Com uma seleção de dez curtas-metragens e voltada para o público infantojuvenil, essa mostra contribui para a formação de plateia para o cinema nacional. Acima, imagem da ficção fluminense “Hora do Lanchêêê, de Claudia Mattos


A programação do 23º Festival de Cinema de Vitória também tem espaço para as crianças e os adolescentes. O 17ª Festivalzinho de Cinema vai exibir na tela do Cine Metrópolis/Ufes, em Goiabeiras, uma programação voltada para os pequenos espectadores com curtas-metragens variados. Os dez filmes da mostra serão apresentados em duas sessões diárias, entre os dias 16 e 18 de novembro, às 9h e às 14h. Parte do público Festivalzinho são estudantes da rede pública de ensino de municípios da Grande Vitória.

 

O Festivalzinho de cinema sensibiliza crianças e adolescentes para as artes, promovendo, muitas vezes, um primeiro contato com o cinema. Cumpre, ainda, o papel de aproximar o cinema da educação, apresentando o audiovisual como ferramenta de trabalho para educadores. Além de acompanhar as sessões, essa galerinha também interage com a programação do Festivalzinho ao votar no curta-metragem preferido. O filme mais votado leva o Troféu Vitória – Júri Popular.

 

A curadora da mostra, a programadora de audiovisual Rosemeri Barbosa, ressalta o diálogo que o Festivalzinho construiu ao longo dos anos com as escolas: “os educadores nos procuram já com bastante antecedência para garantir a presença de seus alunos nas exibições pois percebem é uma oportunidade de os estudantes terem contato com filmes vindos de diversas parte do Brasil, o que contribui para ampliar o repertório desse público. Assim, a sessão de cinema é um momento de diversão e também um instrumento no processo educativo, pois muitos educadores transformam os conteúdos dos filmes em assunto para atividades em sala de aula”.

 

Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 23º Festival de Cinema de Vitória acontecerá entre os dias 14 e 19 de novembro, em Vitória-ES.

 

17º FESTIVALZINHO DE CINEMA

23º Festival de Cinema de Vitória
16 a 18 de novembro, às 09 e 14 horas

Cine Metrópolis (UFES) – Goiabeiras, Vitória-ES


ENTRADA FRANCA!

 

A Culpa é do Neymar (Ficção, 10’, RJ), de João Ademir / Exibição fora de competição, Melhor Filme – Júri Popular do 16º Festivalzinho de Cinema. O curta, que se passa no ano de 2011, apresenta a história de Jair, um botafoguense fanático que entra em delírio ao descobrir que Túlio, seu único filho, influenciado pela Neymarmania, passou a torcer pelo Santos. Nesse contexto, Sandra, sua esposa, buscará todas as alternativas para trazer o marido à razão e restaurar a paz familiar.

 

a-menina-e-a-fada-da-luz-suelen-encontra-uma-amiga_7A Menina e Fada de Luz (Animação, 7’36’’, RJ),  Alan Nóbrega. Suelen Maria, uma menina de 7 anos, orfã e que vive nas ruas, conhece a Fada da Luz, quando é perseguida por um grupo de meninos malvados, despertando na Suelen os sentimentos de amizade, de solidariedade e de superação.

 

A Orelha de Van Gogh (Animação, 10’48’’, MG), de Thiago Franco. Adaptado do conto literário homônimo de Moacyr Scliar, retirado do livro A orelha de Van Gogh: contos, publicado em 1989, pela Cia das Letras. O filme conta a história de um proprietário de um armazém e seu filho, que acompanha de perto os planos mirabolantes inventados pelo pai para conseguir o perdão de uma grande dívida, cujo credor é admirador incondicional do pintor Van Gogh.

 

Fantasmo (Ficção, 13’25”, SP), de Mateus Loner. Às vezes, quando a gente é criança, acordamos e tem um fantasma no nosso quarto. Isso aconteceu com o pequeno Joaquim. O pai de Joaquim lida com o medo do filho de forma diferente da grande maioria, pois ele sabe que não adianta ignorar ou brigar com alguém só porque a gente ainda não o conheceu.

 

H2Obby (Animação, 3’49”, SP), de Flávia Trevisan. H2Obby traz a história de Hobby, um cachorrinho muito curioso que desenvolve uma amizade com um cubo de gelo. Porém, com o evoluir da história, contratempos ameaçam quebrar esse recém criado laço. Será que Hobby conseguirá mantê-lo?


Hora do Lanchêêê (Ficção, 14’28”, RJ), de Claudia Mattos. Se não fosse pelo almoço gratuito na escola pública, os irmãos Joalisson, Joedson e Jowilson iriam ficar de barriga vazia o dia inteiro. A mãe dos meninos, que é solteira e está desempregada, tem dificuldade até mesmo para colocar comida em casa, mas não quer que os vizinhos saibam de seus problemas financeiros. Por isso, toda tarde, ela obriga as crianças a ir para a janela da frente e fingir que estão mastigando. A vizinhança toda acredita. Até quando essa farsa vai se sustentar?


Insustentarte (Animação, 3’40, GO), de Thiago Ottoni. O que é mais absurdo: despejar toneladas de lixo no córrego da cidade ou um castor artista virar celebridade?


O Projeto do Meu Pai (Animação, 5’39’’, ES), de Rosaria. Eu tenho um amigo que diz que a gente precisa desenhar uma mesma coisa mil vezes, até ela ficar do jeito que a gente acha que é.


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O Menino e a Caixa Misteriosa (Ficção, 8’22’’, RN), de Leonardo Maximiano e Andrieli Torres. Luiz certamente passaria a vida inteira brincando na terra quente com seus amigos se não fosse pela chegada de uma caixa misteriosa. A caixa atrai a atenção de todos e agora a vizinhança está em apuros.

 

Travesseiros (Animação, 4’18”, PR), de Almir Correia. Em uma noite de tempestade, um menino vê seus pais sonâmbulos subindo aos céus através de uma escada feita de travesseiros. Ele os segue e descobre um mundo acima das nuvens.