{"id":55742,"date":"2020-11-28T16:46:24","date_gmt":"2020-11-28T19:46:24","guid":{"rendered":"http:\/\/vitoriacinevideo.com.br\/27fv\/?p=55742"},"modified":"2020-12-02T14:50:11","modified_gmt":"2020-12-02T17:50:11","slug":"debate-da-5a-mostra-mulheres-no-cinema-aborda-a-diversidade-tematica-da-existencia-feminina-no-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/27fv\/2020\/11\/28\/debate-da-5a-mostra-mulheres-no-cinema-aborda-a-diversidade-tematica-da-existencia-feminina-no-audiovisual\/","title":{"rendered":"Debate da 5\u00aa Mostra Mulheres no Cinema aborda a diversidade tem\u00e1tica da exist\u00eancia feminina no audiovisual"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A representatividade feminina foi a pauta do debate da <strong>5\u00aa Mostra Mulheres no Cinema<\/strong>, que aconteceu na tarde de s\u00e1bado (28). O bate-papo foi mediado pela doutoranda em psicologia e cinema pela USP e cr\u00edtica de cinema para o portal Geled\u00e9s, Viviane A. Pistache e contou com a participa\u00e7\u00e3o da realizadora Larissa Nepomuceno, <strong>Seremos Ouvidas<\/strong>; com a diretora Mar\u00edlia Nogueira, do curta <strong>\u00c2ngela<\/strong>; Gabriela Altaf, diretora de <strong>Esmalte Vermelho Sangue<\/strong>; e Mariana Campos, realizadora do <strong>Minha Hist\u00f3ria \u00e9 Outra<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O debate come\u00e7ou com <strong>Larissa Nepomuceno<\/strong> falando sobre a ideia do filme Seremos Ouvidas. &#8220;Na \u00e9poca que a ideia nasceu, em 2018, eu fazia aula de libras. Eu fiquei sabendo que existia o feminismo surdo e fui pesquisar um pouco e n\u00e3o encontrei nenhum filme que falasse sobre isso. Porque n\u00e3o passar a informa\u00e7\u00e3o adiante? Fazer com que outras pessoas possam ter acesso. E, claro, n\u00e3o s\u00f3 pessoas ouvintes, mas pessoas surdas tamb\u00e9m\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mar\u00edlia Nogueira<\/strong> revelou que o filme foi pensado para a atriz Teuda Bara, do Grupo Galp\u00e3o de Teatro. &#8220;Chegou um momento em que eu me dei conta de como era diferente fazer cinema sendo mulher. Eu imaginava que o problema era eu, Marilia, que n\u00e3o tinha capacidade de entrar em festivais, capacidade de conseguir os trabalhos que eu queria, esse era o problema e o fato de ser mulher n\u00e3o tinha nada com isso. Em 2014, eu comecei a ficar mais consciente desse problema, n\u00e3o s\u00f3 pessoal, mas do que eu via nas telas. Do abusrdo que \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da mulher na frente das c\u00e2meras. Ent\u00e3o eu quis muito escrever algo que tivesse uma protagonista mulher, foda e incr\u00edvel. E eu queria muito trabalhar com a Teuda Bara\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gabriela Altaf<\/strong> falou das inspira\u00e7\u00f5es para levar as telas Esmalte Vermelho Sangue, document\u00e1rio que cria uma narrativa sobre as pr\u00e1ticas de beleza para falar sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u201c&#8221;A minha motiva\u00e7\u00e3o para fazer esse filme \u00e9 o corpo. No meu mestrado eu investiguei mulheres que se acham feias. As implica\u00e7\u00f5es na vida social, profissional e amorosa dessas mulheres e o que era o feio na cultura contempor\u00e2nea. E uma das coisas que ficou pra mim nessa pesquisa foi o quanto as pr\u00e1ticas de beleza eram muito complexas.E as teorias, no geral, as tratavam como boas ou m\u00e1s. Ou opressivas ou por um vi\u00e9s liberal, &#8216;voc\u00ea faz o que voc\u00ea quiser com seu corpo&#8217;. E para mim isso n\u00e3o dava conta de representar o que as pr\u00e1ticas representavam na vida dessas mulheres\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Minha Hist\u00f3ria \u00c9 Outra \u00e9 um projeto idealizado pelo coletivo Ag\u00f4 y\u00e1, dirigido por <strong>Mariana Campos<\/strong>, que fala sobre a afetividade entre mulheres. &#8220;Fundamos o coletivo em 2017 e desde ent\u00e3o usando o audiovisual como uma ferramenta para visibilizar as tem\u00e1ticas sociais. Esse foi o nosso norte trazer um recorte de g\u00eanero, de ra\u00e7a, de diversidade sexual. Em uma de nossas conversas, chegamos nesse tema que muitas de n\u00f3s queria contar e que poderia ser tema de um filme. Nesse meio tempo surge um edital de financiamento na cidade de Niter\u00f3i e a gente come\u00e7a e criar esse projeto que fala sobre visibilizar o amor entre mulheres pretas. Algo que sempre nos incomodou, falando de toda a trajet\u00f3ria do cinema brasileiro e internacional, \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do corpo l\u00e9sbico, bissexual. Do corpo n\u00e3o hetero. \u00c9 sempre carregado de muita viol\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 humanizado. Sempre tem uma hist\u00f3ria com final triste e a gente queria fazer um filme que partisse do lugar do afeto\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>27\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/strong> conta com o Patroc\u00ednio do Minist\u00e9rio do Turismo, atrav\u00e9s da Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, e do Banestes. Conta com o apoio da Unimed Vit\u00f3ria, da Rede Gazeta, do Canal Brasil, da Stella Artois e da Suzano. Conta tamb\u00e9m com o apoio institucional do Centro T\u00e9cnico do Audiovisual (CTAv), da Tower Web, da Dot, da Link Digital, da Mistika, da ABD Capixaba, da Carla Buaiz J\u00f3ias, do Findes, do Sesi Cultural e da Secretaria de Estado da Cultura do Esp\u00edrito Santo. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da Galp\u00e3o Produ\u00e7\u00f5es e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confira na \u00edntegra o Debate da 5\u00aa Mostra Mulheres no Cinema<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"LIVE 27FCV - Debate da 5\u00aa Mostra Mulheres no Cinema\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KBpH0KPyXbU?start=3390&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A representatividade feminina foi a pauta do debate da 5\u00aa Mostra Mulheres no Cinema, que aconteceu na tarde de s\u00e1bado (28). 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