{"id":65015,"date":"2024-06-10T09:35:00","date_gmt":"2024-06-10T12:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/31fv\/?p=65015"},"modified":"2024-08-08T10:51:35","modified_gmt":"2024-08-08T13:51:35","slug":"28a-mostra-competitiva-nacional-de-curtas-documentario-travessia-aborda-a-tradicao-no-parto-de-mulheres-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/31fv\/2024\/06\/10\/28a-mostra-competitiva-nacional-de-curtas-documentario-travessia-aborda-a-tradicao-no-parto-de-mulheres-indigenas\/","title":{"rendered":"28\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas: document\u00e1rio aborda a tradi\u00e7\u00e3o no parto de mulheres ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o dicion\u00e1rio, a palavra travessia significa, entre outras defini\u00e7\u00f5es, o \u201cato ou efeito de atravessar uma regi\u00e3o, um continente, um mar\u201d. Nessa perspectiva, o document\u00e1rio <strong>Travessia<\/strong>, de Karol Fel\u00edcio,<strong> <\/strong>fala sobre a tradi\u00e7\u00e3o ligada ao nascimento em uma aldeia ind\u00edgena na cidade de Aracruz. O filme ser\u00e1 exibido na <strong>28\u00aa Mostra Competitiva Nacional de Curtas<\/strong>, que ser\u00e1 realizada de 21 a 24 de julho, \u00e0s 19 horas, no Sesc Gl\u00f3ria.\u00a0 A mostra faz parte da programa\u00e7\u00e3o do <strong>31\u00ba Festival Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>, que acontece de 20 a 25 de julho, na cidade de Vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu atuo como fot\u00f3grafa e <em>filmmaker<\/em> de parto h\u00e1 oito anos, pude acompanhar o movimento crescente da humaniza\u00e7\u00e3o do parto no Esp\u00edrito Santo. Trabalho na bolha dos hospitais particulares e observo como as mulheres investem em equipes que praticam parto humanizado. As bases dessa nova forma de assist\u00eancia s\u00e3o o respeito ao parto, ao protagonismo da mulher\u201d, explica a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O munic\u00edpio de Aracruz, no Esp\u00edrito Santo, concentra a maior popula\u00e7\u00e3o indigena do estado, com 7.425 habitantes. A diretora, que \u00e9 aracruzense, sempre esteve presente nas comunidades ind\u00edgenas da cidade. Nesses encontros, a diretora passou a observar que mulheres ind\u00edgenas gestantes se deslocavam para realizar seus partos nos hospitais da cidade. \u201cEu j\u00e1 frequentava, h\u00e1 alguns anos, as comunidades ind\u00edgenas de Aracruz, que \u00e9 a cidade onde nasci e fui criada. Frequentava como visitante, como amiga e tamb\u00e9m como fot\u00f3grafa. Comecei a observar esse movimento das mulheres ind\u00edgenas gr\u00e1vidas se deslocarem para parir nos hospitais da cidade, mesmo sabendo que existiam ainda algumas parteiras l\u00e1. Isso come\u00e7ou a me chamar aten\u00e7\u00e3o e despertar minha vontade de entender o porqu\u00ea disso que para mim parecia uma contradi\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Querendo entender o motivo pelo qual a tradi\u00e7\u00e3o relacionada aos partos n\u00e3o estava sendo mantida,&nbsp; ela desenvolveu o roteiro de seu projeto, se reuniu com a equipe para discutir os rumos da produ\u00e7\u00e3o e realizou visitas \u00e0 Aldeia Piraqu\u00ea-A\u00e7u para tratar do assunto com o respeito e a autoriza\u00e7\u00e3o permitidas. Coincidentemente, a filha do cacique estava gr\u00e1vida. O beb\u00ea nasceu em um hospital do munic\u00edpio de Aracruz, localidade em que a aldeia est\u00e1 sediada. \u201cNa madrugada em que a Ara Poty\/ Rosanir entrou em trabalho de parto, peguei meu carro e fui at\u00e9 Aracruz registrar. Fiquei mais dois dias para esperar a chegada do beb\u00ea na aldeia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a experi\u00eancia em registros de partos humanizados, Karol Felicio apresenta no filme um olhar sens\u00edvel sobre a ancestralidade e o mundo contempor\u00e2neo. \u201cOs saberes ancestrais como o parto de c\u00f3coras, parto na \u00e1gua, parto em casa, parto assistido por outras mulheres como doulas e parteiras urbanas (enfermeiras obstetras), se tornaram s\u00edmbolo desse movimento\u201d, afirma a realizadora de Travessia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O filme foi exibido para o cacique Pedro, da Aldeia Piraqu\u00ea-A\u00e7u, e agora foi selecionado para o <strong>31\u00ba Festival Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>. Uma sess\u00e3o privada aconteceu para a comunidade ind\u00edgena envolvida na hist\u00f3ria contada por Karol Fel\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cApesar de j\u00e1 fazer curtas-metragens de parto, esse foi meu primeiro trabalho oficial, autoral, de um tema que \u00e9 uma miss\u00e3o de vida pra mim. De certa forma, essa sele\u00e7\u00e3o me mostra que estou no caminho certo, entregando um trabalho emocionante e foi verdadeiro para os ind\u00edgenas retratados (o mais importante pra mim), quanto para um j\u00fari t\u00e9cnico\u201d, afirma a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto ela, quanto a equipe, est\u00e3o ansiosos pela exibi\u00e7\u00e3o no Festival. \u201cEstamos super felizes e ansiosos. Ver nosso primeiro curta sendo exibido em um festival t\u00e3o tradicional e renomado \u00e9 uma alegria imensa. N\u00e3o vemos a hora de ver a mensagem de Travessia sendo compartilhada com todos os espectadores e tamb\u00e9m de prestigiar os trabalhos de outros excelentes profissionais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">31\u00ba FCV<\/mark><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De <strong>20 a 25 de julho<\/strong>, acontece a <strong>31\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>, que apresentar\u00e1 a safra atual e in\u00e9dita do cinema brasileiro. Al\u00e9m das exibi\u00e7\u00f5es nas mostras competitivas, o evento contar\u00e1 com lan\u00e7amentos de filmes, debates, forma\u00e7\u00f5es e homenagens que transformar\u00e3o a cidade de Vit\u00f3ria na capital do cinema brasileiro. Toda <strong>programa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<strong>31\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong>&nbsp;conta com o patroc\u00ednio master do&nbsp;<strong>Instituto Cultural Vale&nbsp;<\/strong>e<strong>&nbsp;Petrobras,&nbsp;<\/strong>atrav\u00e9s da&nbsp;<strong>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, Minist\u00e9rio da Cultura.&nbsp;<\/strong>Conta tamb\u00e9m com o<strong>&nbsp;<\/strong>patroc\u00ednio da&nbsp;<strong>ArcelorMittal<\/strong>&nbsp;atrav\u00e9s da&nbsp;<strong>Lei de Incentivo \u00e0 Cultura Capixaba<\/strong>,&nbsp;<strong>Secretaria da Cultura do Esp\u00edrito Santo<\/strong>. Conta com a parceria do&nbsp;<strong>Sesc Gl\u00f3ria<\/strong>. Tem apoio da&nbsp;<strong>Rede Gazeta,<\/strong>&nbsp;do&nbsp;<strong>Canal Brasil,&nbsp;<\/strong>do&nbsp;<strong>Canal Like,&nbsp;<\/strong>da&nbsp;<strong>TVE Esp\u00edrito Santo&nbsp;<\/strong>e<strong>&nbsp;<\/strong>da&nbsp;<strong>Carla Buaiz J\u00f3ias<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da&nbsp;<strong>Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;e do&nbsp;<strong>Instituto Brasil de Cultura e Arte&nbsp;<\/strong>(<strong>IBCA<\/strong>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o dicion\u00e1rio, a palavra travessia significa, entre outras defini\u00e7\u00f5es, o \u201cato ou efeito de atravessar uma regi\u00e3o, um continente, um mar\u201d. Nessa perspectiva, o document\u00e1rio Travessia, de Karol Fel\u00edcio, fala sobre a tradi\u00e7\u00e3o ligada ao nascimento em uma aldeia ind\u00edgena na cidade de Aracruz. 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