Homenagem a Markus Konká, Mostra Mulheres no Cinema e entrega de prêmios marcam a última noite do Festival


Está chegando ao fim a 23ª edição do Festival de Cinema de Vitória que, em sua última noite, reservou uma programação especial para o público. A partir das 10 horas, no Hotel Senac Ilha do Boi, acontece o Encontrão dos Realizadores que será um momento para os diretores dos filmes exibidos no Festival discutirem sobre suas produções com o público. A partir das 14h, acontece, no Teatro Carlos Gomes, a Mostra Mulheres no Cinema, que irá exibir 9 curtas-metragens que dão ênfase à atuação feminina por detrás das câmeras. A partir das 19h, o artista capixaba Markus Konká será homenageado pelo Festival. Logo após a homenagem, o público acompanha a Sessão Especial de Encerramento com o filme “Os Incontestáveis”, Alexandre Serafini. A noite termina com a cerimônia de premiação, a partir das 21h, no Teatro Carlos Gomes. A entrada é gratuita.


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“Prepara!”, de Muriel Alves

Mulheres no cinema
A Mostra Mulheres no Cinema é um espaço que dará ênfase à participação e atuação feminina por detrás das câmeras. Fazem parte dessa sessão 9 curtas-metragens nos gêneros documentário e ficção, vindos de 5 estados diferentes, que serão exibidos neste sábado (19), às 14h, no Teatro Carlos Gomes, Centro de Vitória (ES).


Após as exibições, acontecerá um debate em torno do tema da mostra, mediado por Tamyres Batista (produtora que fez parte das assistentes de curadoria da Mostra Mulheres no Cinema). O debate também recebe outras convidadas: A fotógrafa e produtoras Carla Osório, a diretora e curadora da mostra Sáskia Sá e da diretora do curta “Irmã de Cena”, Gisele Bernardes.


Para a presente edição do Festival, 20% das produções inscritas são dirigidas por mulheres. O número representa bem a realidade nacional, uma vez que, de acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), nos últimos 20 anos, apenas 19% dos filmes foram dirigidos exclusivamente por mulheres.

Na lista dos filmes selecionados pela curadoria, estão: “Antonieta”, de Flávia Person; “Irmã de Cena”, de Gisele Bernardes; “CEP 05300”, de Adria Meira e Lygia Pereira; “Autopsia”, de Mariana Barreiros; “Mulher(es)pelhos”, de Rayza Oliveira; “Os Muros Gritam o Silêncio”, de Bresiana Saldanha e Danieli Borgoni; “Prepara!”, de Muriel Alves; “Chanson d’amour”, de Renata Prado, e “Dentro de Casa”, de Yasmin Nolasco.


markus-konka_foto_gustavo-louzada_2Homenagem a Markus Konká
Markus Konká comemora este ano quatro décadas de carreira no cinema. Ator, bailarino, coreógrafo e diretor, ele completou 62 anos no último mês de março e será homenageado na noite de encerramento do 23º Festival de Cinema de Vitória, neste sábado (19), no Teatro Carlos Gomes, Centro de Vitória (ES). Na ocasião, também será lançado o Caderno do Homenageado, publicação que traz uma extensa reportagem sobre a carreira do artista.

Um dos mais expressivos artistas atuantes nas artes cênicas e no cinema do Espírito Santo, Konká possui um percurso artístico que transita pelo teatro, cinema e dança. Na telona, atuou em cerca de 40 filmes, entre curtas e longas-metragens. Foi dirigido por importantes nomes do cinema nacional: Nelson Xavier, Ruy Guerra, Hector Babenco, Hugo Carvana, Arnaldo Jabour, Carlos Diegues e Neville de Almeida. No Espírito Santo, atuou em filmes de Amylton de Almeida, Luiza Lubiana, Virgínia Jorge, Saskia Sá, Luiz Tadeu Teixeira, Edson Ferreira, entre outros.


Lançamento de longa-metragem capixaba

Uma ficção movida a conhaque, rock pesado, humor negro, psicodelia e que, nas entrelinhas, faz um caldo crítico à quase tudo: da família tradicional à luta pelo poder. Isso é o que o público vai assistir em Os Incontestáveis, primeiro longa-metragem de Alexandre Serafini, que fará sua exibição de estreia na noite de encerramento do 23º Festival de Cinema de Vitória. O elenco do filme traz também os atores Tonico Pereira (o Mendonça, de “A Grande Família”) e Fernando Teixeira (“Baixio das Bestas”). O roteiro é fruto de uma parceria entre o diretor e o dramaturgo e escritor Saulo Ribeiro.


Em “Os Incontestáveis”, os irmãos Bel e Mau viajam a bordo de um Opala 73 pelas estradas do Espírito Santo em busca de um carro, um Maverick 77, que pertenceu ao pai. Os dois personagens são interpretados por Fabio Mozine (baixista do Mukeka di Rato) e Will Just (guitarrista do The Muddy Brothers). A jornada os leva até a distante e esquecida vila de Cotaxé, palco de históricos conflitos de terra, fronteira e poder, onde os destinos dos irmãos e do lugar entrarão em rota de colisão.


Oficinas de cinema produzem cinco curtas
Tem mais estreia neste sábado. Os alunos que participaram das oficinas de cinema do 23º Festival de Cinema de Vitória vão exibir cinco curtas-metragens, resultados das aulas que aconteceram durante a semana.


Às 16h, no Cine Metrópolis, na Ufes, acontece a estreia dos filmes: “A Outra”, “O Labirinto”, “Ocupação” e “Coletivo negrada”, produzidos pelos alunos das Oficinas Integradas de Cinema.  Mais tarde, às 19h, no Teatro Carlos Gomes, estreia o filme “Coisas de Cinema”, produzido por alunos da Oficina de Cinema e Vídeo.  


Premiações

Após cinco dias de uma extensa programação, com mais de 100 filmes exibidos, chega a hora de conhecer as produções vencedoras das tradicionais mostras do festival. A cerimônia de premiação começa às 21h, no Teatro Carlos Gomes.


Além de concorrerem ao Troféu Vitória em diversas categorias, as obras selecionadas para o 23º Festival de Cinema de Vitória poderão ser contempladas com premiações extras em dinheiro ou serviços voltados para a produção e finalização de filmes. Ao todo serão entregues cerca de 20 troféus, além das possíveis menções honrosas, durante a noite de encerramento, neste sábado (19).

Além disso, uma das obras exibidas na 20ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas será escolhida, por um júri composto por jornalistas e críticos de cinema, para receber o Prêmio Canal Brasil de Curtas-Metragens – reconhecimento dado a produções exibidas nos principais festivais de cinema do país. O curta premiado será exibido na grade de programação do Canal Brasil e receberá o Troféu Canal Brasil, além de R$ 15 mil sob a forma de Contrato de Licenciamento. Os filmes desta mostra também concorrerão a prêmios concedidos por algumas das empresas apoiadoras do evento: a CiaRio, a DOT, a Mistika e a Cinecolor.


23º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA
SÁBADO (19/11)

9h – Oficina de Cinema e Vídeo – Ufes


9h – Oficinas Integradas de Cinema: Direção, Trilha e Finalização – Ufes


10h – Encontrão dos realizadores – Hotel Senac Ilha do Boi

 

14h – Mostra Mulheres no Cinema – Teatro Carlos Gomes
Antonieta, de Flávia Person (Documentário, 15’, SC) –  O documentário “Antonieta”, de Flávia Person, aborda Antonieta de Barros (1901-1952), mulher, negra, professora, cronista, feminista e, em 1935, se tornou a primeira negra a assumir um mandato popular no país.

Irmã de Cena, de Gisele Bernardes (Documentário, 14’, ES) – Percurso em meio ao espaço urbano e noturno com os grupos de rap Preta Root’s e Melanina MC’s.

CEP 05300, de Adria Meira e Lygia Pereira (Documentário, 21’, SP) – O documentário “CEP 05300” mostra a história de mulheres que cresceram na mesma rua e que em momentos diferentes da vida realizaram um aborto. Em conversas informais, elas relatam suas diferentes experiências com o processo, evidenciando a necessidade de expor o tema, bem como legalizar o procedimento.

Autopsia, de Mariana Barreiros (Experimental, 7’, RJ) – O filme é uma inspeção de como a cultura e a mídia são responsáveis pela objetificação e desumanização da mulher e, portanto, da violência contra a mesma.

Mulher(ES)Pelhos, de Rayza Oliveira (Ficção, 7’, PE) – Que enigmas meninas e mulheres escondem por detrás dos seus reflexos? Mulheres que a sociedade míope distorce parecendo não enxergar ou enxergando pelo avesso, como elas se veem? Dentre as inúmeras violências sofridas por mulheres, os casos de abusos físicos/sexuais se revelam em altos índices em pesquisas e noticiários cotidianos. Como se desprender desses traumas? Conheça a história de várias mulheres, de vários nomes, multiplicada, refletida em uma só protagonista.

Os Muros Gritam o Silêncio, de Bresiana Saldanha e Danieli Borgoni (Experimental, 2’, ES) – Os muros gritam através da arte, a violência sofrida por muitas “Marias”, na qual várias guardam em silêncio os abusos sofridos.

Prepara!, de Muriel Alves (Documentário, 15’, RJ) – “Prepara!” é um documentário que aborda a inclusão de travestis, transexuais, transgêneros e outras pessoas em situação de vulnerabilidade social e preconceito de gênero nas redes de ensino superior.

Chanson D’Amour, de Renata Prado (Ficção, 12’, RJ) – Luísa vive drama de homofobia e sexismo.

Dentro de Casa, de Yasmin Nolasco (Ficção, 14’, ES) – Paula é uma mulher jovem e casada, que vive um relacionamento onde não possui voz. Seu marido, Eric, exerce um forte controle sobre ela, mascarado de preocupação. Aos poucos, Paula passa a perceber sinais de que sua relação não é saudável e começa a encarar o difícil processo de libertação. Ao atingir o seu limite e finalmente perceber o tipo de controle que Eric exerce sobre ela, Paula o expulsa de casa e destrói todas as coisas que a faz lembrar dele.


19h – Homenagem a Markus Konká – Teatro Carlos Gomes


19h30 – Sessão Especial de Encerramento – Teatro Carlos Gomes

Os Incontestáveis (Ficção, 83’, ES), de Alexandre Serafini  / Exibição fora de competição. A bordo de um Opala 73, dois irmãos – Bel e Mau – viajam pelas estradas do Espírito Santo em busca do carro, um Maverick 77, que pertenceu ao pai que os abandonou na infância. A jornada chega ao fim em Cotaxé, onde a história dos irmãos se confundirá com os históricos de conflitos de terra da região e eles encontrarão um novo rumo para seus destinos.


21h – Premiação do 23º Festival de Cinema de Vitória – Teatro Carlos Gomes