Além de exibir uma seleção de filmes nacionais, é tradição do Festival de Cinema de Vitória homenagear nomes importantes do cinema brasileiro. Na noite dessa quarta-feira (16), o Festival homenageou o diretor gaúcho Otto Guerra por sua representatividade no cinema de animação no Brasil. Antes de subir ao palco, Otto foi surpreendido com um vídeo produzido pelo Canal Brasil, que relembrou a trajetória de quase 40 anos do animador.

48 Em seguida o cineasta foi convidado a subir ao palco do Teatro Carlos Gomes e, emocionado, comentou: “É aqui no Festival de Vitória que eu me sinto mais vivo. O público é Vibrante, lembra os anos 70 em gramado. Estou muito feliz em ser homenageado aqui, em um momento incrível para a animação brasileira”.


Um dos cinco brasileiros citados no livro que é a ‘bíblia’ da animação mundial –
Animation Now, da editora alemã Tashen, o cineasta gaúcho Otto Guerra completou 60 anos em 2016. O patamar que a animação brasileira atingiu no cenário mundial nos últimos anos mistura-se com a trajetória de quase 40 anos da empresa Otto Desenhos Animados, produtora criada pelo diretor. “Até que a Sbórnia nos Separe”, terceiro e último longa-metragem de Otto, é resultado de uma lenta evolução na produção de conteúdos e também na técnica da animação. Os apresentadores da sessão foram a atriz Suely Bispo e o jornalista e cronista Jace Theodoro.


Curtas e longas-metragens da terceira noite do Festival

Após a homenagem ao cineasta Otto Guerra, o 23º Festival de Cinema de Vitória seguiu com a programação, com a segunda sessão da 20ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas e a terceira da 6ª Mostra Competitiva Nacional de Longas.


Na competitiva de curtas foram exibidos seis filmes, dentre eles, o documentário capixaba “Córrego Grande, 13”, de Carol Covre. A diretora subiu ao palco para comentar sobre a produção. “Corrego Grande 13 é a rua onde eu nasci e onde meu avô chegou em 1971, junto com minha avó e meus tios. Falar do meu bairro, falar da minha família, falar de mim é dizer que eu posso contar minha própria história quando eu quiser. Que esse filme inspire muitas outras pessoas e outras mulheres a contarem a própria história e a história de suas famílias. Eu dedico esse filme a vocês que vieram comigo e que estão por lá todos os dias”, finalizou.


Também foram exibidos os filmes: “Estado Itinerante”, de Ana Carolina Soares; “Antes da Encanteria”, de Elena Meirelles, Gabriela Pessoa, Lívia Paiva, Jorge Polo e Paulo Victor Soares; “Som Guia”, de Felipe Rocha; “À Parte do Inferno”, de Raul Arthuso e “Retrato de Carmem D.”, de Isabel Joffily.


Já na Mostra Competitiva de Longas foi exibido o experimental “A Noite Escura da Alma”, do baiano Henrique Dantas. O filme aborda o período da ditadura civil e militar no estado da Bahia e usa da linguagem do documentário e da performance na construção da história.