Aconteceu na tarde de domingo (20), na Sala Marien Calixte, a 10ª Mostra Cinema e Negritude, que integra a programação do 32º Festival de Cinema de Vitória, evento que conta com o conta com patrocínio da Petrobras e patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale e do Banestes, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA.

Com curadoria da cineasta e produtora Flavia Candida, a mostra é uma importante janela que amplifica a produção de realizadores negros. “Mesmo sabendo que ainda há muito o que conquistar, aqui celebramos toda a pluralidade e força artística do Cinema Negro Brasileiro com este belo recorte na Cinema e Negritude, em que o afeto e a ancestralidade conectam universos e abrem novos caminhos”, pontou Candida no texto curatorial. 

Foram exibidos seis curtas-metragens vindos de vários estados brasileiros. São eles: O Céu Não Sabe Meu Nome (Carol AÓ, EXP, BA, 20’), A Sombra de Um Futuro (Gabriel Borges, FIC, PR, 19’), Punhal (Clementino Junior, FIC, RJ, 12’), Babel (Henrique do Carmo, EXP, ES, 4’), Cabeça de Cabaças (Keila-Sankofa, EXP, PA/AM, 6’), Mar de Dentro (Lia Letícia, DOC, PE, 8’), e Sebastiana (Pedro de Alencar, DOC, RJ, 16’). 

Representando O Céu Não Sabe Meu Nome, de Carol Aó, Heraldo de Deus falou sobre a produção audiovisual da Bahia. “Enaltecemos o cinema baiano. Esse filme é bastante sensível, toda vez que assisto me despertam novas emoções e sentimentos. Esse filme foi gravado no subúrbio de Salvador e é muito importante ver esses espaços da nossa cidade em exibição no cinema do Brasil e do mundo.”

Presente na sessão, o diretor Henrique do Carmo apresentou seu curta-metragem Babel para o público. “Cresci ouvindo que a fé pode curar muitas coisas, mas nós, como pessoas pretas, sabemos que nem todas as feridas ela pode fechar.  E o filme traz muito essa reflexão de como a nossa dor e as nossas feridas estão inseridas dentro da religiosidade do povo brasileiro.”

Diretor de Sebastiana, Pedro de Alencar mandou uma carta para apresentar sua obra. “Sebastiana é um filme que surge na minha cabeça há quase dez anos e que faz parte dessa trajetória pelas descobertas sobre a história do meu pai. A vida dele me emocionará para sempre.”

Os filmes exibidos na 10ª edição da Mostra Cinema e Negritude concorrem ao Troféu Vitória de Melhor Filme escolhido pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular. 

32° Festival de Cinema de Vitória conta com patrocínio da Petrobras e com patrocínio institucional do Instituto Cultural Vale e do Banestes, através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Rede Gazeta, da Carla Buaiz Joias, do Canal Brasil e do Hotel Senac Ilha do Boi, da TVE e do Fórum dos Festivais. Conta também com parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte – IBCA.

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