A 5ª Mostra Foco Capixaba acontece no dia 14 de novembro, a partir das 20h, no Teatro Carlos Gomes. Acima, imagem do documentário “Mitã Odjau Ramo – Quando a Criança Nasce”, de Ricardo Sá


Pensando na inclusão de todos os públicos, este ano a sessão da 5ª Mostra Foco Capixaba contará com tradução simultânea para Língua Brasileira de Sinais (Libras) possibilitando que os espectadores com deficiência auditiva acessem aos filmes. A exibição acontece nesta segunda-feira (14), primeiro dia do 23º Festival de Cinema de Vitória, a partir das 20h, no Teatro Carlos Gomes, Centro de Vitória – ES. Entrada franca.


Valorizando o cinema feito no Espírito Santo, o 23º Festival de Cinema de Vitória apresentará em sua noite de abertura a 5ª Mostra Foco Capixaba – competitiva que busca traçar um panorama da produção de curtas-metragens realizados no Espírito Santo, refletindo as estéticas e os modos de produção do cinema contemporâneo capixaba.


A 5ª edição da mostra apresenta uma safra bastante representativa desse “lugar” do cinema capixaba, mesclando filmes de jovens realizadores, muitos ainda universitários, a produções assinadas por cineastas veteranos, cuja trajetória cinematográfica se confunde com a própria história do cinema capixaba. Serão exibidos cinco filmes que concorrerão ao Troféu Vitória de melhor filme.


Sobre os filmes

Este ano quatro produções de gênero documental compõem a lista de exibição. Um dos documentários é o “Mitã Odjau Ramo – Quando a criança nasce”, do veterano Ricardo Sá. O filme trata de uma situação peculiar da vida de duas índias guarani, que optam por realizar o nascimento de seus filhos numa maternidade próxima à sua aldeia, rompendo com determinada tradição.

 

No documentário “A Febre”, o diretor João Oliveira faz uso de entrevistas com seus personagens para discutir a prática do grafite na Grande Vitória. As incursões realizadas nos “rolês” dos pichadores/grafiteiros buscam simular uma experiência, por meio da sugestão de um estado de imersão do espectador no universo desses personagens, no caso, a rua.


Já em “Montação”, de Wanderson Viana, aposta nos depoimentos sobre o “montar-se” drag para construir suas imagens remetendo-as sempre ao processo da construção do corpo e da identidade, colocando em pauta as dificuldades e prazeres de ocupar um lugar desviante em uma sociedade normativa.


como-areia-do-mar_3Completam a 5ª Mostra Foco Capixaba o documentário “Como Areia do Mar”, do diretor estreante Raphael Sampaio, curta feito a partir das memórias de três idosas, e “O Projeto do Meu Pai”, de Rosária, animação que lança um olhar inventivo, lúdico e realista sobre as lembranças infantis.


23º Festival de Cinema de Vitória

Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 23º Festival Cinema de Vitória acontecerá entre os dias 14 e 19 de novembro, em Vitória, e conta com o patrocínio do Ministério da Cultura através da Lei de Incentivo à Cultura, da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Rede Gazeta. São parceiros desta edição o Governo Estado do Espírito Santo e a Universidade Federal do Espírito Santo. O evento ainda conta com o apoio cultural do Instituto Sincades e do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e com o apoio institucional do Canal Brasil.


5ª MOSTRA FOCO CAPIXABA

23º Festival de Cinema de Vitória
SEGUNDA-FEIRA (14 de novembro), às 19H30

Teatro Carlos Gomes – Centro de Vitória


ENTRADA FRANCA


a-febre_1“A Febre” (Documentário, 28’, ES), de João Oliveira. Quanta informação cabe em uma cidade? Vivências e aspectos do graffiti capixaba na visão de seus protagonistas.


“Como Areia do Mar” (Documentário, 19’, ES), de Raphael Sampaio. Compilado de memórias de três idosas, onde suas histórias de vida se cruzam e se misturam a serviço de sensações múltiplas, refletindo suas dores, traumas e opressões vividas.


“Mitã Odjau Ramo – Quando a Criança Nasce” (Documentário, 17 min., ES), de Ricardo Sá. Vanete e Rosimara, duas índias Guarani grávidas, que decidiram realizar seus partos no hospital, próximo da aldeia onde vivem, quebrando uma tradição.


“Montação” (Documentário, 15’, ES) de Wanderson Viana. Dentre tantas possibilidades ser drag ainda é exacerbar o feminino. No curta, seis indivíduos se reúnem para um dia de muita maquiagem, brilho e reflexões sobre seus próprios corpos e tudo o que deles transbordar a partir da Montação.


“O Projeto do Meu Pai” (Animação, 6’, ES), de Rosaria. Eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.