1culos: <strong>Caso Herzog<\/strong> (2000) e <strong>Uma Casa Brasileira Com Certeza<\/strong> (2001). De 2000 a 2010, participou como atriz e diretora art\u00edstica do projeto R\u00e1dio Terra, em que produziu nove textos da autora Margareth Maia, entre eles <strong>Nem Todo Lixo \u00c9 Lixo<\/strong>, <strong>Alice No Pa\u00eds Sem Maravilhas<\/strong> e <strong>\u00c1gua Fonte da Vida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anos 2010, participou do projeto Eluzartes e esteve em cena no espet\u00e1culo <strong>Meu Lugar, Meu Umbigo no Centro do Mundo<\/strong> (2012); e da pe\u00e7a <strong>Acabo Ficando, Mas Sempre Querendo Ir <\/strong>(2012). Em 2013,&nbsp; dirigiu <strong>Os Tipos Populares de Vit\u00f3ria<\/strong>, com texto de Milson Henriques. Em 2015, foi a protagonista do solo <strong>O Mist\u00e9rio da Casa Amarela<\/strong>, livre adapta\u00e7\u00e3o do texto &#8220;Mulher Sozinha&#8221;, de Dario Fo e Franca Rame, com Dire\u00e7\u00e3o de Renato Direnzo. Ao longo dos anos 2010, tamb\u00e9m participou de in\u00fameras encena\u00e7\u00f5es do Auto de Natal, com encenadores e textos m\u00faltiplos, atuando em diferentes fun\u00e7\u00f5es como diretora art\u00edstica, diretora de produ\u00e7\u00e3o e atriz.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>CINEMA E MILIT\u00c2NCIA<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, Ver\u00f4nica Gomes atuou no cinema como uma das protagonistas do longa-metragem <strong>Margeado<\/strong>, de Diego Zon. O filme trata do rompimento de uma barragem pr\u00f3xima a uma comunidade pesqueira. O rio n\u00e3o \u00e9 o mesmo. Tornou-se lama contaminada.&nbsp; Yara vive essa trama, personagem interpretada por Ver\u00f4nica Gomes &#8211; atua\u00e7\u00e3o que tem repercutido com sucesso entre a cr\u00edtica especializada. Mas ela estreou no cinema em 1993, atr\u00e1s das c\u00e2meras. Foi produtora de elenco e figura\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de segunda assistente de dire\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Rezende, no longa-metragem <strong>Lamarca<\/strong>. A produ\u00e7\u00e3o foi filmada no Esp\u00edrito Santo e estrelada por Paulo Betti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ver\u00f4nica estreou no audiovisual como atriz, nos anos 2000, no curta-metragem <strong>Ciclo da Paix\u00e3o<\/strong>, de Luiz Tadeu Teixeira, e retornou aos sets de filmagem em 2004, interpretando a vi\u00fava Dona Ana, em <strong>Insurrei\u00e7\u00e3o de Queimado<\/strong>, de Jo\u00e3o Carlos Coutinho. Em 2012, atuou em <strong>Cais dos C\u00e3es<\/strong>, de Marcos Veronese. No ano de 2019, foi dirigida por Luiz Carlos Lacerda, em <strong>Uma Faca s\u00f3 L\u00e2mina<\/strong>. No mesmo ano, participou de <strong>N\u00e3o Deixa Cair<\/strong>, de Luiz Will Gama; e interpretou a enfermeira Norma, no premiado longa-metragem<strong> Os Primeiros Soldados<\/strong>, de Rodrigo de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria de Ver\u00f4nica Gomes tamb\u00e9m \u00e9 marcada pela constante dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural no Esp\u00edrito Santo e \u00e0 luta pelos avan\u00e7os das pol\u00edticas p\u00fablicas no setor. Em 1988, ela participou da funda\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Artistas e T\u00e9cnicos em Espet\u00e1culos de Divers\u00f5es do Estado no Esp\u00edrito Santo (Sated), institui\u00e7\u00e3o na qual ocupou cargo de dire\u00e7\u00e3o e chegou a presidir de 2009 a 2012 e de 2013 a 2017. Desde 1988 vem integrando o Conselho Estadual de Cultura do Esp\u00edrito Santo representando os interesses da classe art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 1988 a 2013 foi Servidora P\u00fablica, lotada na Secretaria Municipal de Cultura de Vit\u00f3ria, institui\u00e7\u00e3o na qual ocupou diversas fun\u00e7\u00f5es, entre elas a de Diretora e de Subsecret\u00e1ria entre os anos de 1996 a 2000. Hoje ela, desde 2019, vem presidindo o Centro de Apoio e Mem\u00f3ria ao Circo do Estado do Esp\u00edrito Santo.&nbsp; Administra ainda, sua Empresa de Produ\u00e7\u00e3o, intitulada, Teatro Du Beco Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas Ltda.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>32\u00ba FCV<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 19 a 24 de julho, acontece a 32\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cinema de Vit\u00f3ria (FCV), que apresentar\u00e1 a safra atual e in\u00e9dita do audiovisual brasileiro. Al\u00e9m das exibi\u00e7\u00f5es nas mostras competitivas, o evento contar\u00e1 com sess\u00f5es especiais, debates, forma\u00e7\u00f5es e homenagens que transformar\u00e3o a cidade de Vit\u00f3ria na capital do cinema. Toda programa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00a0<strong>32\u00b0 Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>\u00a0conta com patroc\u00ednio da Petrobras e com patroc\u00ednio institucional do\u00a0<strong>Instituto Cultural Vale<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Banestes<\/strong>, atrav\u00e9s da\u00a0<strong>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura do Governo Federal<\/strong>. Conta com o apoio da\u00a0<strong>TV Gazeta<\/strong>, da\u00a0<strong>Rede Gazeta<\/strong>, da\u00a0<strong>Carla Buaiz Joias<\/strong>, do\u00a0<strong>Canal Brasil\u00a0<\/strong>e do\u00a0<strong>Hotel Senac Ilha do Boi<\/strong>, da\u00a0<strong>TVE<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>F\u00f3rum dos Festivais<\/strong>. Conta tamb\u00e9m com parceria do\u00a0<strong>Sesc Esp\u00edrito Santo<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da\u00a0<strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0e do\u00a0<strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<strong>IBCA<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atriz, diretora, produtora e ativista. Esta \u00e9 Ver\u00f4nica Gomes, a Homenageada Capixaba do 32\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria, que acontece de 19 a 24 de julho, na capital capixaba. 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