Também fazem parte da programação a segunda exibição da 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas e a Sessão Especial do longa “Xale”, de Douglas Soares. Acima imagem do curta “Constelações”, de Maurílio Martins


Nesta terça (15), o 23º Festival de Cinema de Vitória dá continuidade à sua maratona cinematográfica. O segundo dia do evento será marcado pela primeira sessão da Mostra Competitiva Nacional de Curtas que, este ano, comemora sua 20ª edição com uma seleção do que há de mais recente no curta-metragem brasileiro: são 25 filmes nos gêneros ficção, documentário, animação e experimental, produzidos em diferentes cidades brasileiras. A mostra tem início às 19 horas, no Teatro Carlos Gomes, Centro de Vitória (ES). A entrada é franca.


o-delirio-e-a-redenc%cc%a7a%cc%83o-dos-aflitos_2Neste primeiro dia da mostra, serão exibidos os curtas: Demônia – Melodrama em 3 Atos, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet; Balada para os Mortos, de Lucas Sá; Melancia, de Lírio Ferreira; Constelações, de Maurílio Martins; Das Águas que Passam, do capixaba Diego Zon e O Delírio é a Redenção dos Aflitos, de Felipe Fernandes (imagem acima).

Essas produções concorrem ao Troféu Vitória nas categorias Melhor Filme – Júri Oficial, Prêmio Especial do Júri, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Contribuição Artística, Melhor Interpretação e Melhor Filme – Júri Popular. Os filmes da Mostra Competitiva Nacional de Curtas concorrem, ainda, ao Prêmio Canal Brasil de Curtas-Metragens, que inclui o Troféu Canal Brasil, R$ 15 mil concedidos por júri específico e o direito a participar da seleção do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas-Metragens, cujo valor é de R$ 50 mil. Além disso, disputam prêmios em serviços concedidos pelas empresas Cia-Rio, DOT, Mistika e Cinecolor.


Mais tarde, às 21h, o Festival de Cinema de Vitória prossegue com sua programação com a segunda exibição da 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, com o filme Guerra do Paraguay, ficção de Luiz Rosemberg Filho. No filme, um soldado volta da Guerra do Paraguai e encontra um grupo de teatro nos dias de hoje. Nesse épico, o diretor revista o evento histórico que foi responsável pela morte da maior parte da população paraguaia da época e apresenta um embate entre a guerra e a arte. Diretor de vários outros filmes de longa e curtas-metragens, Luiz Rosemberg Filho é considerado um dos mais criativos e ousados cineastas em atividade do Brasil e teve algumas de suas obras censuradas pela Ditadura.


Sessão Especial exibe primeiro longa-metragem do diretor Douglas Soares

xale_1-29Na sequência, o público assistirá ao filme Xale, primeiro longa-metragem do carioca Douglas Soares. Lançado durante o Festival do Rio 2016, esse filme será exibido fora de competição durante a Sessão Especial, a partir das 23 horas, no Teatro Carlos Gomes. Ora com recursos documentais, ora com cenas claramente ensaiadas, o longa-metragem retrata o esforço de um brasileiro em resgatar a memória de seus antepassados armênios, testemunhada apenas por sua avó, Araci, surpreendida por um princípio de Alzheimer. Entre essa inevitável perda de memória e a vontade de recuperar lembranças de tempos passados, a relação entre avó e neto se desenvolve na tela.


Atividades paralelas

Pela manhã, a partir das 10 horas, os realizadores dos curtas exibidos na primeira noite participam de um debate no Hotel Senac Ilha do Boi. Ao longo do dia, na Ufes, também acontecem a Oficina de Crítica de Cinema, a Oficina de Cinema e Vídeo e as Oficinas Integradas (Roteiro, Direção, Trilha Sonora e Finalização Digital).   


23º Festival de Cinema de Vitória
Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 23º Festival de Cinema de Vitória acontece de 14 a 19 de novembro, em Vitória (ES), e conta com o patrocínio do Ministério da Cultura através da Lei de Incentivo à Cultura, da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Rede Gazeta. São apoiadores a Caixa Econômica Federal, a ArcelorMittal Tubarão, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) e o Governo do Estado do Espírito Santo. O evento ainda conta com o apoio cultural do Instituto Sincades e do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e com o apoio institucional do Canal Brasil e da Universidade Federal do Espírito Santo.

 

23º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA
PROGRAMAÇÃO

TERÇA-FEIRA (15)

 

9h – Oficina de Cinema e Vídeo – Ufes

 

9h – Oficina de Crítica de Cinema – Ufes

 

10h – Debate com realizadores – Hotel Senac Ilha do Boi

 

14h – Oficinas Integradas de Cinema: Roteiro, Direção, Trilha e Finalização – Ufes

19h – 20ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas – Teatro Carlos Gomes
Demônia – Melodrama em 3 Atos (Ficção, 17’, SP), de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet. Demônia é um ser endiabrado. Ou uma mulher má.
Balada para os Mortos (Ficção, 22’, MA/RS), de Lucas Sá. A cidade onde eu vivo é a cidade onde eu morro.
Melancia (Documentário, 7’, PE), de Lírio Ferreira. Um filme sensorial. A referência é a cidade do Recife, com sua crescente verticalização e sua outrora horizontalização – seu passado em confronto direto com o seu pseudofuturo. Seu desmanche. Seu fedor. O ritmo é inspirado na montagem nuclear do filme DI, de Glauber Rocha, sempre cortando no ápice. Em contraponto a imagens rápidas de eventos programados e/ou ocasionais, o artista Paulo Bruscky conduz as histórias como um cronista, atuando também como elemento desacelerador da montagem vertiginosa.

Constelações (Ficção, 25’, MG), de Maurílio Martins. Dois estranhos percorrem juntos uma jornada noite adentro. Ela, que não fala português, vai em busca do passado. Ele, que não fala a língua dela, se afoga nas incertezas do futuro.

Das Águas que Passam (Documentário, 23’, ES), de Diego Zon. A imensidão do homem é um lugar suspenso no tempo, margeado por céu, terra, rio e mar.

O Delírio é a Redenção dos Aflitos (Ficção, 21’, PE’), de Felipe Fernandes. Raquel é moradora de um prédio-caixão condenado por risco de desabamento. Última residente a permanecer no edifício, ela precisa se mudar o quanto antes para garantir a segurança de sua família.

21h – 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas – Teatro Carlos Gomes

– Guerra do Paraguay (Ficção, 75′, RJ), de Luiz Rosemberg Filho. Um soldado volta da guerra do Paraguay e encontra um grupo de teatro nos dias de hoje. Um embate entre a guerra e a arte.

23h – Sessão Especial – Teatro Carlos Gomes

– Xale (EXP, 71’, RJ), de Douglas Soares. Neto e avó, descendentes do Genocídio Armênio, vivem juntos em um apartamento decorado por segredos e memórias que estão desaparecendo.