O diretor Thiago Moulin apresentou ao público do 32º Festival de Cinema de Vitória, dentro da programação da Sessão Especial Longas Capixabas, o filme Meu Pai e Eu, uma obra feita a partir da experiência pessoal após a morte do próprio pai. O filme foi construído depois de encontrar uma mala com cartas guardadas, cadernos postais e objetos pessoais A exibição aconteceu na tarde de quinta-feira (24), na Sala Cariê Lindenberg, no 2º andar do Sesc Glória.
O 32º FCV conta com patrocínio da Petrobras e patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale e do Banestes, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte – IBCA.
A sessão, que teve apresentação de Cleverson Guerrera, lotou a sala de cinema e foi seguida de debate com o realizador e a montadora do filme, Tati Franklin. “A gente está sempre atento a essas produções capixabas e fico muito feliz de que todo esse debate que a gente está promovendo, se encerra na tela do Festival de Cinema de Vitória. Estou feliz de ver a sala cheia numa quinta-feira à tarde”, afirmou o diretor.
Filmes

A montadora Tati Franklin e o diretor durante o debate. Foto: Melina Furlan – Andie Freitas – Vikki Dessaune – Sergio Cardoso
A programação da Sessão Especial Longas Capixabas durante o 32º Festival de Cinema de Vitória exibiu quatro longas-metragens da produção recente do cinema produzido no Espírito Santo.
As exibições começaram com Margeado, de Diego Zon, que traz a homenageada capixaba, Verônica Gomes, como uma das protagonistas, e tem no elenco nomes como Antônio Pitanga e Juliano Gauche. O filme conta a história de moradores de uma vila pesqueira que enfrentam um futuro incerto após o rompimento da barragem. Os personagens Yara e Dingue retomam a vida, permanecem e derivam na memória do lugar enquanto as águas correm as montanhas diante das forças indomáveis da natureza.
Já Prédio Vazio, é o novo filme de Rodrigo Aragão, uma das grandes referências de cinema de terror no Brasil. A história narra a jornada da jovem Luna, que parte em busca de sua mãe que desapareceu no último dia de carnaval em Guarapari. Suas buscas a levam a um antigo edifício que parece vazio, mas que na verdade é habitado por almas atormentadas.
O longa Game Girls, de Saskia Sá, fala sobre Mega, uma transhumana que existe em um multiverso — um híbrido de animação 3D e ambientes simulados de jogos eletrônicos — e fica intrigada com os depoimentos de inúmeras mulheres da indústria de games. Ao mesmo tempo, ela se sente inspirada por suas trajetórias, desde suas contribuições históricas até a evolução das personagens femininas nos jogos e o machismo persistente no mundo geek.
Fechando as exibições, Meu Pai e Eu, de Thiago Moulin. O longa é um documentário autobiográfico, onde o personagem, após 10 anos da morte do pai, abre a mala com diários e registros de uma vida inteira. Entre desejos interrompidos e silêncios familiares, o filme apresenta a jornada do diretor para quebrar, por meio de sua própria história, os ciclos de ressentimento que sempre atravessaram gerações em sua família.
O 32° Festival de Cinema de Vitória conta com patrocínio da Petrobras e com patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale e do Banestes, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Rede Gazeta, da Carla Buaiz Jóias, do Canal Brasil e do Hotel Senac Ilha do Boi, da TVE e do Fórum dos Festivais. Conta também com parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte – IBCA.