Voltadas para a formação e aperfeiçoamento profissional, as oficinas de cinema do 23º Festival de Cinema de Vitória possibilitaram o aprendizado de técnicas audiovisuais e sua aplicação prática. A partir de aulas teóricas e de exercícios práticos realizados entre os dias 14 e 19 de novembro, os alunos participantes puderam vivenciar o fazer audiovisual em suas suas diversas etapas atividades e produziram cinco curtas-metragens. Todas as oficinas foram sediadas no Prédio de Multimeios da Ufes.


No último dia do Festival, o resultado dessa criação foi apresentado em uma sessão no Cine Metrópolis. Na ocasião, foram exibidos os filmes “A Outra”, “O Labirinto”, “Ocupação”, dirigido por e “Coletivo Negrada”, produzidos pelos alunos das Oficinas Integradas de Cinema.


A exibição contou com trilha sonora ao vivo executada pelos próprios alunos. O público presente na Cerimônia de Encerramento, no Teatro Carlos Gomes, também assistiu à estreia do filme “Coisas de Cinema”, curta realizado pelos alunos da Oficina de Cinema e Vídeo, ministrada pelo cineasta Luiz Carlos Lacerda que comentou sobre o desenvolvimento dessa produção:  “a gente trabalhou por quatro dias. Na parte teórica eles pensaram desde o argumento até o roteiro. Os alunos também desempenharam várias funções: Enquanto uns dirigiam a cena, outros trabalhavam com a câmera”, explicou (assista aos curtas no final da matéria).


Essas oficinas foram realizadas pela Universidade Federal do Espírito Santo com o apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e com a parceria do 23º Festival de Cinema de Vitória.


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Foto: Gustavo Louzada

Cerca de 70 alunos participaram das Oficinas Integradas de Cinema

Além de exibir uma extensa programação de filmes, o 23º Festival de Cinema de Vitória também contou com atividades voltadas ao aperfeiçoamento profissional na área do audiovisual. Cerca de 70 alunos participaram das Oficinas Integradas de Cinema que, este ano, variaram em quatro modalidades: o escritor e roteirista José Roberto Torero (foto acima) conduziu a Oficina de Roteiro, o consagrado diretor de cinema Jorge Bodanzky a Oficina de Direção, o músico, cantor e compositor David Tygel esteve a frente da Oficina de Trilha Sonora e a historiadora e jornalista Bruna Callegari ministrou a Oficina de Finalização Digital.


persona-2A jornalista de 41 anos, Gabriela Piccolo (foto ao lado), optou pela Oficina de Roteiro. Segundo ela, a escolha partiu de uma necessidade de tirar dúvidas sobre essa área: “escolhi a Oficina de Roteiro para reciclar meus conhecimentos e, principalmente, relembrar sobre roteiros de ficção”, explica.  José Roberto Torero, que ministrou a Oficina de Roteiro, explicou que durante as aulas foram abordadas as diferenças entre argumento e um roteiro de ficção: “os alunos aprenderam para que serve e como se formata um roteiro, como trabalhar os diálogos e as cenas, como transformar contos e histórias em roteiros e muitos outros aspectos relacionados à área”, concluiu.


Já o produtor musical Lucas Cortês, de 28 anos, buscou ampliar seus conhecimentos através da Oficina de Trilha Sonora. “Me inscrevi nessa oficina pela experiência. Será muito bom fazer um trabalho em grupo, de forma diferente, e depois ver o produto que vai dar”, disse.


Um pouco sobre as oficinas
Na Oficina de Direção com Jorge Bodansky  discutiu as funções de um diretor de cinema a partir da análise de filmes de diversos formatos, tais como ficção, docudrama e documentário. A Oficina de Trilha Sonora com David Tygel abordou questões sobre as relações entre música e imagem visual narrativa, abordando tópicos como a relação diretor/compositor.


Na Oficina de Finalização Digital com Bruna Callegari, foram abordadas as técnicas de edição, finalização e masterização no ambiente digital. Enquanto a Oficina de Roteiro abordou as diferenças entre argumento e roteiro de ficção. Os participantes aprenderam para que serve e como se formata um roteiro, como trabalhar os diálogos e as cenas, como transformar contos e histórias em roteiros, além de vários outros aspectos relacionados à área.


Já a Oficina de Cinema e Vídeo teve o objetivo de instrumentalizar os participantes para a realização de um curta-metragem de ficção, além de possibilitar que os alunos experimentem as diversas funções do processo de realização de um filme.


Abaixo, assista aos curtas-metragens produzidos pelas Oficinas de Cinema de 23º Festival de Cinema de Vitória: