{"id":50226,"date":"2020-04-06T12:26:46","date_gmt":"2020-04-06T15:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/vitoriacinevideo.com.br\/27fv\/?p=50226"},"modified":"2020-07-29T15:09:44","modified_gmt":"2020-07-29T18:09:44","slug":"fcv-em-casa-mostra-mulheres-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/festivaldevitoria.com.br\/27fv\/2020\/04\/06\/fcv-em-casa-mostra-mulheres-no-cinema\/","title":{"rendered":"#FCVemCasa: Mostra Mulheres no Cinema"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante do avan\u00e7o do Coronav\u00edrus (COVID-19) no Brasil e com as medidas de isolamento determinadas pelas autoridades para diminuir o risco de contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, o Festival de Cinema de Vit\u00f3ria lan\u00e7a uma op\u00e7\u00e3o para curtir os filmes da edi\u00e7\u00e3o passada, que aconteceu em 2019, em Casa. O #FCVemCasa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o do <strong>Cineclube S\u00e3o Jorge<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os filmes selecionados para a <strong>Mostra Mulheres no Cinema<\/strong> no 26\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria ofereceram ao p\u00fablico a multiplicidade presente nos olhares femininos de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds sobre as quest\u00f5es importantes para as mulheres. A curadoria formada por B\u00e1rbara Caz\u00e9, H\u00e9gli Lot\u00e9rio e Saskia S\u00e1 definiu uma sele\u00e7\u00e3o de filmes dirigidos e protagonizados por mulheres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a mostra Mulheres no Cinema reafirmou seu compromisso em debater a pluralidade do ser feminino. Agradecemos a todas as diretoras que nos confiaram seus filmes acreditando na for\u00e7a do Festival de Cinema de Vit\u00f3ria, e que trouxeram suas vis\u00f5es plurais de todos os cantos do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os quatro curtas-metragens evidenciam a for\u00e7a das mulheres e sua atua\u00e7\u00e3o como fundamentais em suas comunidades como uma tend\u00eancia observada nas produ\u00e7\u00f5es inscritas, desde as mais tradicionais \u00e0quelas presentes nas grandes metr\u00f3poles brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o que podemos ver com o curta-metragem \u201c<strong>Deus te d\u00ea boa sorte<\/strong>\u201d, com dire\u00e7\u00e3o de Jacqueline Farias. O curta exalta a for\u00e7a das mulheres a partir das Parteiras na comunidade ind\u00edgena Pankaru, \u00e0s margens pernambucanas do Rio S\u00e3o Francisco. Al\u00e9m de receberem os novos integrantes da comunidade, elas s\u00e3o respons\u00e1veis tamb\u00e9m pela prepara\u00e7\u00e3o das mulheres mais jovens para dar continuidade a tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre o conhecimento cient\u00edfico e o conhecimento ancestral, as mulheres da comunidade optam pelo fortalecimento da rede de apoio feminino, parindo em casa sob orienta\u00e7\u00e3o das parteiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>Fosfeno<\/strong>\u201d, de Clara Vilas Boas e Emanuele Sales, transporta o telespectador para a est\u00e9tica jovem, urbana e noturna das festas com m\u00fasica eletr\u00f4nica. O filme em tons de lil\u00e1s faz refer\u00eancia \u00e0 cor s\u00edmbolo do movimento feminista. Na trama, um casal l\u00e9sbico interracial vive uma noite ou o tempo de dura\u00e7\u00e3o de sua paix\u00e3o. A aus\u00eancia de di\u00e1logo indica que a comunica\u00e7\u00e3o pode se dar de v\u00e1rios modos. A produ\u00e7\u00e3o mineira oferece ao p\u00fablico uma experi\u00eancia f\u00edlmica pr\u00f3xima do universo psicod\u00e9lico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As diretoras negras se destacaram nesta edi\u00e7\u00e3o. \u201c<strong>Poder<\/strong>\u201d, da diretora Sabrina Rosa, traz a for\u00e7a e o protagonismo das mulheres negras na disputa por uma narrativa autoral sobre suas vidas a partir de quatro amigas moradoras da cidade do Rio de Janeiro. Um filme divertido em sua abordagem para tratar dos conflitos cotidianos atravessados pelas protagonistas ao longo da trama, que reflete sobre quest\u00f5es de g\u00eanero, classe, ra\u00e7a e viol\u00eancia contra a mulher com refer\u00eancia ao universo dos quadrinhos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando linguagem experimental, \u201c<strong>Afeto<\/strong>\u201d, das diretoras Gabriela Gaia Meirelles e Tain\u00e1 Medina, fala sobre arquitetura, mem\u00f3ria e ocupa\u00e7\u00e3o feminina do espa\u00e7o urbano. O filme resgata a mem\u00f3ria e d\u00e1 visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o feminina na arquitetura, tratando de quest\u00f5es contempor\u00e2neas relacionadas ao corpo feminino em seu embate com a cidade. Afeto traz uma possibilidade de reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os urbanos e de como esses espa\u00e7os sugerem um apagamento do corpo feminino. O som do filme \u00e9 um elemento central para compreender a viol\u00eancia que as mulheres sofrem nas grandes metr\u00f3poles brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esperamos que vejam ou revejam estes filmes imperd\u00edveis que foram exibidos na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cinema de Vit\u00f3ria!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta mat\u00e9ria foi baseada no texto curatorial da 4\u00aa Mostra Mulheres no Cinema e ele est\u00e1 dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/issuu.com\/vitoriacinevideo\/docs\/catalogo-26fcv\">Cat\u00e1logo do 26\u00ba Festival de Cinema de Vit\u00f3ria<\/a>. Quem assina o texto s\u00e3o as tr\u00eas curadoras da Mostra, B\u00e1rbara Caz\u00e9, H\u00e9gli Lot\u00e9rio e Saskia S\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma boa sess\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4\u00aa Mostra Mulheres no Cinema<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa: 16 anos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deus te d\u00ea boa sorte (Jacqueline Farias, 23\u2019, DOC, PE)<\/strong>*<br>Deus te d\u00ea boa sorte \u00e9 um curta-metragem documental que revela a voz ancestral das&nbsp; mulheres parteiras ind\u00edgenas Pankararu. Habitantes das margens do Rio S\u00e3o Francisco, na fronteira dos munic\u00edpios de Tacaratu, Jatob\u00e1 e Petrol\u00e2ndia, essas mulheres de espiritualidade antiga, carregam a experi\u00eancia de receber no mundo os pequenos \u00edndios e \u00edndias e de garantir que sangue, placenta e cord\u00e3o umbilical retorne para a terra, guardando o direito de que habitem o ch\u00e3o onde nasceram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;Fosfeno (Clara Vilas Boas e Emanuele Sales, 12\u2019, FIC, MG)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Te\u00e7\u00e1 \u00e9 uma jovem solit\u00e1ria que trabalha como DJ e sofre com suas mem\u00f3rias v\u00edvidas. Durante seu setlist em uma festa, uma mulher tira uma foto de Te\u00e7\u00e1. Essa mulher continua aparecendo pelo seu caminho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Fosfeno (2019)\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y167iTO9SbA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poder (Sabrina Rosa, 19\u2019, FIC, RJ)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poder conta a hist\u00f3ria de quatro amigas negras vivendo seus dramas cotidianos. Durante um banho de cachoeira, elas recebem uma carga energ\u00e9tica que lhes d\u00e1 superpoderes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Filme PODER\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8ewuwpvc4HQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Afeto (Gabriela Gaia Meirelles e Tain\u00e1 Medina, 15\u2019, EXP, RJ)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O corpo-mulher versus o trator-cidade. Um apagamento hist\u00f3rico, arquitet\u00f4nico, simb\u00f3lico. Um desmemoriamento. Em meio \u00e0 uma das maiores crises pol\u00edticas e representativas brasileiras, AFETO \u00e9 um curta-metragem experimental sobre arquitetura, mem\u00f3ria e ocupa\u00e7\u00e3o feminina do espa\u00e7o urbano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-vimeo wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"AFETO | PORT 2019\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/296508359?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"300\" height=\"169\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*<strong>Deus te d\u00ea boa sorte<\/strong> n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para visualiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do avan\u00e7o do Coronav\u00edrus (COVID-19) no Brasil e com as medidas de isolamento determinadas pelas autoridades para diminuir o risco de contamina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, o Festival de Cinema de Vit\u00f3ria lan\u00e7a uma op\u00e7\u00e3o para curtir os filmes da edi\u00e7\u00e3o passada, que aconteceu em 2019, em Casa. 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